<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907</id><updated>2012-02-13T01:44:26.338Z</updated><category term='Mistérios'/><category term='Sementes'/><category term='Religião'/><category term='Sociedade'/><category term='O Universo'/><category term='Portugal'/><category term='A Origem da Vida'/><category term='Sol'/><category term='O Evento'/><category term='Dr. Jordan'/><category term='Relatividade'/><category term='Finalidade'/><category term='A Evolução da Vida'/><category term='inteligência'/><category term='Energia'/><category term='Os Humanos'/><category term='Economia'/><category term='Aquecimento Global'/><category term='Prever Futuro'/><category term='O Segredo'/><title type='text'>outra margem</title><subtitle type='html'>&lt;b&gt;...devagarinho...com pequenos passos...vamos viajar até um futuro longínquo...&lt;br&gt; como se apanhados numa máquina do tempo...&lt;/b&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt;
{ &lt;i&gt;quem entrar agora na viagem deverá ler posts anteriores para não se perder no caminho&lt;/i&gt; }</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>226</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3366684066789225380</id><published>2012-02-12T17:43:00.000Z</published><updated>2012-02-12T17:43:00.597Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>E se fosse ao contrário?</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;E se o BCEemprestasse aos estados à mesma taxa de juro que empresta aos bancos? Seinjectasse 490 mil milhões de euros nas dívidas soberanas como fez com a banca?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;É que, afinal, oproblema não é das dívidas soberanas, elas só se tornaram insustentáveis com asubida da taxa de juro;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; o problema é da banca, que agora não tem como receber odinheiro emprestado porque com o aumento da desigualdade as pessoas estão maispobres. É por isso que os bancos começaram a falir. QUEM ESTÁ EM CRISE SÃO OSBANCOS.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, nadacomo ajudar os bancos, nomeando uma troika para os fiscalizar e impor-lhesmedidas de austeridade – ordenados obscenos dos seus gestores, pagos com anossa ajuda? Nem pensar. Luxos e regalias de toda a espécie para os empregadosda banca? Um corte já nos salários, um corte nos subsídios, um corte naspensões. Uma agência bancária em casa esquina? Sedes palacianas? Como se admiteum tal gasto de dinheiro em obras de construção civil? Redução das agênciasbancárias para metade já (afinal, para que servem quando quase tudo se tratapela net?) e despedimento dos empregados. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Austeridade para a Banca!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é o queseria lógico, não é verdade? &lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;E seria assim se o banco central fosse nosso – doscidadãos – em vez de ser dos bancos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas como quemcomanda está ao serviço dos bancos, o que fazem?&amp;nbsp; Tapam os buracos dos bancos à custa dos dinheiros públicos,cobrando taxas usuárias às dívidas soberanas, e à custa dos funcionáriospúblicos e, por arrasto, de todos os outros excepto (!!!!) os funcionários dabanca que mantêm todos os seus privilégios, dos administradores ao porteiro –&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;da banca que está à beira da falência.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas se a bancafalisse seria o caos, dirão; pois, mas assim vai falir na mesma; porque aoempobrecerem as pessoas, mais as dívidas se tornarão incobráveis; ao subirem astaxas de juro, menos as pessoas recorrerão ao crédito – estão a subir o preçode um produto para além do seu valor ótimo, gerando lucros decrescentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Claro que estas coisas começam pelos mais fracos - o pessoal comenta à boca pequena: põe o dinheiro neste banco holandês, ou neste banco alemão; os depósitos nos bancos portugueses caem, as taxas são mais altas mas o pessoal não arrisca, os bancos portugueses vão falir mas entretanto os bancos alemães e holandeses estão a encher-se, para eles tudo bem, nada há a mudar no sistema. As regras são definidas pelos mais fortes desde que deixámos de ter governos ao serviço do povo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na verdade, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;overdadeiro problema não é a banca, é o empobrecimento da maioria das pessoas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; esó se sai daqui redistribuindo a riqueza e alterando as regras para que olimite mínimo dos ordenados não seja o limiar da sobrevivência ou da revolta;ora o que se está a fazer é o contrário, evidentemente, querem lá agora os maisricos “redistribuir a riqueza”? Lutarão até ao fim contra essa ideia. Só queantigamente as pessoas podiam sobreviver da horta e hoje já não podem,portanto, isto só não acabará numa revolta se entretanto os ricos perceberemque não conseguem conservar a sua riqueza quando as pessoas empobrecem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As sociedadescuja riqueza está baseada na produção de bens, como a Alemanha, vão em brevecomeçar a perceber que a situação actual é insustentável. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;O actual sistemaeconómico implode quando a desigualdade ultrapassa certo valor porque issoestrangula o fluxo financeiro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3366684066789225380?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3366684066789225380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3366684066789225380' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3366684066789225380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3366684066789225380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/02/e-se-fosse-ao-contrario.html' title='E se fosse ao contrário?'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-621257606517826757</id><published>2012-01-31T16:35:00.001Z</published><updated>2012-01-31T16:35:40.709Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O capitalismo desenfreado dos financeiros</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O actual sistemaeconómico ocidental caminha, conduzido pelas suas próprias regras, para umdesfecho: um mundo de escravos governado por uma pequenina minoria. &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Nada deverdadeiramente novo na história da humanidade, que quase sempre existiu nesseestado, pontualmente cortado por uma revolução que repôs alguma igualdade...mas sempre durante pouco tempo. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A razão destedesfecho no quadro actual é a seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nas pequenasactividades económicas, como os cafés, os cabeleireiros, as mercearias, é fácilsurgir uma nova empresa, um concorrente; isto estabelece pressão sobre aqualidade dos serviços prestados ou dos bens produzidos, força a inovação, aeficiência e mantém os preços baixos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nestasactividades não se enriquece, vive-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Mas no mundo dasgrandes empresas não é assim&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Onde há grandes empresas, as pequenasdesaparecem, comidas pelas grandes; como uma nova grande empresa, ao contráriodas pequenas, não pode surgir do nada, não há novos concorrentes. Isto tem umaconsequência: estas empresas competem em termos de qualidade e inovação, masnão em termos de preço. As áreas onde existem grandes empresas tornam-seinacessíveis às outras e, por isso, estas cartelizam e tornam-se muitolucrativas (repare-se no prodígio da TDT portuguesa, limitada a 4 canais para não provocar descida dos preços no cabo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O preço nas áreasde actividade onde as grandes empresas já eliminaram as pequenas é o que maximizao lucro global na respectiva área de actividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por exemplo, opreço da gasolina é o que maximiza o ganho das petrolíferas. Aumentar o preçoprovocaria redução de consumo e menores lucros. O mesmo com o preço doschamadas de telemóveis, dos juros bancários, etc, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A única área ondeas grandes empresas não fazem subir os preços é no retalho – porque aí o queelas fazem é esmifrar os produtores, porque elas controlam o acesso ao mercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso que osjuros das dívidas soberanas europeias sobem tanto – porque &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;como o dinheiropassou a ser propriedade do BCE e a sua colocação no mercado monopólio dosbancos, estes fazem-no ao preço que maximiza os seus lucros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – se subissem maisos juros ou os Estados deixariam de pagar, como a Grécia, ou passariam sem oempréstimo, como fez a Alemanha há pouco tempo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vejamos o caso dopetróleo; o preço do barril de petróleo continua muito baixo (muito mais baixodo que o preço pelo qual pagamos a gasolina) porque não se consente que ospaíses produtores controlem o preço deste (quando estes ameaçam fazê-lo, sãoatacados militarmente; é por isso que o Irão quer uma bomba nuclear ou, pelomenos, quer conseguir chegar a uma situação em que os EUA pensem mesmo que elesa podem ter, para poder controlar o preço do petróleo sem receio de que lheaconteça o mesmo que ao Iraque e Líbia).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;o dinheiro,ao contrário do petróleo, é livremente controlado pelo BCE e sua clique debanqueiros que, na Europa, se tornaram independentes do poder político. Osárabes não podem controlar o preço do petróleo mas o BCE e os banqueiros podemcontrolar o preço do dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As grandesempresas, como estão cotadas em bolsa, estão à mercê (nem todas, algumasblindaram os estatutos) de quem disponha de uma coisa: dinheiro. Ora isso é o queos bancos e os vários tipos de instituições financeiras têm. Por isso, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;asgrandes empresas vão sendo, uma após a outra, directamente ou indirectamente,propriedade de bancos ou doutras instituições financeiras.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Sabem qual é aempresa mais poderosa do mundo ocidental? O Barclays. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Entre as 10 empresas maispoderosas do mundo há apenas um grupo industrial&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; ver &lt;a href="http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/as-10-empresas-que-controlam-o-mundo/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. E os bancos sãopropriedade de quem? De uns quantos financeiros no mundo ocidental.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, o mundoocidental acaba governado pelos seus financeiros. Como têm o dinheiro, são osustentáculo, logo os donos, dos partidos políticos. É por isso que temos osgovernos a servirem o interesse dos banqueiros e não o das pessoas, em toda aEuropa, com a eventual excepção da Islândia. É por isso que &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;os bancos centraissão mais autónomos do poder político do que a justiça e se gerem por regrasmais secretas que as da maçonaria&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; – como é que funciona o Banco de Portugal?Donde vêm os seus lucros? Quem paga as pensões milionárias aos seusex-gestores? A quinta com cavalos? O BdP não pode cortar os subsídios e o deEspanha pode??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para acabar com aactual crise das dívidas soberanas, basta o BCE emprestar aos Estados como ofaz à banca; mas essa possibilidade nem se põe. Porquê? &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Pode-se mudar ostratados europeus, pode-se exigir perdas de soberania, alterar Constituições,mas mexer no estatuto do BCE é que não!!!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Em vez disso, o BCE andará a gastar(imprimir) centenas de milhar de milhões de euros (até agora 500 mil milhõessegundo ouvi dizer) a comprar dívida soberana no mercado secundário a jurosfabulosos para enriquecer os bancos. Claro que há um problema de solvência dabanca, mas o dinheiro que falta aí não está nos bolsos das pessoas, está no incalculável poder económico acumulado pelos financeiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os financeirosnão actuam para produzir uma sociedade melhor; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;o seu único objectivo é seremcada vez mais ricos e a curto prazo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Aliás, nem têm muita escolha: neste sistema, ou se lutapara se ser o mais rico ou se fica o mais pobre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O plano dosfinanceiros, após terem conseguido a sua independência do poder político e ocontrolo deste, consiste em ficarem donos de todas empresas dos chamadosmonopólios naturais. As pessoas dependem da actividade dessas empresas, porisso quem as detém pode espoliar todos os rendimentos das pessoas – é oconhecido “golpe da cantina”, uma velha técnica de escravização de que jáfalei. Reparem: estas empresas não podem ser compradas na bolsa, foi precisoinventar um esquema para conseguir pôr a mão nelas, estão a perceber?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Com aprivatização das empresas públicas e a consequente instauração do “sistema decantina”, rapidamente se chegará a um estado final tipo marajás das Índias&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: unsquantos imensamente ricos servidos por uma multidão de escravos. Esta situaçãodesenha-se a traços largos em todos os países da Europa; não nos iludamos pelosaltos valores dos ordenados mínimos noutros países: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;em termos de paridade depoder de compra, uma grande parte da população em toda a Europa vive emcondições mínimas de sobrevivência, qualquer que seja o país&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este é o objectivoessencial do plano dos banqueiros; o ataque às dívidas soberanas é apenas umpasso intermédio, que serve este objectivo. Vender as empresas públicas nãoaltera rigorosamente nada o problema da dívida soberana, este existe qualquerque seja o valor da dívida (a dívida da Espanha é das mais pequenas da Europa,do mundo); essa exigência das troikas não tem nada a ver com a regularizaçãodas contas públicas, é um objectivo em si mesmo. Repare-se na metodologia:começa-se por privatizar as empresas lucrativas, como a EDP, e tornam-selucrativas as que o não são, como nos transportes com a subida dos preços, edepois é que se privatizam; ora vender empresas lucrativas só piora as contaspúblicas, não as melhora. Além disso, as verbas que se encaixam com estasprivatizações são ridiculamente pequenas, sem qualquer significado no montanteda dívida pública.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este plano teriasido inexoravelmente bem sucedido se, felizmente para nós, não existisse umpaís no mundo com outro sistema económico, com força suficiente para intervir ecom boas relações com os portugueses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na China, oGoverno é que detém o poder económico. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Um Governo é eleito e tem sempre na suaagenda melhorar as condições de vida das pessoas. Por isso, entre o capitalismodesenfreado dos financeiros, que não têm quaisquer responsabilidades sociais, eum capitalismo regulado pelo Estado, o segundo é muito melhor para as pessoas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.Foi assim que os países ocidentais se desenvolveram, até que os Estadosperderam o poder económico e desde então as condições de vida de grande partedas pessoas só piorou. Evidentemente. Porque o poder financeiro visaobjectivamente o empobrecimento das pessoas, o aumento da desigualdade, o únicoprocesso de conseguirem o enriquecimento rápido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas atenção: nãosão os chineses que vão fazer esta guerra por nós. Eles estão na guerra deles,os governantes chineses não são eleitos por nós, estão apenas a usar-nos paraos seus objectivos, que não são os nossos, embora tenhamos um inimigo comum. Osnossos aliados têm de ser os povos europeus, a começar pelos gregos, espanhóise italianos. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;A união faz a força e quem tiver medo do “contágio” vai morrer;somos patos a serem caçados de trás para a frente, sem perceberem que o queaconteceu ao de trás acontece depois a eles.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta guerra aindaestá a começar. E nós, os portugueses, podemos ter uma responsabilidadeespecial nela. Penso mesmo que aqui é o único sítio da Europaonde a guerra se pode começar a ganhar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No próximo postvou falar de uma coisa muito interessante: o tabu do Cavaco Silva, o pânico dasescutas, o papel do Constâncio e outros detalhes desta operação. E depois voucomeçar a apresentar a minha contribuição para esta guerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-621257606517826757?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/621257606517826757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=621257606517826757' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/621257606517826757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/621257606517826757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/01/o-capitalismo-desenfreado-dos.html' title='O capitalismo desenfreado dos financeiros'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7323885722707080214</id><published>2012-01-19T19:30:00.001Z</published><updated>2012-01-20T16:36:06.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Como deixamos de ser "lixo"</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9C_nb4iDRNU/TxmTH0URUGI/AAAAAAAAAYU/iJge1plH7AI/s1600/balancaPag.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="306" src="http://4.bp.blogspot.com/-9C_nb4iDRNU/TxmTH0URUGI/AAAAAAAAAYU/iJge1plH7AI/s640/balancaPag.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A figura acima, que me chegou via email mas sem referir a origem (as minhas desculpas ao autor, que não sei quem é) mostra bem que os ratings das agências financeiras não são ciência oculta nem ataques ao euro nem manipulações políticas; são simplesmente a tradução do estado da balança de pagamentos, como referi no post anterior. Podem ver &lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2011/11/07/otimismo-irresponsavel-e-o-caminho-para-o-%E2%80%98eurogeddon%E2%80%99/"&gt;aqui&lt;/a&gt; que há mais quem pense assim. Portanto, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;deixar de ser "lixo" é resolver o problema da balança de pagamentos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;:&amp;nbsp;&amp;nbsp;passar a ter um fluxo positivo do dinheiro que entra no país. Para isso, há quereduzir importações, saídas de capital, e aumentar as exportações e as entradasde capital.&lt;br /&gt;Parte do problema deve-se às regras actuais, por isso há quem aconselhe a cortar as importações oriundas da Alemanha, para criar sobre ela uma pressão que eleve à adopção de condições mais equilibradas. Isso é uma verdade, mas não é só isso: &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;grande parte do problema resulta de os alemães serem uma sociedade onde os interesses da sociedade são prioritários e nós &amp;nbsp;sermos um balde de gente onde os interesses individuais têm a primazia. O colectivo é sempre mais forte do que o indivíduo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos o que podemos fazer de imediato enquanto não resolvemos o nosso problema de fundo.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Quanto às importações e saídas&amp;nbsp;de capital&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A ASAE fezfinalmente algo que devia ter feito há muito – atacou os produtos importados emdumping.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os espanhóis e osfranceses há muito que exploram este país de parvos. Fazem assim: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;os preços nosseus países são mantidos adequadamente altos, controlando as quantidades deprodutos alimentares que colocam no mercado, nomeadamente fruta e peixe (no casodos espanhóis); depois os excedentes mandam para Portugal a qualquer preço,arruinando a produção nacional.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; E malta vai a correr comprar o peixe espanhol àlota ou ao supermercado, sem questionar como é que o peixe espanhol se vende mais barato emPortugal do que em Espanha, ou comprar o leite a 13 cêntimos no Continente semse questionar que leite é esse que é mais barato do que a água.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O nosso climatambém é descaradamente explorado com a construção de aldeamentos e hotéisestrangeiros, o que permite a alemães e ingleses virem passar férias ao algarvesem deixarem cá um tostão. Porreiro pá! É preciso sermos ceguinhos de todo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E isso traz-me aoterceiro aspecto: o negócio que os pequenos países do norte da europa exploram,que consiste em cobrarem uma taxa pequenina para as empresas enviarem os seuslucros para offshores. Ora diz o ditado que &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;se não podes lutar com eles,junta-te a eles&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Portanto, temos é de fazer o mesmo: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;copiar a legislaçãoholandesa ou irlandesa e fazer o esquema com o offshore da Madeira. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é o que oGoverno tem de fazer; tem de fazer mas não fará, é claro; e cada um de nós? Éfácil, é só fazermos o mesmo que os outros povos: não compramos produtoestrangeiro a não ser que seja indispensável e não haja nenhum produtoportuguês alternativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porque,entendamo-nos: o que arruinou o país não foram as obras públicas, asautoestradas, os hospitais – isso foi feito com grande incorporação nacional ecomparticipação de fundos europeus. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;As reparações que eu faço cá em casa não me empobrecem, pelo contrário&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. O que empobrece são a&amp;nbsp;compras ao estrangeiro – sãoos carros, os telemóveis, etc, etc; são os lucros das empresas detelecomunicações que são exportados, são os lucros fabulosos da EDP que vãopassar a ir para a China, etc, etc.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, emgrande parte, o responsável por esta situação é o nosso perfil de consumidor.Esta é uma diferença fundamental entre norte e sul: os povos do norte sãoensinados de pequeninos a não comprar o produto estrangeiro. Fazem essesacrifício. Nós é que não estamos para isso, era só o que faltava! e enganamo-nos com teorias pseudo-liberais para podermos fechar os olhos à realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;E quanto àsexportações?&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É passarmos aconsumir mais produto nacional; isso fortalece as empresas nacionais e aumentaa sua capacidade de exportar. Nenhuma empresa existe cá se não tiver mercadointerno (a não ser que pretenda explorar mão-de-obra escrava, o que cá é cadavez mais fácil e noutros lados mais difícil).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Em resumo, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;se nósagirmos a pensar no nosso interesse individual imediato, estaremos todoslixados.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Essa é a grande armadilha dos poderosos: pôr os pequeninos a pensaremque é lícito, normal, conveniente, agir no seu interesse pessoal. Isso atéfunciona um pouco no tempo de vacas gordas, mas leva às vacas magras e depoisao desastre total. Os poderosos deste mundo associam-se em maçonarias,partidos, cartéis e mais entidades secretas; e é assim que facilmente fazem o quequerem neste mundo de zés onde cada um puxa a brasa à sua sardinha. É por issoque os povos do norte não caem nestas armadilhas, pois lá o povo sabe o que tema fazer, é uma comunidade, é uma “maçonaria”; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;as obrigações dos portugueses unscom os outros são iguais às dos irmãos duma maçonaria.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Ou percebemos isso ouvamos ser riscados do mapa, merecidamente, porque as sociedades não seconstroem com pessoas que não têm consciência colectiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Bem, carosleitores e amigos, tenho uma má notícia: esta negociata da dívida soberana vaiem breve desaparecer para dar lugar a outra muuuuito melhor; no próximo post&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7323885722707080214?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7323885722707080214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7323885722707080214' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7323885722707080214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7323885722707080214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/01/como-deixamos-de-ser-lixo.html' title='Como deixamos de ser &quot;lixo&quot;'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9C_nb4iDRNU/TxmTH0URUGI/AAAAAAAAAYU/iJge1plH7AI/s72-c/balancaPag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7500322657163157249</id><published>2012-01-16T00:29:00.001Z</published><updated>2012-01-16T00:29:20.056Z</updated><title type='text'>Porque o rating está certo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Tem sido lançadauma grande confusão na cabeça das pessoas com a constante referência à dívidasoberana, como se ela fosse a causa da presente crise financeira. Ora salta aosolhos que não pode ser: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;a Espanha tem uma dívida externa pequeníssima, muitomais pequena do que as dos países que aparecem cotados com altos ratings, eestá com problemas.&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando comprei omeu andar, fiquei com uma dívida muito maior do que o meu rendimento anual – omeu “PIB”; fiquei com uma dívida de mais de 200% do meu PIB; no entanto, o meurating era AAA para a banca; Porquê? Porque o que eu ganhava era superior aosque eu gastava e aos meus encargos com essa dívida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E este é que é obusílis da questão: o que se ganha dar ou não para pagar as despesas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O que é isto de“o que se ganha” em termos de um país? É o dinheiro que entra, pelasexportações, turismo, remessas de emigrantes. E o que se gasta? É o dinheiroque sai, pelas importações, turismo, movimentos de capital, remessas deimigrantes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;o quefaz com que um país seja AAA ou lixo é este balanço, não é a sua dívidasoberana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Basicamente, é a balança de pagamentos do país. É por isso que aAlemanha tem necessariamente um rating AAA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;A balança depagamentos é por isso a preocupação nº 1 de qualquer &lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;outro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; país.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portugal tem umabalança de pagamentos altamente deficitária há décadas; é um país que gastamais do que ganha, portanto. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Como é que Portugal pode ter um rating que não seja“lixo”??? Naturalmente que é lixo! É como uma pessoa que todos os anos pede umnovo empréstimo para conseguir pagar os encargos dos empréstimos anteriores.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como é quedeixamos de ser lixo? Veremos no próximo post.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7500322657163157249?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7500322657163157249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7500322657163157249' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7500322657163157249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7500322657163157249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/01/porque-o-rating-esta-certo.html' title='Porque o rating está certo'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-579059738701659356</id><published>2012-01-11T01:41:00.001Z</published><updated>2012-01-11T01:41:33.813Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Génese e evolução da Crise</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta crise e asanteriores têm a sua origem profunda num erro filosófico, que será abordado numpróximo texto; mas mudar esse erro não é fácil, pelo que o que interessa parajá são as causas directas da crise, a fim de percebermos o que podemos esperardo futuro próximo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vou dar umaexplicação muito simples, não completamente correcta mas reveladora do busílisda questão, de acordo com o meu entendimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Existe uma certaquantidade de dinheiro físico. Na Europa, o BCE imprime todos os anos mais umpouco – não sei qual é o montante, arbitremos 2%. Portanto, excluindo o restodo Mundo do nosso raciocínio, o montante de dinheiro cresce à taxa de 2% aoano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este dinheiroestá aonde? Nos bancos. Que fazem os bancos com ele? Emprestam. Vamos supor queo emprestam todo e que a taxa média de juro que conseguem é 10%. Então, ao fimde 1 ano, a dívida representa 110% do dinheiro inicial; este, por sua vez,aumentou os 2% que o BCE imprimiu. Temos, portanto, que ao fim de 1 ano a dívidaé quase 8% mais do que o dinheiro existente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ou seja, o totalem dívida supera o dinheiro existente devido às taxas de juros serem superioresao dinheiro introduzido pelo BCE; &lt;b&gt;&lt;i&gt;e esta diferença cresce anualmente &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(naverdade, cresce também por outra razão, mas não compliquemos porque esta é que é mais relevante devido ao seu efeito cumulativo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se ao fim de 1ano as dívidas tivessem de ser todas pagas mais os juros, haveria uma criseporque não haveria dinheiro suficiente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os financeirossabem disso, e têm uma solução: não querem que lhes paguem asdívidas, querem é que lhes paguem os juros. Por isso emprestamindiscriminadamente e com prazos a perder de vista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As pessoas têmempréstimos para a casa, carro, etc; o que elas pagam por mês é quase só juros,as amortizações são a 40 anos (até para carros...). Portanto, &lt;b&gt;&lt;i&gt;o real encargodas pessoas não é a dívida, são os juros da dívida.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, &lt;b&gt;&lt;i&gt;o problema só surge quando os juros excedem o dinheiro existente&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;- os devedores deixam de poder pagar os juros. O crescimento da desigualdadeagrava a situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;É nessa alturaque estala a crise: ao deixar de receber os juros, os credores querem reaver oscréditos (os bancos têm de depositar no banco central as dívidas em falha) egera-se uma “corrida às dívidas”. Uma corrida sem solução porque simplesmentenão existe dinheiro físico suficiente para o total em dívida. Ainda por cima,parte do dinheiro físico está retido como reserva, uma medida destinada aevitar a “corrida à banca”. O sistema financeiro acautelou a “corrida à banca”,porque ela já aconteceu no passado, mas não acautelou a “corrida à dívida”.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como se resolveisto? Há várias maneiras. Uma é “redistribuir a riqueza”, que consiste em oEstado cobrar mais sobre os altos ganhos dos financeiros e injectar essedinheiro na base da economia; outra consiste em reajustamentos de taxas dejuros a valores mais baixos; outra é o banco central “comprar” dívidaincobrável à banca que depois não cobra, o que equivale a injectar dinheiro nomontante da diferença entre o dinheiro real e o crédito (esta solução foiinventada pelos japoneses); outra é anular parcialmente as dívidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, quandotoca a haver crise, todos querem é safar-se o mais rapidamente possível.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Renegociar os empréstimos baixando os juros? Nem pensar, isso iria diminuir osganhos. Há é que aumentar os juros para tentar sacar o máximo dinheiro antesque se acabe. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No Japão e nosEUA ainda há quem mande no sistema financeiro e por isso surgem algumas medidasadequadas, como redistribuição de riqueza, a intervenção do banco central nadívida soberana, embora indirecta, e a compra pelo banco central de créditomal-parado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Europa, semqualquer controlo político sobre o sistema financeiro, tem um esquema própriodesenvolvido por este. Um esquema em duas fases.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A primeira faseconsiste em meter muito dinheiro na banca para que ela possa gerir os créditosmal-parados. Onde é que se vai buscar esse dinheiro? Aos bolsos dos pobres,naturalmente, pois são os ricos que definem o jogo e não querem corrigir asituação indo aos seus próprios bolsos. E como? Através das dívidas soberanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O facto de o BCEnão intervir directamente nas dívidas soberanas deixou estas sem capacidade denegociação e os seus juros podem subir ilimitadamente. Isto é uma mina de ouropara a banca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Percebamos oprocesso: a Banca compra os títulos de dívida soberana e revende ao BCE,ganhando uma taxa enorme no processo. A banca tem um negócio fabuloso, o deintermediário entre as dívidas públicas e o BCE. Todo o dinheiro dos cidadãoscomuns irá ser escoado para o pagamento dos juros da dívida, ou seja, para aBanca. Notem que o BCE comprar os títulos é indispensável ao processo porque,como veremos, eles vão ficar incobráveis.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Como é que os Estados vão arranjar dinheiropara pagar os altos juros? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Compreendamos asituação: &lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;imaginem que têm um empréstimo para compra de casa, pelo qual pagam500 euros por mês. Um bom investimento, pois se arrendassem uma casa pagariam omesmo ou mais e não teriam nada. Comprar casa própria é um investimento e umapoupança. Agora imaginem que recebem uma carta do banco a dizer que resolveramunilateralmente subir os juros, pois há falta de crédito, e que passam a pagar1700 euros por mês! O vosso ordenado é de 1000 euros. Vocês dizem ao banco quenão podem pagar isso. O banco então acha-se no direito de entrar na vossa vidae desatar a vender os vossos bens, sacar o dinheiro todo que tiverem e aindavos insulta,&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;seus&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;malandros, a quererem ter casa com dinheiro que não é vosso –vão é viver para debaixo da ponte&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;, seus caloteiros.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é mais oumenos o que se passa com as dívidas soberanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, osfinanceiros entram nos Estados e impõem a “Austeridade”. Austeridade mas nãopara os ricos. Corta-se nos ordenados e nos direitos sociais. Duas coisas quenão afectam os ricos. &lt;b&gt;Impostos sobre o capital, parcerias público-privadas,fundações, denúncia de dívidas fraudulentas mesmo quando a fraude já estáprovada, como no caso dos submarinos, isso não!&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os críticos daausteridade dizem que ela corta o crescimento e que sem crescimento não há dinheiropara pagar dívidas; &lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;são uns utópicos, o crescimento não interessa nada aosfinanceiros, ele não fabrica dinheiro; &amp;nbsp;“crescimento” numlado significa decrescimento noutro lado, para os financeiros éirrelevante, o que interessa é sacar o mais possível do pouco dinheiro físicoque existe. O que falta não é produção, é dinheiro físico, pura e simplesmente,e o objectivo é sacar o máximo de dinheiro &lt;i&gt;já já&lt;/i&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; se o país fica destruído, seas empresas fecham, se as pessoas passam fome, isso não interessa nada, cada umtrata dos seus interesses. Na verdade, isso é a consequência necessária dosaque que é preciso fazer para que os interesses dos ricos não fiquemprejudicados. Vamos viver para “debaixo da ponte”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas por maior queseja a “austeridade” nunca se pode obter o dinheiro necessário porque ele nãoexiste. A austeridade esvazia os trocos dos bolsos dos pobres mas depois não hámais trocos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Entendamos oseguinte: na Europa, os bancos são apenas retalhistas do dinheiro. O produtordo dinheiro é o BCE. A Banca tem o exclusivo do retalho deste produto, que oBCE produz em monopólio; o BCE faz como qualquer outro monopolista: produz nasquantidades que mais aumentam o seu ganho – se produzisse mais euros, o eurodesvalorizava-se e ele tinha menos ganho. Ele e a Banca, pois isso baixaria osjuros. O BCE e a Banca são uma entidade só, a desempenhar dois papéis. Estados,cidadãos, empresas, são todos clientes do retalhista do dinheiro, que é aBanca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os bancos vão terde enfrentar muito crédito incobrável porque as pessoas ficam sem dinheiro parapagar os empréstimos, mas vão ser compensados pelos ganhos na intermediaçãoentre as dívidas soberanas e o BCE. Este processo transfere para o Estado, ouseja, para todos nós os que dependemos directa ou indirectamente dele, oproblema gerado pelo excesso de ganhos financeiros. A banca transforma assim osseus ganhos virtuais em dinheiro real extraindo o dinheiro real das pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Entendamos:criou-se um dinheiro virtual de que todos beneficiámos, uns mais do que outros;mas agora o dinheiro virtual dos ricos é substituído por dinheiro real e onosso dinheiro real desaparece e o virtual esfuma-se através da utilização deuma ferramenta chamada “Austeridade”.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No fim destaprimeira fase, o BCE está cheio de títulos de dívida soberana, que comprou nomercado secundário; que vai ele fazer com esses títulos? Cobrá-los? Como, senão há dinheiro??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ele não vaicobrá-los, o que o BCE tem a fazer é escrevinhar os títulos na contabilidade doBCE e deixá-los lá arquivadinhos. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;O BCE apenas está a fazer aquilo que todos osbancos centrais fazem, comprar dívida soberana para arquivo, só que usando aBanca como intermediário, pois a Banca é o seu retalhista exclusivo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Mas há uma diferença para os outros bancoscentrais; os outros estão ao serviço do seu país, arquivam a dívida porque issoserve os interesses desse país. &lt;b&gt;O BCE não está ao serviço de nada a não ser desi próprio&lt;/b&gt;. Ele irá querer negociar alguma vantagem, qual? uma perca desoberania? Os senhores do dinheiro vão tomar conta do poder político? Será quea Merkel consegue alterar os tratados a tempo e de forma a retirar poderes aoBCE? Ou também ela está ao serviço do BCE?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E o nosso governoestá ao serviço de quem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pessoalmente,penso que por agora vamos ser salvos pela ameaça chinesa – com as pernas atremer de medo perante o Dragão, o BCE vai arquivar já já as dívidas soberanaspara travar a entrada da mitológica criatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-579059738701659356?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/579059738701659356/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=579059738701659356' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/579059738701659356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/579059738701659356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/01/genese-e-evolucao-da-crise.html' title='Génese e evolução da Crise'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-5974809008033730285</id><published>2012-01-03T18:44:00.000Z</published><updated>2012-01-03T18:44:08.221Z</updated><title type='text'>O artigo 123 do Tratado de Lisboa</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/P8fDLyXXUxM/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/P8fDLyXXUxM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/P8fDLyXXUxM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a origem dacrise se situava no facto de os governos não terem capacidade de negociar ascondições da dívida já tínhamos percebido; que isso se devia ao facto de lhester sido retirada a capacidade de imprimir dinheiro também já tínhamospercebido; o que não sabíamos era onde exactamente estava escrito que devia serassim. Este vídeo explica: no artigo 123 do Tratado de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Note-se que nãose tratará de uma originalidade deste tratado – na primeira versão do vídeo, umpouco mais detalhada, diz que já vem do Tratado de Maastricht e de uma leifrancesa de 1973 (não sei se está correcto). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Há pois umaenorme ingenuidade (ou esperteza...) neste artigo. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;i&gt;O preço deve resultar dumanegociação entre as partes e é este princípio liberal básico que é aqui violadoporque assim os Estados ficaram sem qualquer capacidade de negociação.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; E se eusugiro que o artigo 123 pode ser uma esperteza em vez de uma ingenuidade éporque &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;a estratégia básica das financeiras consiste em criar situações em que aoutra parte perde capacidade de negociação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; – é por isso que os bancos estãoconstantemente a “oferecer” empréstimos aos seus clientes. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;E é isso que é feitocom este artigo 123&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, há queencontrar uma nova redacção a este artigo, que devolva aos Estados capacidadenegocial adequada. Alguém tem uma sugestão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este é apenas umdos dois problemas fundamentais que vão levar o caos à Europa do Euro. No próximopost veremos o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-5974809008033730285?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/5974809008033730285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=5974809008033730285' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5974809008033730285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5974809008033730285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2012/01/o-artigo-123-do-tratado-de-lisboa.html' title='O artigo 123 do Tratado de Lisboa'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8045694338034545366</id><published>2011-12-29T12:13:00.000Z</published><updated>2011-12-29T12:13:58.276Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A Lógica da Batata no Capitalismo e a bomba Chinesa</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vivemos uma épocaque ficará para a História; a época em que a humanidade, pelo menos o Ocidente,viveu sob a batuta da Lógica da Batata. A Lógica da Batata é perfeita paradefender os interesses pessoais num mundo movido pela cupidez. Sempre foi usadapelos sindicatos, pelas classes, pelos patrões, pelos cientistas, etc, etc, masfelizmente sempre houve quem estivesse acima dela. Mas agora parece que não há.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Lógica daBatata é a lógica do pensamento simplório, imediatista, ao serviço dasconveniências próprias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Economia é umexemplo acabado deste estado de coisas. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;É por isso que numa era de abundânciaconseguimos o prodígio de empobrece&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;r, de estar a regressar aos tempos antigos,de as pessoas deixarem de ter electricidade em casa, de irem buscar água àfonte, de a iluminação pública estar desligada – estamos a caminhar a passoslargos para uma era de escravatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vejam como aLógica da Batata nos orienta: em qualquer jornal se pode encontrar um artigo deopinião de um qualquer economista a dizer basicamente isto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;- &lt;i&gt;Precisamos deinvestidores para gerar emprego&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;- Para que osinvestidores invistam cá, precisamos de lhes dar melhores condições que osoutros; senão, vão para outros lados, não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;- Logo, o capitalnão pode ser taxado e os custos das empresas têm de ser minimizados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;- Logo, é precisoimpor políticas de austeridade, baixar os ordenados dos empregados, os seusdireitos, e baixar os custos sociais – subsídios de desemprego, pensões, saúde,educação, etc.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Parece muitocerto, não é? Certamente certo para os capitalistas. Mas agora vejamos asconsequências para as outras pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Num esquema emque o capital circula livre de impostos, os lucros das empresas vão-se embora eúnica coisa que elas deixam são os ordenados que pagam; porém, estes são omínimo possível – “&lt;i&gt;queres que o capital venha para cá? Então tens de reduzir osordenados para o nível mínimo, o nível de sobrevivência&lt;/i&gt;” – é o que esteiluminados dizem. E acrescentam, com ar paternal: &lt;i&gt;e é bem bom conseguirem ter um empregozito.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bom, mas se aspessoas só ganham o mínimo de sobrevivência e o capital não paga impostos, ondeé que o Estado vai buscar dinheiro para pagar a sobrevivência dos que não estãoempregados? Não vai – mesmo os impostos como o IVA não rendem porque as pessoasnão têm dinheiro para fazer compras. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Adeus reformas, subsídios de desemprego,saúde, ensino público.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este quadro levaà mais negra miséria para toda a gente excepto para os detentores do capital eseus lacaios directos; mas tem um problema: se toda a gente vai para a miséria,depois quem compra os produtos e serviços das empresas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A resposta ésimples: divide-se o Mundo – num lado, ficam os consumidores, no outro osescravos. Ou melhor, na óptica destes senhores, “&lt;i&gt;&lt;b&gt;organiza-se&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;” o Mundo; o Sul daEuropa é terra de escravos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;As pessoas queagora defendem um Capital acima da Lei, um Capital que não tem obrigações, nãopaga impostos, não tem deveres, só direitos, são pessoas que numa ditaduradefenderiam o ditador&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, que no tempo de Salazar defenderiam Salazar. Pretendemestar a falar e a agir no nosso interesse, mas não estão, são lacaios do Poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #134f5c;"&gt;Nós já nãoestamos numa Democracia; este Governo eleito está em funções porque está aoserviço dos Senhores do Capital; se não estivesse, teria sido substituído comona Grécia e na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Todos os países do Sul são actualmente “governados” porpessoas ao serviço do Capital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É claro que hámuita coisa que precisa mesmo de ser corrigida – o país está a saque há muitotempo, por políticos e pelas mais diversas classes profissionais; a necessidadedesta correcção, porém, está a servir de suporte e de justificação para medidasque não visam senão o empobrecimento e escravização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso que aChina ter entrado aqui é uma boa notícia – a China é governada por pessoas aoserviço do seu povo e por ele realmente escolhidas. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Na China, o Capital estásubmetido ao poder Político&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;O Capital ficou a tremer das pernas com a entradachinesa aqui. O Capital vai ter de se pôr fino.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As minhasprevisões para o futuro próximo: &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;as taxas de juros das dívidas soberanas vãobaixar em todo o lado, as dívidas soberanas vão ser renegociadas e as privatizações nas quais os chineses possam estarinteressados vão ser proteladas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8045694338034545366?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8045694338034545366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8045694338034545366' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8045694338034545366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8045694338034545366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/12/logica-da-batata-no-capitalismo-e-bomba.html' title='A Lógica da Batata no Capitalismo e a bomba Chinesa'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8865211500769282537</id><published>2011-12-24T00:43:00.000Z</published><updated>2011-12-24T00:43:26.138Z</updated><title type='text'>Uma batalha ganha</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Naturalmente quetemos enorme dificuldade em aceitar desígnios maquiavélicos; a generalidade denós preza a sua condição humana e o lado afectivo que lhe está associado. A generalidadede nós desconhece que as pessoas com sede ilimitada de poder ou de dinheiro nãotêm condição humana nem lado afectivo – uns nasceram sem ele, outros tiraramcursos para se verem livres dele – é que há cursos para isso, para matarem todoo “coração “ que uma pessoa possa ter, entendido como um obstáculo ao sucesso.Um gestor aprende a visar unicamente o lucro na nossa sociedade ultra-liberal ecapitalista. Para um gestor, uma pessoa é uma “coisa”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Notem que isto éapenas uma corrente de pensamento, uma escola. Há outras. Por exemplo, umapessoa com religião não pode ter cargos políticos na China – a religião é aíostracizada, tal como os sentimentos são ostracizados na teoria liberal doocidente. Os gestores chineses não têm religião; os gestores dos paísesliberais ocidentais não têm coração. Compreende-se a opção chinesa, pois quandohá mais de uma religião geram-se conflitos graves, como se verá no Iraque; aopção ocidental, a da coisificação do ser humano, é que não é aceitável porquede modo algum vai conduzir a uma sociedade melhor para todos; mas como conduz auma sociedade melhor para alguns, andam muitos a defendê-la na ilusão depoderem pertencer ao grupo de privilegiados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Notem também quenão tem de ser assim – &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;há escolas de gestão nos países nórdicos e na Holanda,pelo menos, que recusam a exploração do homem pelo homem como ponto de partida,que recusam a equação tão querida dos nossos gestores: «humano = objectoperecível». Dos nossos gestores e de muitos de nós....&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Então quepretendem estes gestores sem coração e visando unicamente o lucro, do nossopequenino país? Pretendem escravos. Maximizar o lucro passa por minimizar ocusto da mão-de-obra; Portugal tem condições ideais para isso: clima ameno, queminimiza os custos de sobrevivência, e uma população iletrada, que nada sabe deeconomia e vive pelo coração. E tem mais uma característica adianteapresentada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um país deescravos é um país pobre – os pobres nem pagam impostos sobre o rendimento nemfazem compras geradores de IVA nem têm bens passivos de impostos como o IMI;logo, o Estado é parco em receitas. As empresas já não pagam impostos porque oslucros vão para fora – &lt;b&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;o ser humano foi «coisificado» e o capital«deusificado»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; Um Estado sem dinheironão pode pagar subsídios de desemprego nem reformas nem saúde – a saúde é dascoisas importantes a condicionar pois só serve para prolongar a vida do escravopara além da sua idade útil. &lt;i&gt;Interessa oficinas de manutenção de carros velhos?Não, os carros velhos são para abater&lt;/i&gt;. Então como se resolve o problemadaqueles que não servem para escravos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Há uma soluçãosimples: emigrarem. Para África ou Brasil. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;A possibilidade de os excedentáriosemigrarem é a outra coisa que torna Portugal tão apetecível para osesclavagistas modernos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A escravização ea emigração são dois objectivos associados. As medidas para promover aescravização – redução de ordenados e aumento do tempo de trabalho (aumento dohorário, corte dos feriados e redução das férias) – serão acompanhadas demedidas incentivadoras da emigração. Estes são os dois grandes objectivos doprocesso revolucionário em curso. Que surgirá de uma forma “natural”, seguindoa chamada lógica da batata: pois se aqui não há empregos, naturalmente que omelhor que as pessoas têm a fazer é emigrar, não é? E como o mercado internovai cair, o melhor que as empresas que trabalham para o mercado interno têm afazer é virar-se para o estrangeiro, não é? E, sendo assim, nada mais naturalque as empresas nacionais emigrarem para os seus mercados alvo, pois não fazsentido nenhum continuarem cá, até porque cá nem conseguem crédito nem sequeras garantias bancárias dos bancos nacionais são aceites no estrangeiro. Eassim, logicamente, no país só ficarão os escravos a trabalhar nas empresasestrangeiras, uns quantos funcionários públicos e os reformados que foremsobrevivendo graças ao dinheiro que os filhos emigrados vão mandando. E osnovos senhores, é claro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E isto tudo iráacontecendo sem grandes resistências porque as pessoas irão sendo afectadas debaixo para cima. Os comentadores da televisão continuarão a dizer que não sepode tratar o capital como o trabalho porque senão o capital vai-se embora –isto porque pensam que a situação não lhes baterá à porta enquanto o capitalmandar nisto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É como caçar patos– começa-se pelos detrás que os da frente não dão por nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Numa era deabundância como a que vivemos, é inaceitável este objectivo de escravização daspessoas. Mas esta jogada dos europeus mais poderosos corre o risco de lhes sairfurada. As regras quelaboriosamente estabeleceram para servir os seus interesses vão agora servir osinteresses de quem é mais forte do que eles. Vão ser vítimas do seu própriojogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;...quem ri porúltimo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(o nosso futuroseria negro se a EDP tem ido para os alemães, como estava mais do que“cozinhado”... mas houve gente muito inteligente que foi capaz de nos dar umoutro futuro... vamos ver o que vem aí, este Futuro ainda não está escrito.Notem que isto foi uma batalha ganha por nós, a imensa pressa de “privatizar”as empresas publicas era apenas para não dar tempo a que os “de fora da Europa”entrassem no jogo.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8865211500769282537?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8865211500769282537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8865211500769282537' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8865211500769282537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8865211500769282537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/12/uma-batalha-ganha.html' title='Uma batalha ganha'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6889243630117892303</id><published>2011-12-15T01:00:00.002Z</published><updated>2011-12-15T01:00:51.252Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O BCE empresta aos bancos e não ao Estado por que razão?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Inicialmente, osbancos centrais produziam dinheiro e esse dinheiro era entregue ao governo. Erao governo quem injectava dinheiro na economia ao pagar as suas contas com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este sistematinha qualidades – é preciso ir aumentando o dinheiro real à medida que aeconomia cresce – &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;e nada melhor do usar o novo dinheiro para fazerinvestimentos ao serviço do interesse colectivo, e ninguém melhor que o Estadopara fazer esse tipo de investimentos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Nos EUA, o Estado fez um imenso esforçode investimento em investigação e desenvolvimento, nomeadamente na NASA, queteve um papel determinante no desenvolvimento industrial americano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, deixar aimpressão de dinheiro na mão dos governos conduz a um determinado tipo deabusos – e, sobretudo, deitar dinheiro por cima dos problemas é uma forma fácilde os resolver no imediato e os agravar no futuro; a facilidade de obterdinheiro alimenta a incompetência e a corrupção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A consequênciados excessos de produção de dinheiro acaba por ser a inflação; a possibilidadede “deitar dinheiro para cima dos problemas” em vez de os enfrentar acaba porconduzir os países para situações complicadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim,&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;entendeu-se que o dinheiro fresco não deveria ser entregue aos governos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Procuraram-seoutras soluções. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;A compra de dívida mal-parada do sistema bancário é uma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Umateoria inventada por japoneses, se não estou em erro, e prontamente aplicadapelos americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A consequênciafoi muito interessante: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;como o banco central compraria a dívida mal-parada, osbancos passaram a preferir emprestar dinheiro a quem tinha menos recursos –cobrando juros mais altos!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Se as pessoas deixassem de conseguir pagar, oproblema passava para o banco central. Isto começou a tomar proporçõesalarmantes e então inventaram outra: segurar as dívidas. E depois aindainventaram uma que eu nem consigo perceber. No fim, fizeram falir a seguradora,que parece que era a maior ou das maiores do mundo. O pessoal da Stanley &amp;amp;Poors esteve por detrás do esquema, razão porque deram o rating AAA à seguradoradois dias antes da falência. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Creio que o filme Inside Job explica o processo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto mostra que,se entregar o dinheiro novo ao Estado tem problemas, &lt;b&gt;entregar aos privadosainda pode ser muito pior&lt;/b&gt;. Se a injecção de dinheiro em excesso pelo Estado podegerar inflação, a injecção de dinheiro pela Banca causa empobrecimento damaioria das pessoas porque para chegar às pessoas esse dinheiro cobra jurosusuários, por um lado, e, por outro, põe em movimento toda uma máquinadestinada a tornar as pessoas dependentes de crédito. Não causa menos abusospessoais: os ordenados e mordomias dos executivos bancários são muitosuperiores às mordomias dos políticos; e acaba por ser uma fonte privilegiadade corrupção dos políticos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas, duma formaou doutra, todos os países conservam algum controlo político sobre a emissão demoeda. Excepto num caso: a Europa do Euro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na Europaentendeu-se que o sistema financeiro devia ser independente do político (umaespécie de aplicação do princípio de separação de poderes...). O BCE imprimedinheiro segundo uma fórmula, em função do estado da economia; d&lt;/span&gt;esta forma impede-se a produção de dinheiro em excesso, potencialmente geradora de inflação. Esse dinheiropertence a cada estado membro em função do seu PIB (discordo, devia ser emfunção da população) mas é gerido pelo BCE, que o não pode emprestar aosEstados ou aplicar na compra de dívida soberana. Na gestãodo dinheiro, o BCE não aplica a teoria da compra da dívida mal-parada, antes oempresta à banca com taxas de juro que têm sido da ordem do 1%. O BCE andará aimprimir cerca de 50 mil milhões de euros por ano, cabendo a Portugal qualquercoisa que representará entre 0.5% a 1% do nosso PIB. Bem, isto é o que euconsegui perceber do que fui lendo aqui e ali. Quem sabe mais que esclareça.&lt;b&gt;Estranho é que uma informação tão básica pareça ser tão difícil de obter.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este esquema temuma falha óbvia: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;deixa as dívidas soberanas sem capacidade de NEGOCIAÇÃO!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;Resultado: os juros das dívidas soberanas vão disparar fatalmente. E aqui se iniciaum processo em cadeia que vai levar ao mesmo resultado do processo americano:os juros das dívidas soberanas disparam, tornando os países insolventes; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;eagora criou-se um mega fundo para comprar no mercado secundário os títulos dedívida pública – ou seja, para comprar a dívida mal-parada que os financeirosoriginam por pretenderem juros usuários nas dívidas soberanas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. A únicadiferença para o caso americano é que na Europa o problema não se cria com asdívidas dos particulares mas dos estados. O que vai acontecer? Os juros vãocontinuar a subir, é claro, pois os financeiros agora têm “as costas quentes”:há um fundo para ficar com os títulos tornados potencialmente incobráveis comos juros usuários. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já muita genteparece ter percebido que &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;só há uma saída para a crise, que é o BCE imprimirmuito mais moeda e comprar directamente dívida soberana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Assim que o BCE ofizer, os juros cairão imediatamente. Porque é que isso ainda não se fez eporque é que pessoas que deviam muito bem saber que isso é imprescindível andama propor outras coisas que só vão agravar o problema é que é um grandemistério... ou não... para se saber quem é o criminoso apenas há que ver quem beneficia do crime, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Apesar disso, ainda tenho alguma esperança que na cabeça da Merkel esteja a ideia de mudar os estatutos do BCE para lhe dar o poder de financiar directamente os Estados e está apenas a pretender determinadas garantias de que se pode avançar para esse processo sem abusos pelos Estados; mas dizem-me que é utopia minha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ahh, para terminar:&lt;b&gt;o papão de que o BCE intervir sobre as dívidas soberanas gerará uma terrífica inflação é um disparate&lt;/b&gt; – naverdade, bastaria a possibilidade de o BCE o fazer para os juros baixaremimediatamente, como é óbvio, portanto nem é preciso o BCE fazer grande coisa,bastaria ter esse poder. Além, o exemplo americano está aí: apesar dos trilhõesde dólares que o Fed tem injectado no mercado, o dólar continua forte e recomenda-se.O que sustenta a moeda é a força da economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No próximo post vou apresentar a minha explicação de porque é que estes indivíduos propõem Austeridade para enfrentar o problema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6889243630117892303?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6889243630117892303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6889243630117892303' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6889243630117892303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6889243630117892303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/12/o-bce-empresta-aos-bancos-e-nao-ao.html' title='O BCE empresta aos bancos e não ao Estado por que razão?'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-4580683787774981752</id><published>2011-12-11T17:57:00.001Z</published><updated>2011-12-15T01:02:56.411Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Para acabar com alguns equívocos fundamentais - I</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;A importância da NEGOCIAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Depois de umasacaloradas discussões com ilustres amigos, pareceu-me oportuno fazer uns textosa esclarecer alguns equívocos correntes e que tornam impossível qualquerentendimento da actual crise; aqui vai o primeiro ponto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;O que controla ospreços não é a concorrência, é a NEGOCIAÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A generalidadedas pessoas tem a ideia que o facto de existirem várias empresas a operar nomesmo mercado conduz a preços mínimos dos produtos e serviços; isso é um enormeequívoco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #134f5c;"&gt;A concorrência sóse faz a nível da qualidade dos serviços e produtos fornecidos pelas empresas,não a nível dos preços. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pensem noseguinte: se uma empresa resolver baixar os seus preços, o que vai acontecer?Vai aumentar as vendas? Não, o que vai acontecer é que as concorrentes vãotambém baixar os preços. Isso é uma coisa fácil de fazer, faz-se de um dia parao outro. Então, a sua quota de mercado vai manter-se mas os seus lucros vãodiminuir. Uma estupidez, não é? As empresas que estão no mercado não sãoestúpidas, se fossem já tinham falido. Então &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;a sua estratégia é convencer osconsumidores de que oferecem mais pelo mesmo preço ou até por um preço maisalto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; – assim aumentam a sua quota de mercado e aumentam os seus lucros. Esta éque a estratégia ganhadora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando surge umanova empresa, esta, necessariamente, não tem a imagem de qualidade, acredibilidade, das que já estão no mercado. Então, a única forma de entrar épraticar preços mais baixos. Porém, isto não vai fazer descer os preços, porqueo seu preço vai estar conforme a sua imagem de qualidade. Se esta nova empresaconseguir manter-se no mercado, ela irá subir os seus preços para os valoresdas outras, à medida que for afirmando a sua imagem de qualidade. Ou então optapor ter preços baixos e qualidade baixa porque descobre aqui um nicho demercado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O preço praticadoem cada área de actividade é ditado pela lei da oferta e procura do mercadocomo um todo, é o que maximiza o lucro global dessa área de actividade;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; aconcorrência não afecta directamente o preço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;O que afecta opreço é a NEGOCIAÇÃO.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem agora nosector financeiro; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;algum banco propõe uma taxa de juro para os cartões decrédito de 10%?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Não, pois não? O que todos propõem é uma taxa de juro tão altaque tem de ser limitada por lei. E porquê? Porque as pessoas que caem numadívida por consumo, através do cartão de crédito, que são dívidas de curtoprazo, não podem eliminar essa dívida no curto prazo e não têm, por isso, podernegocial. É preciso uma Lei para as “proteger”, limitando a taxa máxima dejuro. No entanto, existem inúmeros bancos; não é estranho não haver nem um queproponha taxas mais baixas? A razão é a que disse acima: se algum o fizesse,todos o fariam e todos passariam a ganhar menos dinheiro. &lt;b&gt;Os lucros globais daactividade dos cartões de crédito diminuiriam.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Há porém uma áreade actividade que consiste em oferecer o preço mais baixo – o preço mais baixonos produtos e serviços dos OUTROS. É a actividade retalhista. O Continente oua Fnac ou outro grande retalhista não competem nas suas margens de lucro; ouque eles fazem é NEGOCIAR com os fornecedores os preços mais baixos. Da mesmaforma, as empresas de produção também NEGOCEIAM os preços com os seusfornecedores – por exemplo, as grandes fábricas de automóveis NEGOCEIAMintensamente os preços com os seus fornecedores; NEGOCEIAM&amp;nbsp; as vantagens financeiras com os países ondese instalam; NEGOCIAM os ordenados com os seus empregados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ou seja, o quedecide os preços é a NEGOCIAÇÃO. E &lt;b style="color: #0b5394;"&gt;para negociar é preciso ter capacidadenegocial que, basicamente, é a capacidade de dizer NÃO. &lt;/b&gt;(na verdade, é mais complexo do que isto mas tem de começar por aqui)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por exemplo, aAlemanha nas duas últimas vezes que pretendeu colocar dívida pública disse NÃOà oferta que lhe foi feita; a Alemanha tem capacidade negocial, pode dizer NÃO.Portugal, agora que tem este empréstimo da troika, adquiriu capacidade negociale por isso os juros da dívida pública que vai colocando estão abaixo do quepaga a Itália – abaixo do que os bancos me pagam a mim pelos meus pequeninosdepósitos a prazo! Porquê? Porque se pedirem juros mais altos Portugal podedizer NÃO. Em 2013, quando voltar a perder a capacidade de dizer NÃO, os jurosvão disparar novamente. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Qualquer que seja a dívida soberana e o rating das agências financeiras.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;Portanto, a crise e a saída dela não tem nada a ver com excesso de dívida soberana nem com confiança dos mercados; tem única e exclusivamente a ver com CAPACIDADE NEGOCIAL.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;Essa capacidade negocial podemos obtê-la:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;1 - ou directamente, através de processos de emissão interna de dinheiro de uma forma subtil, como tratado no texto anterior;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;2 - ou conseguindo que o BCE faça o que fazem todos os bancos centrais: comprar dívida soberana. Para isso, há que NEGOCIAR com os outros países europeus e conseguir uma alteração dos tratados que ponha o BCE na dependência do poder político.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-4580683787774981752?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/4580683787774981752/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=4580683787774981752' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4580683787774981752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4580683787774981752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/12/para-acabar-com-alguns-equivocos.html' title='Para acabar com alguns equívocos fundamentais - I'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2138609852660064601</id><published>2011-12-01T01:12:00.001Z</published><updated>2011-12-01T01:18:41.644Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Há uma solução testada com sucesso: as “MEFO BILLS”</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Neste sarilho dadívida soberana, sempre que precisarmos de ir ao mercado os juros dispararão –porque os juros dependem do poder negocial e não do montante da dívida.Infelizmente, temos um PM completamente ingénuo (ou será fingimento?) que dizque o juro é uma questão de «confiança dos mercados». Pior do que isso, afirmouhá pouco que não há outra opinião sobre o assunto. Posso talvez sugerir-lhe queconsulte sobre o assunto o nosso PR... ou que veja o que tem dito o Obama ou oMário Soares... será que ele sofre de autismo??&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As medidas queestão a ser adoptadas não melhoram a nossa capacidade negocial, logo não vãoresolver o nosso problema. O problema prioritário, o juro, só se resolveadquirindo capacidade de dizer “não” a juros altos. Como fez a Alemanharecentemente. (a propósito, a subida dos juros na dívida pública da Alemanhatambém é por causa da falta de «confiança dos mercados»?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Resolver estasituação é fácil - é só o BCE ligar as impressoras sempre que o juroultrapassar um valor considerado razoável. Ou seja, existem decisões políticasque resolvem o problema. Propositadamente, mantém-se o problema no campoeconómico, onde ele não tem solução com as actuais regras. Isto é, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;foi tomada adecisão política de não resolver o problema.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Quem tem o poder de mudar estadecisão são a França e a Alemanha, mas acontece que elas têm vantagem na actualsituação, como mostrarei no próximo texto. Nós também poderíamos aproveitaralguma coisa com a crise, uma oportunidade de ouro para combater a corrupção emtodas as suas formas. Mas, até agora, só se tem visto combater as pessoashonestas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como não sabemosse a França e a Alemanha vão tomar a decisão política de acabar com a crisepelos tempos mais próximos, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;a cautela manda que tenhamos uma solução preparadapara pôr em acção&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; caso não haja grandes mudanças até ao fim de 2012.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Num textoanterior &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;eu propus que o Estado emitisse umas obrigações com a capacidade decircular como dinheiro – uma emissão paralela de dinheiro, mas legalmenteenquadrada. Assim, o 13º e 14º meses não seriam cortados mas pagos desta forma.E estas obrigações seriam aceites pelo Estado para o pagamento numa percentagemadequada de dívidas ao estado – IRS, segurança social, IRC, IVA.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Foi uma ideia.Uma coisa estranha porque, como me disse há muitos anos um director dumaimportante empresa alemã em Portugal, &lt;b&gt;nós, portugueses, não temos ideias, nãopensamos, quem pensa são os alemães&lt;/b&gt;. &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Um frémito de orgulho percorria-lhe aespinha por ser empregado desse ilustre povo que era capaz dessa coisaespantosa, desconhecida dos portugueses: pensar!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; Na altura, risquei logo essaempresa das minhas opções, não imaginando que um dia iria ter como PM alguémque parece esse director.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Agora, mão amigafez-me chegar o seguinte &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mefo_bills"&gt;link&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muitointeressante!! Não é que os alemães já usaram este processo? E com enormesucesso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A seguir àprimeira guerra mundial estavam proibidos de fabricar armas e não tinhamfinanciamento para o desenvolvimento das suas indústrias pesadas; então &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;oministro das finanças alemão inventou uma sociedade “de investigaçãometalúrgica”, fictícia, com o capital de 1 milhão de marcos, cujo nomeabreviado era MEFO; esta empresa fazia pagamentos à indústria pesada e dearmamento com “MEFO BILLS”, que podiam ser convertidas em marcos em qualquerbanco alemão, que por sua vez as podiam descontar no banco central a partir do3º mês da sua emissão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Estas notas de crédito tinham uma validade de 6 mesesprorrogáveis indefinidamente por períodos de 3 meses. As MEFO BILLS permitiramao governo insuflar a sua economia com resultados tão brilhantes que em poucotempo estavam de novo em guerra. Em 1939, as MEFO BILLS totalizariam 12 milmilhões de marcos contra os 19 mil milhões de obrigações do Tesouro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é uma grandelição: os alemães tinham um problema e resolveram-no. Não ficaram à espera quealguém resolvesse por eles. Não se deixaram ficar em becos sem saída,dependentes de outros, que é onde nós estamos agora. Pensaram!!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O esquema que osalemães usaram para financiar o seu esforço militar podemos nós usar parafinanciar o estado social.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Ao conseguir isso, obtemos poder negocial porquedeixamos de estar com a corda na garganta – se forem exigidos juros excessivos,o estado pode fazer como a Alemanha fez há dias, rejeitar o empréstimo, porquepode pagar parcialmente os ordenados e as pensões com estes títulos de dívida.Mas essa situação extrema nunca acontecerá porque não tem vantagem para osfinanceiros – é preferível emprestarem o dinheiro a 4,5% a não emprestarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;E vejam o melhorde tudo: nem sequer temos de pensar! Os alemães já pensaram por nós, só temosque ser «bons alunos»!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2138609852660064601?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2138609852660064601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2138609852660064601' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2138609852660064601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2138609852660064601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/12/ha-uma-solucao-testada-com-sucesso-as.html' title='Há uma solução testada com sucesso: as “MEFO BILLS”'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3592905866347335552</id><published>2011-11-27T18:47:00.001Z</published><updated>2011-11-27T18:59:21.947Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dormindo com o Inimigo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/OjXl61uKq8c/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OjXl61uKq8c&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/OjXl61uKq8c&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O anúncio acimatem passado na Hungria a publicitar um banco austríaco. Os clientes queremsaber os juros e a resposta é a que vêem. Parece-vos de loucos? Mas olhem,resulta. A prova é que os húngaros estão aflitos por causa dos empréstimos quefizeram em bancos estrangeiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Parece que estemesmo tipo de anúncio passou no Canadá, apenas o som do bancário era diferente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem noabsurdo: a única coisa que há para negociar com o banco é o juro; e é istoprecisamente que o anúncio diz que não é preciso saber!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O negócio daBanca é o juro; e serve-se de todas as artimanhas que não dêem prisão para omaximizar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Não há aqui quaisquer escrúpulos ou moral. Exploram os clientes coma mesma frieza com que os operadores das linhas de valor acrescentado enganamos velhinhos, roubando-lhes as míseras economias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ser vigarista éactualmente “legal”, não há lei que condene a vigarice; apenas a moral o fazia;mas onde entra o dinheiro não há moral. O velhinho da província, enganado pelooperador de uma linha de valor acrescentado, além de roubado, é julgado,condenado, fica sem telefone, a casa é penhorada e até pode ir preso. E éLegal!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas hoje é assim:&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;à face da Lei, a Vigarice é uma actividade honesta e quem apontar o dedo a umvigarista arrisca-se a um processo por difamação&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;b&gt;A Visa fez um inquéritoem S. Salvador e descobriu que uma larga maioria da população não sabia o quequeria dizer "juros". Isso foi visto como uma grande oportunidade denegócio e uma grande consultora foi contratada para explorar este filão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Foi umconsultor dessa consultora que me contou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto,percebam bem: os «mercados financeiros» estão sempre à espreita dasoportunidades de negócio, ou seja, de oportunidades de usufruírem de jurosusuários; e são completamente desprovidos de moral ou piedade – pelo contrário,os pobres, os ignorantes, os aflitos são as suas vítimas preferidas. &lt;b&gt;Mas elesnão se limitam a explorar as vítimas que encontram – eles produzem as suaspróprias vítimas.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso queestão sempre a oferecer dinheiro com os cartões de crédito – para criar umadívida que a vítima não possa amortizar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Alguns bancos têm“gerentes de conta”. As pessoas pensam que se trata de um serviço ao cliente.Nada disso. O gerente de conta é um vendedor do Banco. Mas alguns são mais doque isso, são Vigaristas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Conheço o caso deum funcionário bancário que vigarizou clientes, família e o próprio banco.Quando foi descoberto, por queixa de um cliente, o banco pagou aos clientes masabafou o caso. Pois o funcionário em causa pôs um processo a quem denunciou afraude. Para o banco, este era certamente um bom funcionário porque deve terconseguido muitos negócios bons para o Banco.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não se iludam:entre os financeiros estão os mais hábeis e inescrupulosos vigaristas queexistem sobre a Terra. A Vigarice tornou-se uma ciência, que eles cultivamempenhadamente. A sua actividade não é a produção de riqueza, é a predação; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;eeles encaram as pessoas como nós encaramos o gado de que nos alimentamos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O FMI veio“salvar” Portugal; como? Emprestando dinheiro a 7,5%, mais umas comissões etaxas!!! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O melhor negóciodo mundo é “ajudar” os que estão em dificuldades. O FMI ganha muito dinheirocom estas “ajudas”. Se isto é um negócio para o FMI, o que lhe convém é que onegócio cresça, não é verdade? Ao FMI o que interessa não é que Portugalresolva os seus problemas mas, ao contrário, que possa continuar eternamente a“ajudar-nos”. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;O que ele cobra é o máximo que podia cobrar sem ser óbvio que oseu objectivo é a exploração, não é verdade?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Ou seja, pusemosos vigaristas dentro de casa; estamos a dormir com o inimigo.&lt;/b&gt; E este inimigoquer garantir que nunca nos livraremos dele, por isso está tão apressado em quevendamos tudo o que possa gerar rendimento. Porque é que a CGD tem de vender aparticipação na ZON? Para que as receitas da ZON saiam de Portugal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É assim que estesvigaristas agem:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1º - criam asdificuldades;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2º - entramdentro de nossa “casa” (nas nossas contas) para nos “ajudar”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3º - uma vezdentro de casa, exploram-nos até ao tutano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é umcomportamento geral, standard. Estão a fazer isto com as dívidas soberanas talcomo fazem com quase qualquer empréstimo – por exemplo, quando as pessoas estãocom a corda na garganta aproveitam para renegociar os prazos de amortizaçãoaumentando o juro! Essa foi uma das medidas deste governo para “ajudar” asempresas em dificuldades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;E é isto que atroika irá propor no fim de 2012: alargar o prazo da ajuda aumentando o juro!Em 2012, tendo perdido o que resta das empresas do Estado e tendo caído emrecessão, só vamos estar mais pobres e frágeis, não é verdade? &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A nossa situaçãoé esta: &lt;b&gt;estamos a ser governados por funcionários bancários;&lt;/b&gt; e estesfuncionários estão a fazer connosco o que fazem os gerentes de conta com assuas clientes em dificuldades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não se iludam. Osricos só enriquecem mais aumentando a desigualdade, porque o PIB cresce poucoou nada; a troika compõe-se de empregados dos ricos, funcionários do sistemabancário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;São capazes deimaginar a Alemanha ou a França consentirem em ser governadas por funcionáriosbancários? Não, pois não? &lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O nossoPresidente da República já percebeu isto tudo; é por isso que tem tomado asposições que se sabe, apesar do incómodo que isso causa ao seu partido. Mas oPrimeiro Ministro parece não saber nada de coisa nenhuma e, como tal, seguereligiosamente as instruções dos funcionários bancários que agora mandam nopaís. Isto admitindo que ele está de boa fé, como diz Mário Soares; coisa sobrea qual eu tenho as maiores dúvidas desde o dia em que o vi cantar o HinoNacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A questão é: oque vamos fazer para nos livrarmos do Inimigo? Temos de ser mais hábeis do queele, porque ele é mais poderoso do que nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Temos uma coisa anosso favor: o Cavaco Silva. Nunca imaginei um dia dizer isto dele, mas &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;deentre todos os líderes e especialistas que tenho ouvido, o nosso PR tem sido o maisesclarecido. E corajoso. Estejamos atentos e estejamos do lado dele quando aocasião chegar. Não há outro herói no horizonte.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3592905866347335552?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3592905866347335552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3592905866347335552' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3592905866347335552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3592905866347335552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/dormindo-com-o-inimigo.html' title='Dormindo com o Inimigo'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3063205768937842085</id><published>2011-11-25T00:59:00.001Z</published><updated>2011-11-25T01:21:18.470Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O Colossal Equívoco</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estes planos deresgate, estas medidas de austeridade, baseiam-se num erro colossal. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Esse erroé a presunção de que as altas taxas de juro exigidas às dívidas soberanasresultam da desconfiança dos «mercados» relativamente à capacidade de certospaíses em assumirem os seus compromissos financeiros&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;; o juro é entendido comoproporcional ao risco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora isto é dumaingenuidade atroz, só possível na cabeça de académicos sem nenhum conhecimentodo mundo real.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O exemploevidente do que estou a dizer são os cartões de crédito. Conhecem algum banco,&lt;b&gt;&lt;i&gt;unzinh&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;o que seja, que cobre juros inferiores a 15% no cartão de crédito? Não,pois não? Cobram todos praticamente o máximo permitido por lei. Vejam oabsurdo: não estaria suposto que as “leis do mercado” fariam os bancos competirpelo juro mais baixo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pois é, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;aqui estáuma questão que viola todos os princípios em que assenta o actual modeloeconómico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: porque é que nenhum banco se atreve a propor juros de, por exemplo,15%, nos cartões de crédito? Porque é que preciso legislar o juro máximo? &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Comoé que as “leis do mercado” levam a que o juro seja máximo em vez de mínimo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As actuaisteorias sobre o mercado presumem que os agentes estão em competição feroz, numentendimento darwinista do comportamento dos diversos actores. Ora no mercado,como na natureza, os indivíduos da mesma espécie, e até de espécies diferentes,seguem regras que garantem a máxima sobrevivência. Essas regras determinamcomportamentos territoriais e fenómenos de cooperação. O mesmo se passa com asempresas. Elas não andam em guerras mortais, elas estabelecem os seusterritórios e cooperam quando conveniente para os seus interesses comuns. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Acho fascinanteque os analistas da bolsa todos os dias tenham uma “explicação” para a bolsater subido ou descido, como se a bolsa tivesse um comportamento «lógico». ABolsa sobe ou desce por manipulação dos grandes actores financeiros, queinduzem os pequenos investidores a investirem em determinadas acções e emseguida invertem o movimento das cotações. É assim que os grandes investidoresganham sistematicamente dinheiro na bolsa, quer ela suba ou desça. Quandoquerem vender, começam por comprar para fazer subir o preço e vice-versa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A razão por queos juros das dívidas soberanas sobem é porque o único mecanismo que os paísestêm para ter poder negocial nos juros, que é a impressão de dinheiro, estáproibida na Europa! Sendo assim, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;os «mercados» cooperam na subida dos juros,evidentemente, maximizando os ganhos de todos e de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E porque é que oBCE não pode imprimir euros e comprar dívida soberana? Porque os teóricos doactual modelo acharam que os agentes financeiros competiriam entre si,garantindo juros adequadamente baixos. O simples facto de ser necessáriolegislar o juro máximo dos cartões de crédito prova a incapacidade de um bancocentral de poderes limitados em regular o mercado financeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A última coisa que estes teóricos vão admitir éque a teoria que conhecem está errada; por isso vão arranjando explicações&amp;nbsp;&lt;/span&gt;“lógicas”. Comoacontece com as flutuações da bolsa. Ou seja, vão arranjando culpados - os malandros dos gregos, os calões dos tugas...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Qualquer uma dasmedidas anunciadas, eurobonds incluída, é inútil, disparatada, nociva, sóagrava a situação. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;A criação de eurobonds sem impressão de moeda seria odesastre final.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta situaçãodisparatada abriu caminho a outros interesses: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;as grandes fábricas vêem aqui apossibilidade de obter mão-de-obra barata.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; É por isso que as medidas do Governosão obsessivamente concentradas no custo da mão-de-obra – uma obsessão quecausa recessão, o oposto do que seria desejável na presente situação. Arecessão prevista colocou a cotação de Portugal no lixo, evidentemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Há umafrase que me martela a cabeça: “&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;i&gt;Há duas maneiras de conquistar e escravizar umanação, uma pela espada, a outra pela dívida&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;” (John Adams, segundo presidentedos EUA e grande teórico do conhecimento político). Mesmo que não haja estaintenção por detrás deste problema, ele pode acabar por ter este desfecho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;A Alemanha tomouuma atitude inteligente: só aceita colocar dívida até um determinado valor dataxa de juro. É isto que todos os países se têmde preparar para fazer. Para a Alemanha, isso é fácil, mas como poderá Portugalfazer o mesmo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #38761d;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Da seguinteforma: a dívida que não conseguir colocar vai ser dinheiro que vai faltar aoEstado; o Estado fará então parte dos seus pagamentos internos em certificadosde dívida – que aceitará em pagamentos ao Estado na mesma proporção da sua emissão. Desta forma, fará uma espéciede criação de dinheiro legal. Mas até duvido que isso seja necessário: bastaráanunciar que não colocará dívida acima de, digamos, 6%, para não faltar quem seproponha a comprar abaixo desse valor; na vez seguinte baixará este valor para 5%; e depois para 4,5%.&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Um país que mostra ser capaz de soluções não recessivas não fica refém dos mercados financeiros.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3063205768937842085?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3063205768937842085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3063205768937842085' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3063205768937842085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3063205768937842085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/o-colossal-equivoco.html' title='O Colossal Equívoco'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3700515014879864557</id><published>2011-11-22T02:11:00.001Z</published><updated>2011-11-22T02:15:36.361Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Política e Economia</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Política visa afelicidade humana; a política visa criar o paraíso na Terra. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A Política é ocombate a tudo o que causa sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A satisfação dasnossas necessidades de sobrevivência exige a produção de bens e a prestação deserviços. O Conhecimento específico deste objectivo parcelar da nossafelicidade constitui a Economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A Economia visamaximizar a produção de riqueza&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Podem dar-se muitas definições de Economia,mais ou menos sofisticadas, mais ou menos apetecíveis, mas a verdade essenciala respeito da Economia é esta: a Economia visa maximizar a produção de riqueza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A produção deriqueza exige “trabalho”. Aqui,&amp;nbsp;“trabalho” é basicamente a cedência das capacidades do corpo e da mentedurante um determinado período de tempo por um determinado montante dedinheiro. Por exemplo, oito horas diárias a troco de um salário. Mas o trabalhopode facilmente resvalar para a escravatura. Quando essas oito horas sãopassadas em frente a uma máquina, por exemplo, de costura, com ritmo máximo,sem pausas a não ser quando a linha encrava, com a ameaça de que no fim do mêsos empregados que cozerem menos quilómetros são despedidos, do tipo do queacontece nos concursos de televisão muito em voga, isso é escravatura. Também éescravatura quando as horas de trabalho são 10 ou 16 ou mais, como acontece comconsultores, mesmo que seja um trabalho muito bem remunerado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A maximização daprodução de riqueza passa necessariamente pelo trabalho escravo, ou seja, pelaobtenção da máxima produção por uma pessoa pelo mínimo custo. O objectivo é queo salário seja apenas o essencial à sobrevivência do escravo enquanto ele forcapaz de produzir com o ritmo pretendido. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;A Economia conduz à escravatura.Sempre. Apenas a Política se opõe a isso&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A Política é que estabelece limites àrelação empregador-empregado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por isso, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;aEconomia é uma ferramenta indispensável da Política mas é uma ferramentaperigosa, que tem de estar sempre subordinada à Política.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Quando a Economia sesobrepõe à política, temos uma catástrofe social, temos a sociedadereduzida a escravos e senhores (muitos escravos e poucossenhores).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O drama é quequando isto acontece, não é facilmente reversível: os Senhores tomam conta dopoder e os Escravos nada podem fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O facto de aEconomia ter tomado conta dos destinos dos povos europeus do Sul só augura oregresso da escravatura com toda a força. A Economia nada sabe das necessidadesdas pessoas, nada conhece da cultura, da História, não distingue um humano dumamáquina. Ou melhor, vê um humano como uma máquina imperfeita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um exemplo dissoé actual projecto de extinção de feriados. Ridículo nos seus efeitos práticosmas muito importante para destruir o lado humano. &lt;b&gt;Os feriados de um povo sãosua propriedade&lt;/b&gt;, fazem parte da sua História; muitos deles são celebraçõesanteriores às religiões e aos países; &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;não são propriedade nem de governantesnem de religiões e não podem ser alterados sem a concordância do povo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Só osescravos não têm feriados porque os escravos não são pessoas, não têm passadonem futuro, não têm História. O dia em que não tivermos feriados é o dia em queseremos escravos. O facto de termos um Governo que pretende acabar com osferiados (eliminar 4 e passar os outros para o Domingo) deixa-me muitopreocupado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3700515014879864557?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3700515014879864557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3700515014879864557' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3700515014879864557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3700515014879864557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/politica-e-economia.html' title='Política e Economia'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7811265754987236789</id><published>2011-11-17T12:17:00.001Z</published><updated>2011-11-17T12:25:18.933Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Já repararam?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem nas medidas da Troika / Governo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Diminuir a TSU (esta não conseguiram)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cortar meio subsídio de natal em 2011&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aumentar o horário de trabalho (equivale a reduzir o custo da hora em 7%)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pretendem que o corte de 14% (2 subsídios) da função pública se estenda aosprivados&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Cortar 4 feriados e passar outros para o Domingo (objectivo: reduzir mais4% o custo hora, perfazendo 25% de corte no custo hora em 2012)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Reduzir o número de dias de férias (vem já a seguir)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Perguntarãovocês: não é da redução da dívida do Estado que se trata? Então porquê reduzirno sector privado? Isso causa recessão e vai fazer falir empresas que trabalhampara o mercado interno, criar desemprego e aumentar os encargos da SegurançaSocial ao mesmo tempo que diminui as receitas do Estado; não é o contrário doque se pretende?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A resposta é:&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não! Isto é exactamente o que se pretende!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem: aumentaro desemprego é a melhor maneira de fazer baixar o custo hora do trabalho e nãosó, permitir algo também muito importante: a escravização. A escravizaçãoconsiste em explorar o empregado até ao limite das suas forças. O padrão é queao fim de dois anos o empregado esteja inutilizado para o trabalho, sendosubstituído por um “fresquinho”. Isto é uma teoria e uma prática muito antiga,a duração média do escravo de 2 anos vem do tempo da escravatura dos negros e éo que ainda se aplica hoje em empresas como as consultoras. Noutras empresasdesta corrente de gestão, varia entre 6 meses e 4 anos. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;As pessoas vão sercolocadas entre aceitar ser escravo ou morrer à fome. As pessoas da classe média pensam que isso não as afectará, não será com elas, será com os mesmos desgraçados de sempre, dos quais dizem: ah, e é muito bom que tenham quem lhes dê um emprego assim! Pois, mas desta vez vai chegar a todos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por outro lado,diminuir as receitas do Estado é a garantia de que ficaremos eternamente nadependência da Troika. Este é o conhecido “esquema de cantina”. A Troika só decá sairá com uma revolução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já repararam queo Passos Coelho anuncia os cortes salariais e dos feriados com a mesmasatisfação com que o Sócrates anunciava o aumento do ordenado mínimo? Sãocapazes de imaginar o Passos Coelho a anunciar um aumento do ordenado mínimo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não são, poisnão? Sabem porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7811265754987236789?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7811265754987236789/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7811265754987236789' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7811265754987236789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7811265754987236789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/ja-repararam.html' title='Já repararam?'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-549353747720361253</id><published>2011-11-14T23:06:00.001Z</published><updated>2011-11-14T23:14:47.280Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Quem é que vive «acima das nossas posses»?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este texto nasceda pequena irritação que sinto por passar a vida a ouvir dizer que osportugueses vivem acima das suas posses, subentendendo-se sempre que são aspessoas que ganham menos e que recorrem ao crédito para tentarem obter o nívelde vida das pessoas “finas”, nomeadamente através da compra de casa e dasviagens ao estrangeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não sabemos todospor que razão as pessoas compraram casa? Porque era mais barato do quearrendar! Claro! Porque era muito melhor negócio comprar do que arrendar,porque saía muito mais barato!!! &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Comprar casa não foi um luxo, foi umaeconomia, um bom negócio&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Toda a gente sabeisso, mas acontece que o povo possuir casa incomoda as pessoas finas; porvárias razões, uma delas é que a pessoa com casa é menos vulnerável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já pensaram quese as pessoas não tivessem já casa, nomeadamente os reformados, agoraarriscavam-se a serem despejados por não terem dinheiro para a renda? Sobretudose já estivesse em vigor a tal lei que permitirá (?) relançar o arrendamento?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bem, após estedesabafo, vejamos então quem «vive acima das nossas posses».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Podemos começarpelos empregados das empresas públicas; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;o dinheiro para alguns&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;belos ordenadosque muitas destas empresas pagam vem de empréstimos que estas empresas têmandado a fazer&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. São empresas geridas sem orçamento, vão gastando, quando seacaba pedem ao estado ou à banca. Portanto, estes ordenados, e tanto maisquanto maiores, são dívida. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Estas pessoas têm andado a ganhar mais do que «asnossas posses»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Com os seus gestores à cabeça. Alguém tem dúvidas de que estesgestores e muito do seu pessoal ganha «mais do que as nossas posses»? Maistodos os amigos, afilhado e companheiros de partido que puseram nas empresaspublicas e lá continuam? São eles que compram os BMW e Mercedes que tanto desiquilibram a nossa balança de pagamentos&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas não são só osempregados das empresas públicas – quantas empresas privadas não vivem doEstado? Não teve o Estado de se endividar para lhes pagar? Então, o dinheiroque estas empresas têm ganho também é dívida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Podemos continuara análise por aí fora mas o resultado é óbvio: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;1 – o «viveracima das nossas posses» não resulta de créditos pessoais, resulta de ordenadose rendimento sem correspondência com a produção;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;2- os ordenadosmínimos não são «acima das nossas posses»; então quem vive acima das nossas possessão, necessariamente, as pessoas que ganham mais, uma vez que as outras nãosão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é óbvio etraduz-se na nossa elevada desigualdade; as duas frases são sinónimos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Viver acima dasposses = excesso de desigualdade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto porque omínimo não pode ser mais descido – embora este Governo esteja a tentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Espanta-me comoos deputados da esquerda não sabem isto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto para não falar nos BPN e quejandos... que nós agora, os mais pobres, somos obrigados a pagar... sim, porque os ricos não podem pagar se não vão-se embora e que seria de nós sem eles? Santa paciência...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-549353747720361253?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/549353747720361253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=549353747720361253' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/549353747720361253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/549353747720361253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/quem-e-que-vive-acima-das-nossas-posses.html' title='Quem é que vive «acima das nossas posses»?'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7958631059518983322</id><published>2011-11-10T12:18:00.002Z</published><updated>2011-11-10T12:18:56.498Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Crise da dívida soberana: desmascarando a armadilha</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como vimos notexto anterior, a banca dedica-se, entre outros, ao negócio da usura, que é oque nos interessa analisar agora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando fazemos umempréstimo para habitação, celebramos um contrato que estipula uma data decoisas, nomeadamente o juro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como os jurosestão indexados ao juro definido pelo BCE, se o BCE quisesse causar uma criseno crédito à habitação apenas teria de aumentar o seu juro. Os juros subiriamautomaticamente, algumas pessoas ficavam sem conseguir pagá-los, e isso dariaoportunidade aos bancos para renegociarem os contratos para prazos maiores ejuros mais altos. Depois, os juros do BCE já poderiam descer novamente. Umapequenina jogada destas representa logo milhões de euros de lucros para abanca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este pequenoexemplo é para percebermos os poderes do BCE no comando dos «mercados»,nomeadamente no fomento da usura. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Os mercados respondem de forma linear, sãofacílimos de controlar, não acontece nada de imprevisível – é apenas aignorância do comum dos mortais que permite passar esta imagem de“imprevisibilidade” dos mercados.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Outro exemplo é ocaso da bolsa; como certamente já repararam, a notícia da variação da bolsa ésempre precedida de uma “explicação”. Sempre. É claro que a explicação é falsa,se o funcionamento da bolsa fosse assim lógico seria fácil prever o que iriaacontecer no dia seguinte – na verdade, quando há uma expectativa generalizadasobre o seu comportamento no dia seguinte, podemos estar certos que vai ser aocontrário. Porquê? Porque o funcionamento da bolsa é manipulado pelos grandesinvestidores e o negócio consiste em levar os pequenos investidores a apostarde uma maneira e depois fazer a bolsa variar ao contrário. Os pequenosinvestidores perdem sempre, os grandes ganham. Isto mantêm-se assim suportadona ideia de que o funcionamento da bolsa é previsível e não manipulável e é porisso que é indispensável apresentar sempre uma “explicação” para as variaçõesda bolsa – para que os toscos dos pequenos investidores continuem a meter lá odinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;tudo oque acontece nos mercados financeiros é fruto da acção previsível dos agentesfinanceiros e do comando dos bancos centrais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. O objectivo dos agentesfinanceiros é sempre maximizar os lucros e quem faz negócios com eles tem deacautelar as condições do negócio porque eles são predadores cegos eimpiedosos. Não é porque sejam «maus», é apenas porque essas são as regras, é aconsequência inevitável de nós querermos que eles nos paguem a melhor taxapelos nossos depósitos a prazo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No que se refereàs dívidas soberanas, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;os países têm um mecanismo de salvaguarda: se os mercadosquiserem fazer subir os juros, o banco central imprime moeda e compra a dívida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.A banca perde duplamente: os juros não sobem e a dívida diminui. Por isso, estemecanismo mantém os “mercados” sob controlo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como sabem, o Fedtem imprimido triliões de dólares nos últimos anos, pondo a dívida soberana dosEUA a salvo dos “mercados”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;São estúpidos osamericanos? Evidentemente que não, toda a gente sabe que é assim que se faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso que adecisão do BCE de não comprar directamente dívida soberana tem segundasintenções. Com esta decisão, as dívidas soberanas ficam sem nada que as segure,os juros pedidos pelos mercados podem subir ao céu. Consequência inevitáveldesta decisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, nãotenhamos dúvidas: &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a actual «crise» das dívidas soberanas é voluntariamenteproduzida pelo BCE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não é nenhuma «crise», não é algo imprevisto,incontrolável, mas exactamente o contrário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bastaria emitireurobonds, imprimindo dinheiro, para ela acabar imediatamente. Como fazem osamericanos. Isso iria desvalorizar o Euro, como dizem? Mas o dólar não se temdesvalorizado, pois não? Esse argumento é falso, o valor da moeda está na forçada economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, o quevai acontecer é bem claro – &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;a subida de juros serve de pretexto para o BCE,dominado pelo bloco Franco-Alemão, tomar posse dos países a que «assiste».Posse definitiva, como perceberão já a seguir.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Ao intervir em Portugal, as necessidades definanciamento do país até 2013 ficaram muito reduzidas, pelo que os mercadosforam “atacar” o país seguinte, a Itália. Em 2013, voltarão a atacar Portugal,motivando nova «ajuda». &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;E isto indefinidamente porque a única maneira dePortugal sair deste esquema seria reduzir a zero a dívida soberana e isso éimpossível&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. É por isso que até «perdoaram» metade da dívida à Grécia – écompletamente irrelevante, tanto faz a dívida ser metade ou o dobro, enquantohouver dívida a Grécia ficará dependente do BCE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Percebam bemisto: não há saída desta situação. Se não fizermos algo, nunca mais voltaremosa ser um País. Não se iludam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este esquema temum nome: o «esquema da cantina». É um conhecido esquema de escravatura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Mas este esquemanão nasceu agora: a armadilha está montada desde o início.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Passa pela cabeçade alguém pretender que os habitantes do distrito de Castelo Branco, porexemplo, passem a ter a saúde, a educação, as pensões de reformas, etc, etc,financiados pelas receitas do distrito? Claro que não, porque as empresas quelá operam têm a sede noutros lados e é para lá que os lucros vão. Entre muitasoutras razões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pois um disparatedestes é exactamente no que consiste o brilhante projecto europeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como já referi,Portugal está invadido por empresas que exploram os nossos recursos mas levamos lucros para fora. Isso não é permitido em nenhum país do mundo fora daEuropa. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Economia aberta com orçamento local é um disparate inacreditável&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, éimpossível este esquema ter sido concebido para resultar – e não foi, esteesquema é apenas uma armadilha. Uma armadilha em que os tolos do Sul caíram.Caíram por cupidez, porque pensaram que iam passar a ter o nível de vida dosalemães. As pessoas acreditam sempre no que lhes convém, é assim que osvigaristas agem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, temosde perceber a situação com toda a clareza: &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;o projecto europeu não passa de umaarmadilha, arquitectada para colocar os vários países europeus na dependênciado bloco Franco-Alemão. Estamos em guerra. Já estamos ocupados. Vamos serbarbaramente aniquilados, como irei explicar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas não pensemque são só os países do Sul que foram vítimas dos dois grandes; não sabem que aBélgica está sem governo há muito tempo? Sabem porquê? Porque a Bélgica já nãoexiste. Nem o Luxemburgo ou o Liechtenstein. A Holanda é uma colónia alemã,como se perceberá a seu tempo. E a Irlanda, na verdade, nunca foi um país, nãopassa da Madeira dos Ingleses. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, paraconquistar a Europa falta controlar os 4 do Sul. O Leste virá depois. Já foiassim nas grandes guerras, o plano é o mesmo, os meios é que são outros... (e,tal como nas grandes guerras, esta guerra também passa por África; só que aí émesmo à bomba...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não tenhamdúvidas nem ilusões: estamos debaixo de um ataque Franco-Alemão. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não há «crise»nenhuma, há um acto de guerra, uma acção de conquista da Europa por franceses ealemães. O sistema financeiro limita-se a responder de acordo com as regras quelhe fixam. O seu comportamento é absolutamente previsível, linear, simplório. Eas regras foram escolhidas expressamente para colocar os países do Sul daEuropa no domínio da França e da Alemanha.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No próximo postvou mostrar-vos o nosso futuro próximo, se continuarmos a ir para onde nos mandam.&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Porque, diferentemente do que acontece com os pequenos países do norte, oprojecto que esses dois têm para nós é do tipo do que fizeram para os judeus. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Este modelo de sociedade não funciona sem escravos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; O único modelo que existe actualmente de uma sociedade sem escravos é o da Dinamarca.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7958631059518983322?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7958631059518983322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7958631059518983322' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7958631059518983322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7958631059518983322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/crise-da-divida-soberana-desmascarando.html' title='Crise da dívida soberana: desmascarando a armadilha'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6924996881348428149</id><published>2011-11-07T15:31:00.001Z</published><updated>2011-11-08T00:52:55.693Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Qual é o negócio dos Bancos?</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2sfocaF5rYs/Trh88xE7gCI/AAAAAAAAAX4/axCgH7FLqAg/s1600/Caixa_Geral_dos_Depositos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-2sfocaF5rYs/Trh88xE7gCI/AAAAAAAAAX4/axCgH7FLqAg/s400/Caixa_Geral_dos_Depositos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_Geral_de_Dep%C3%B3sitos"&gt;CGD&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Emprestardinheiro? Perguntarão vocês a medo, sabendo que as minhas respostas sãoinesperadas (doutra forma não valia a pena eu escrever, não é?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Considerem umaempresa de automóveis que faz uma fábrica. O custo da fábrica é uminvestimento. A fábrica produz produtos que a empresa vende, ganhando assim dinheiro. O objectivo da empresa é que a fábrica dure o mais possível. Quandoela deixar de ser rentável, a empresa fará uma nova fábrica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, onegócio da empresa é fácil de perceber: há um investimento largamente nãorecuperável na construção da fábrica e um rendimento da actividade da fábrica.As contas são feitas para que esse rendimento atinja o valor que a fábricacusta num prazo de tempo que pode ir de 3 a 10 anos, tipicamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;O negócio dabanca é a mesma coisa&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Em vez de aplicar o dinheiro numa fábrica, aplica-o numempréstimo. O devedor paga um juro deste empréstimo – é o rendimento dodinheiro aplicado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“Ahh, mas há umadiferença em relação à empresa” – dirão vocês – “ o investimento na fábrica nãoé recuperável mas o empréstimo é!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pois, éexactamente aí que vocês se enganam. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O Banco não está nada interessado em quelhe paguem o que emprestou&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Para quê? Se lhe devolverem o empréstimo, terá dearranjar outro a quem emprestar, não é? Portanto, o banco não está nadainteressado em que lhe paguem o empréstimo – o seu negócio é receber juros!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;É por isso que osbancos emprestam dinheiro a quem não tem condições para pagar esse empréstimo. O Banco não quer que lhe paguem o que emprestou. Ao banco, o que interessa é que a pessoapossa pagar os juros do empréstimo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se não acreditamem mim, experimentem ir ao vosso banco tentar amortizar o empréstimo paracompra de casa, se o tiverem; eu fiz isso há dias e, mesmo na actual situaçãode descapitalização da banca, fui convencido a não fazer tal. Aliás, até há poucotempo, quem quisesse antecipar o pagamento do empréstimo para a casa pagava umapenalização&amp;nbsp; - por quebra de perspectivade negócio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Portanto,percebam a subtil mas fundamental diferença: o negócio da banca é cobrar juros.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Há empresasfinanceiras, tipo Cofidis, que estão no negócio de emprestar dinheiro – é umnegócio diferente, esses querem que o cliente pague o empréstimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Agora vejamoscomo se desenvolve o negócio da banca. O objectivo do negócio é maximizar osjuros. Mas se subirem muito os juros, o cliente pode desfazer o negócio,devolvendo o empréstimo. Então, o banco procura clientes que não possamdevolver o dinheiro emprestado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso que osbancos estão constantemente a oferecer dinheiro emprestado a pessoas de baixosrendimentos – esse dinheiro vai depois vencer juros altíssimos. Encravada comos juros, a pessoa não consegue amortizar o empréstimo e o banco tem assim omáximo rendimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A crise dosactivos ditos tóxicos não nasce de nenhum «comportamento irresponsável» dabanca. Evidentemente que essas pessoas não podiam pagar o empréstimo, pois esseé o cliente preferencial do banco; o objectivo do banco não é que lhe paguem oempréstimo, é conseguir os juros mais altos. O que aconteceu foi que como adesigualdade não pára de aumentar, essas pessoas ficaram sem dinheiro parapagar os juros. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;O que disparou a crise foi o crescimento da desigualdade&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; queleva ao empobrecimento da maioria da população porque o crescimento do PIB jánão chega para compensar o da desigualdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O que fez a Bancaem Portugal quando as pessoas ficaram sem condições para pagar os empréstimosda casa, carro, etc? Inventou um programa de consolidação da dívida queconsiste em juntar os empréstimos todos num só, ou seja, transformar todos osempréstimos de curto prazo em empréstimos com o prazo do crédito à habitação, esubir o spread. Ou seja, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a Banca aproveitou a crise para melhorar o seu negócioduplamente, pois aumentou os juros e aumentou o prazo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Como a prestação totaldiminui devido ao alongamento do prazo, com a corda na garganta devido àdiminuição de rendimentos reais que as pessoas vêm sofrendo desde há umadécada, as pessoas tiveram de aceitar esse aumento de exploração. É assim quemuita gente tem hoje um empréstimo para o automóvel a 30 anos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;b&gt;Evidentementeque este comportamento usurário e irresponsável, &amp;nbsp;feito com o beneplácito governamental, vai originar uma crise mais grave nos anos seguintes&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ainda muitorecentemente, o Governo anunciou uma medida para “ajudar” as empresas comdificuldade de pagamento dos seus empréstimos: mais uma vez, a proposta eraalongar o prazo de pagamento e aumentar o juro. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Mais uma vez a Banca procurou ganhar com a crise de forma predadora e teve a cobertura governamental&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Muitos empresáriosresponderam: antes falir já.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Entendido isto,podemos agora facilmente entender a actual crise e &lt;b&gt;&lt;i&gt;qual vai ser o seudesenvolvimento&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(continua)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6924996881348428149?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6924996881348428149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6924996881348428149' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6924996881348428149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6924996881348428149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/qual-e-o-negocio-dos-bancos.html' title='Qual é o negócio dos Bancos?'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2sfocaF5rYs/Trh88xE7gCI/AAAAAAAAAX4/axCgH7FLqAg/s72-c/Caixa_Geral_dos_Depositos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3251799647292113340</id><published>2011-11-04T15:42:00.000Z</published><updated>2011-11-04T15:42:05.427Z</updated><title type='text'>Imagine that...</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como se sabe, osportugueses andam a viver acima das suas posses de forma descarada einsustentável, coisa que é preciso corrigir rapidamente. Um dos luxos a quedescaradamente se têm entregado é a aquisição de casa própria, recorrendo aocrédito, é claro. Ora, se a taxa de juro dos cartões de crédito está nos 33% eestes servem para comprar bens de primeira necessidade, como roupa e comida,não há razão nenhuma para a taxa de juro de luxos como casa própria não ter omesmo valor. As pessoas querem viver acima das suas posses mas há que as trazerà realidade. Os limites legais a estas taxas, intolerável interferência na liberdade de mercado, caem, e as taxas de juro para habitação própria vão subir 1% ao mês atéatingirem o mesmo valor que é praticado nos cartões de crédito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como há muitaspessoas que souberam bem como entrar em tais devaneios mas não sabem agora comopagar o que é devido, o Governo vai intervir com um Programa de Austeridade eContenção para a Habitação (PACH). Este programa subsidia a taxa de juro dosempréstimos para habitação própria em metade do seu valor! Assim, as pessoasque a ele aderirem apenas terão de pagar um juro de 16,5% em vez de 33%,durante um período de adaptação de 3 anos, um generoso bónus certamenteimerecido por estes doidivanas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Claro que paraaderirem a este PACH as pessoas têm de garantir que passam a viver de acordocom as suas posses. A medida é só uma, simples, lógica, evidente,indispensável: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As pessoas deixamde ter electricidade em casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Como se sabe, a electricidade faz falta paraas unidades de produção, não podemos continuar a desperdiçar os recursos doplaneta desta maneira. &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Electricidade em casa é um luxo insustentável.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Com estecorte, as famílias economizam 50 euros por mês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sem electricidadenão há televisão nem internet. Mais um enorme benefício para as pessoas: ainternet só serve para espalhar ideias perniciosas e a Televisão para deprimiro moral. Aliás, o sr. Ministro da Educação já acabou, atempadamente, com asinúteis aulas de informática a partir do 9º ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, asfamílias economizam mais uns 60 euros por mês.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como não têm luz,as pessoas passam a deitar-se com o Sol e, naturalmente, a levantar-se com odito. Assim, podem passar a ir a pé para o emprego,como acontecia no tempo dos nossos avós. Só aqui teremos uma economia média de40 euros por pessoa, ou seja, por família, porque em cada família só uma pessoatem emprego, a outra fica em casa, não há empregos para todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, estasimples medida representa imediatamente uma economia de 150 euros por mês, aque se irão somar outras – a criança fica em casa, poupa-se nocolégio, acaba-se com os telemóveis, com os livros e jornais, não há férias, aroupa faz-se em casa em vez de comprar, etc, etc. Assim, as famílias libertamimenso dinheiro que podem aplicar a pagar os juros da casa. Ao fim de 3 anos,as famílias estarão então em condições de prescindir desta ajuda estatal, poisjá poderão pagar o juro de 33% pretendido pela banca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Além disso, quemaderir a este PACH fica dispensado de amortizar o empréstimo, pagando apenasjuros toda a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3251799647292113340?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3251799647292113340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3251799647292113340' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3251799647292113340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3251799647292113340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/imagine-that.html' title='Imagine that...'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-5958312593706361620</id><published>2011-11-03T19:19:00.001Z</published><updated>2011-11-03T20:44:17.948Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Para colocar Portugal a viver de acordo com as suas posses</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vejocontinuamente ser afirmado que “Portugal está a viver acima das suas posses”.Isso é bem verdade, não produzimos para o nível de vida que temos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este factotraduz-se no baixo valor do ordenado mínimo, menos de 1/3 do que se pratica noutros países europeus, o que está em correspondência com o PIB per capita de cada país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Bem, mas se oordenado mínimo está de acordo com «as nossas posses», quem é que está a viveracima delas?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como é evidente,são todas as pessoas que ganham mais do que o ordenado mínimo, as classes médiae alta. Estas pessoas têm considerado que, sendo europeus, devem ter umrendimento semelhante ao que se pratica nos outros países europeus. Isso nãopode ser porque não vivemos de um orçamento europeu, o nosso orçamento dependedo que produzirmos. Para pagar esses ordenados, Estado e empresas recorrem ao crédito; as pessoas pensam que vivem de acordo com o que ganham, ignorando que parte do que ganham é obtido por empréstimo; essa parte tem de desaparecer porque não há mais crédito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;São portanto osprofessores, os médicos, os engenheiros, os actores, os locutores, os juristas,os juízes, os militares, os pilotos, os gestores, etc, etc, quem vive acima dasnossas posses como país. Na verdade, &lt;i&gt;&lt;b&gt;toda a gente que ganha mais do que oordenado mínimo está a ganhar mais do que devia, se escalarmos os ordenados como praticado noutros países em proporção com a sua produção&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Este facto étraduzido por um indicador, a desigualdade. É por isso que somos campeões dadesigualdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Colocar o país aviver de acordo com as suas posses não significa portanto mexer nos ordenadosde baixo; significa, ao contrário, duas outras coisas: cortar naqueles serviçosprestados pelo Estado que são típicos de países mais ricos e cortar em todosos ordenados acima do mínimo para os colocar na proporção adequada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto significaque &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;os ordenados e pensões das classes média e alta terão de levar um corte que pode ir de 50% a 65%&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Como é evidente o corte tem de serfaseado, não pode ser feito de uma só vez – no mínimo em 3 vezes. Sendo osprazos tão curtos, atendendo ao corte já feito, imagino que no próximo ano sejam anunciados para 2013 cortesna ordem dos 15% a 25% nos ordenados acima de 1000 euros mensais, uma vez que afaixa 500 a 1000 euros já fica corrigida com os cortes previstos para 2012.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;São dois osefeitos positivos que se obtêm desta maneira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por um lado, comoestas classes são as grandes responsáveis pelo desequilíbrio da balança depagamentos, ao reduzir-se o seu rendimento serão reduzidas as importações deautomóveis, de roupa de marca, e de outros produtos e serviços, como férias noestrangeiro, que desequilibram essa balança vital e asfixiam a produçãonacional. Assim, estes cortes ajudarão a reequilibrar a balança de pagamentos eisso é crucial para criar perspectivas de desenvolvimento, pois deagora em diante o nosso nível de vida será definido pela produção nacional,como acontece na generalidade dos países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por outro lado,como é evidente, ao reduzirem-se estes ordenados, as empresas públicas e oEstado precisarão de menos dinheiro, podendo então começar a equilibrar as suascontas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto, evidentemente, se a Europa e nós encontrarmos forma de controlar a especulação sobre as dívidas soberanas, o que não será fácil e exigirá medidas imaginativas e radicais, uma mudança de paradigma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não há outra forma de colocar o país a viver de acordo com oque produz. Não estão de acordo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;b&gt;Agora digam-me lá porque é que as medidas deduzidas neste raciocínio tão linear não passam de um enorme disparate&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-5958312593706361620?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/5958312593706361620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=5958312593706361620' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5958312593706361620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5958312593706361620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/para-colocar-portugal-viver-de-acordo.html' title='Para colocar Portugal a viver de acordo com as suas posses'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7571256455936433431</id><published>2011-11-02T13:04:00.001Z</published><updated>2011-11-03T18:42:33.741Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Palin Coelho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-miIcum_LC0Q/TrE_M2U4VuI/AAAAAAAAAXw/GAO6WSgV2ik/s1600/PalinCoelho.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://4.bp.blogspot.com/-miIcum_LC0Q/TrE_M2U4VuI/AAAAAAAAAXw/GAO6WSgV2ik/s320/PalinCoelho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Comparemos aresposta à crise nos EUA e na Europa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;EUA: imprimirmoeda e taxar ligeiramente os ricos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Europa: nãoimprimir moeda e taxar brutalmente os pobres&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não podia sermais diferente, não é?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como secompreende que os economistas e políticos de um lado e outro defendam caminhosdiametralmente opostos para chegarmos a uma sociedade melhor?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A resposta é, naverdade, bem simples: &lt;b&gt;&lt;i&gt;estamos no meio de uma guerra direita-esquerda&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Umadireita sem valores de qualquer espécie, interessada unicamente na defesa dosseus privilégios, entre os quais se inclui o direito a explorar o Homem. Umadireita de novos ricos, especialistas em negócios de esperteza, de corrupção e de usura. &lt;b&gt;Uma direita muito espertalhona que escolhe lideres comoSarah Palin.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Grécia tem umamaioria de esquerda; é por isso que a Grécia resiste. Portugal tem uma maioriade direita. Desta direita. Ainda não notaram que o &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Passos Coelho é a nossa versão da Sarah Palin?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Épor isso que quando a Merkel diz “esfola”, ele diz “mata”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Interessantes oscaminhos do Mundo; num país pequenino como Portugal, testa o destino o futurode um país grande como os EUA; tivemos o nosso Obama (Sócrates), que trocamospela nossa Sarah Palin (Passos Coelho). Como os EUA se encaminham para fazer.Esperemos que o nosso exemplo catastrófico sirva ao menos para abrir os olhosdo grande povo americano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;(os ratos delaboratório acabam sempre esfolados, seja a experiência bem ou mal sucedida)&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size: x-small;"&gt;PS - evidentemente que as comparações entre políticos se referem à sua linha ideológica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7571256455936433431?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7571256455936433431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7571256455936433431' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7571256455936433431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7571256455936433431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/11/palin-coelho.html' title='Palin Coelho'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-miIcum_LC0Q/TrE_M2U4VuI/AAAAAAAAAXw/GAO6WSgV2ik/s72-c/PalinCoelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-938419914937357454</id><published>2011-10-28T03:53:00.000+01:00</published><updated>2011-10-28T20:35:24.730+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Estamos em guerra</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu planeavaanalisar uma série de questões relativas à situação actual do país através dasconversas do Dr. Jordan; é que dado que parece não haver experts nacionais, a solução é pensarmos nós pela nossacabeça, e é para isso que surge o dr. Jordan. Porém, preciso agora de dedicar aminha atenção a outros assuntos, pelo que optei por colocar já este texto ondefaço uma resenha dos 10 aspectos que me parecem mais importantes neste momento.Penso que, apesar das limitações do texto, darão por bem empregues os 5 minutosque gastarem a ler isto, pois pelo menos novos pontos de vista são apresentados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;1 – O mito da construção pacífica da união europeia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Muitas pessoas encaram o projectoeuropeu como uma tentativa de replicar os EUA, entendidos como uma uniãopacífica de estados. Ora não há qualquer semelhança, os EUA são basicamente umgrande país construído pela força e altamente regionalizado. Vejamos ahistória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os EUA nasceram quando as 13 colóniasbritânicas na costa atlântica do continente americano se uniram paraconquistarem a sua independência; esta união foi depois desfeita pelos 7estados do Sul, os quais foram em seguida conquistados militarmente pelosestados do norte. O pretexto moral para esta conquista (todas as guerrasprecisam de um pretexto moral) foi a abolição da escravatura; a verdadeirarazão foi a de que os estados do norte precisavam da agricultura dos estados doSul e ou os conquistavam ou teriam de lhes comprar comida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os restantes territórios que hojeformam os EUA, e que são a maioria, foram obtidos por conquista ou por compra.Portanto, os EUA que conhecemos hoje não nasceram de nenhum projecto de uniãopacífica, nasceram de um projecto de ocupação e conquista. Os EUA não são nenhummodelo de construção pacífica de uma união de países; onde está tal modelo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;2 – O projecto de uma união europeia foi sempre um projecto de conquista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;O projecto daUnião Europeia sempre foi um projecto de conquista dos países do sul pelaAlemanha, acolitada pela França. Sempre. Os economistas americanos sempre operceberam e disseram. E isso é evidente pelas regras estabelecidas. Senãovejamos duas delas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;a)&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 9px;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Abertura das fronteiras.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como é óbvio, se não há barreiras alfandegárias entre dois países comdiferente capacidade, o país mais forte leva o mais fraco à falência. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;Foi paraevitar esse desfecho fatal que se inventaram as alfândegas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. O fim dasfronteiras na Europa tem um resultado incontornável: a Alemanha ficarásucessivamente credora de todos os outros países europeu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;b) &lt;b&gt;&lt;i&gt;Os quadros de apoio.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É sabido que injectar dinheiro produz fatalmente uma consequência:aumento da corrupção. A corrupção resulta do balanço entre benefícios e riscose quando se aumenta os benefícios sem aumentar o risco, a corrupção dispara.Por outro lado, grande parte desse dinheiro destinou-se e destina-se ainda apagar a &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;não-produção&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; daquilo que são as produções naturais dopaís. Se não vamos produzir alimentos, vamos produzir o quê? Aviões?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;3 – Quais são os objectivos do projecto europeu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Os dois que nos interessam são os seguintes:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 36.0pt; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;a)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Mão-de-obra barata&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;. A progressiva implementação do estado social faz subir os encargoscom a mão-de-obra. Isso não é um problema no mercado interno, antes pelocontrário, porque aumenta também o poder de compra; mas é um problema para quemquer concorrer no mercado global. É por isso que surgem soluções como empresasem navios ou a deslocalização para zonas onde há excesso de população, logomão-de-obra barata, como fazem os EUA no norte do México. Onde vão as empresasfrancesas e alemãs encontrar uma zona onde possam pagar os ordenados que sepraticam no México ou no Sudeste asiático? A análise do problema mostra queisso só é possível num país do Sul da Europa, onde os custos de sobrevivênciasão muito mais baixos do que nos países frios. &lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;E só é possível &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;se &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;houver&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; integração europeia&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;, porque se houver as leis de trabalhotêm de ser as mesmas e já não é possível o trabalho escravo – é por isso que asempresas americanas estão no norte do México e não no sul dos EUA. O projectoeuropeu nunca foi um projecto de integração, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;foi sempre um projecto de «&lt;i&gt;mexicanizaçãodo Sul&lt;/i&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 36.0pt; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l3 level1 lfo5; tab-stops: list 36.0pt; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;b)&lt;span style="font: normal normal normal 7pt/normal 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Continuação da predação dos paísesdo Sul&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt; Os países do norte da Europa, à excepção dospaíses nórdicos, sempre foram predadores dos países do Sul. Os piratas ecorsários, cuja actividade consistia em pilhar os navios mercantes dos paísesdo Sul, eram (e ainda são) considerados heróis nos seus países. Os inglesesvieram produzir vinho em Portugal para não terem de o importar de França, pagandomiseravelmente aos portugueses. As empresas mineiras levam o minério daqui e sócá deixam ficar os ordenados. Os Hotéis, aldeamentos turísticos, agências deviagem estrangeiras exploram o nosso clima mas só cá deixam os ordenados. Écomo se nós fossemos a um país Árabe buscar petróleo e só lá deixássemosordenados de miséria, o petróleo vinha de borla. Isso já não é possível fazerem parte alguma do mundo excepto aqui. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;i&gt;O projecto europeu tem sido umsucesso para os países do norte porque institucionalizou esta predação&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;que é hoje impensável mesmo no mais atrasado país africano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. E isto é impensávelporque conduz à perpetuação da miséria - os ordenados assim nunca saem domínimo de sobrevivência. Por isso, onde os governantes governam para o povo enão para si, isso é impossível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;4 – O projecto europeu visa dar-nos as condições de vida dos países donorte?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não. O objectivo é obter &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;mão-de-obra ao mínimo custo para as indústrias queoperam no mercado global&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. É isso que pretendem medidas como a redução da TSUque, na prática, corresponde a uma redução do ordenado do trabalhador, ou ocorte do 13º e 14º mês. A diminuição do poder de compra vai destruir asempresas nacionais, que produzem para o mercado interno, e favorecer asempresas que produzem produtos de grande mercado – que são só empresasestrangeiras, pois as portuguesas só são viáveis na produção de bens que não sedisputam pelo preço mas pelas características. A redução de ordenados serveunicamente os interesses das empresas estrangeiras. Notem ainda um aspecto: aredução que está a ser feita afecta muito mais quem ganha pouco, pois é muitodiferente cortar 14% num ordenado de 1000 euros ou num de 5000; estadesigualdade no esforço que está ser pedido não é por acaso ou por burrice: &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;oobjectivo é cortar os ordenados dos operários e não se pode fazer isso sem ocortar pelo menos na mesma percentagem nos outros&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, seria escandaloso. O objectivo doprojecto europeu é garantir operários baratos, muito baratos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Notem ainda outra coisa: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;estes cortestodos mal dão para pagar os juros dos encargos devidos ao buraco do BPN/BPP&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;,mais o negócio sujo dos submarinos; são de quem as contas do BPN que andamos apagar? Andamos a pagar os negócios sujos dos capitalistas que deram para otorto porque exploraram os pobres para além do limite suportável? Andamos apagar submarinos que, ao que me consta, custaram o triplo do que aos gregos?Dado que até os próprios alemães já condenaram pessoas no caso dossubmarinos, muito facilmente se renegociaria o preço deles para 1/3 ou menos.Mas isso não interessa, porque o único objectivo é baixar os ordenados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;5 – Mas porque é que não se fez umverdadeiro projecto de união europeia?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Num verdadeiro projecto de união, todos ospovos europeus ficariam igualmente desenvolvidos e teriam os mesmos direitos.Ora para a Alemanha e a França isso não tem interesse; que interesse têmeles em que os Portugueses ganhem tanto como eles? Para lhes comprarem coisas?O que lhes interessa é o mercado global, estes 10 milhões de consumidores não contampara isso. Porém, como mão-de-obra barata, estes 10 milhões são &lt;i&gt;priceless&lt;/i&gt;.Mas para serem usados como mão-de-obra barata, os cidadãos portugueses nãopodem ser equiparados aos franceses ou alemães, não é? Logo, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;não pode haverintegração europeia..&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;É por isso que é indispensável «Salvar Portugal», como o PM constantementeapregoa. Se Portugal fosse integrado num esquema europeu, os portuguesespassavam a ter os mesmos direitos dos outros «europeus» e já não poderiam serescravos. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;“&lt;b&gt;Salvar Portugal” é indispensável à "mexicanização" do sul da Europa.&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;SalvarPortugal para garantir que os portugueses não se salvam&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;6 – Há outra forma de fazer um projectoeuropeu?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Claro que há! Por exemplo, em vez de fazer uma união de países fazia-se umaunião de regiões, entre 5 e 15 milhões de habitantes cada. Isso é fácil, porqueessas regiões já existem, os países estão regionalizados. Mas há outrassoluções, mesmo mantendo o figurino de países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;7 – Mas não há outros países pequenos queconseguem ser bem-sucedidos no quadro actual?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Sabem qual é o grande negócio dos países pequenos do norte? Holanda,Luxemburgo, Liechtenstein, Irlanda? São plataformas de circulação de dinheiropara Offshores. Têm até legislação específica para esta actividade. Um exemplo:a “nossa PT” tem sede na Holanda para onde desvia os lucros fabulosos que obtémaqui, paga lá uma pequena taxa e manda o resto para uma Offshore. Todas ouquase todas as grandes empresas, nacionais e estrangeiras, que aqui andam,fazem isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Notem que isto nem significa que ospaíses pequenos só possam ser viáveis com esquemas destes – a Dinamarca, umpaís com muitíssimo menos recursos naturais do que nós e bem mais pequeno, é oexemplo do contrário - nem que a economia destes países se resuma a isso; mashá que questionar como é que as regras europeias permitem esta situaçãoaltamente lesiva dos interesses de países como o nosso. E a resposta é clara:as regras da união europeia servem apenas os interesses dos grandescapitalistas; são feitas por eles para eles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;8 – A nossa crise não é fruto da criseinternacional?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;O que se passa é que os meios financeiros descobriram agora uma coisaóbvia: se agirem de forma concertada, podem fazer subir ao céu os juros dasdívidas soberanas quando estas não estão suportadas na capacidade de emissão demoeda, como acontece na Europa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Reparem: se tentarem isto num paísfora da Europa, esse país reage emitindo moeda. É o que acontece nos EUA; mas que pode fazer um país europeu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Portanto, esta crise está a seralimentada pelo BCE, ao não comprar dívida soberana directamente, alimentandoos juros especulativos. O BCE, ou seja, a Alemanha e França, estão por detrásdeste problema. Não ouviram já o Obama dizer isso repetidamente? Porqueduvidam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Os países são tanto mais vulneráveis aeste processo quanto mais dependerem do financiamento estrangeiro. A dimensãoda nossa crise não resulta da dimensão da dívida soberana, inferior à de muitospaíses, mas de uma balança de pagamentosdeficitária; os euros que cá foram postos esvaziaram-se através da balança depagamentos, e foram substituídos por crédito. Acabou-se o dinheiro, só hácrédito. O que devemos aos bancos nacionais devem estes ao estrangeiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;9 – A causa profunda dos nossos problemas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Há algo queestá na origem profunda de sermos um país que não evolui há séculos (apenasimportamos parte da evolução dos outros). E é simples: um país evolui quando ointeresse colectivo se sobrepõe ao interesse individual; quando isso nãosucede, o país regride. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A democracia é o sistema natural dos povos que dão prioridadeao interesse colectivo; a ditadura, ou alguma forma de governo absoluto, é osistema em que caem os povos que privilegiam o interesse privado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Passar daditadura para a democracia não resolve nada se não se alterar a ordem dasprioridades das pessoas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Enquanto não formos capazes de conseguir que os interesses colectivos tenham a prioridade, iremos de mal a pior; tão mal ficaremos queacabaremos por aprender que temos de dar prioridade ao interesse colectivo. Oproblema é que nessa altura pode já ser tarde demais. Sempre que os povoslevaram tempo demais a conseguir isso perante uma ameaça, foram esmagados.Ou seja, temos de acabar com os 5% da população que se está nas tintas para o interesse colectivo antes que eles acabem connosco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;b&gt;10 – Então não há solução: o nosso futuro edos nossos filhos e netos é sermos escravos ou emigrarmos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Há solução. Há sempre uma solução. Mas temos de a encontrar. Temos decomeçar por perceber que estamos em guerra. A guerra começou por se fazer àpedrada, depois com espadas, depois a tiro, depois à bomba e agora faz-se com odinheiro. Mas é guerra na mesma. Temos de meter isso na cabeça e abrir osolhos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando estivermos dispostos a dar prioridade ao interesse colectivo sobre oindividual, então poderemos começar a tratar da solução. E a solução passa porfazermos como os nórdicos: i&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;nventarmos o sistema que serve os nossosinteresses em vez de sermos bons alunos de um sistema que serve interesses que não são os nossos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Vejam como os Dinamarqueses foram bem sucedidos em condições bemmais difíceis do que as nossas. Nós temos recursos infinitamente superiores aosdeles, não só no nosso território como pelo facto de podermos fazer uma uniãoabrangendo a Ibéria e os países que falam português e espanhol. E nãoestou a dizer nada de novo: os economistas americanos há muito que vêm dizendo que essa éa nossa saída. É por isso que as privatizações das empresas públicasportugueses vão ser feitas sem concurso – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;b&gt;para impedir que Angolanos eBrasileiros atrapalhem a nossamexicanização&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Pessoalmente, advogaria a introdução de &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;moeda nacional, válida apenasno mercado interno&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Riem-se? Pois fiquem a saber que a Chinatem duas moedas, uma internacional e outra exclusivamente interna, e que emvárias regiões da Alemanha se tem testado a emissão de moeda só para compraslocais. Se essa solução é boa para a China, e até para a Alemanha, não serátambém boa para nós? Por exemplo, em vez de cortar o 13ª e 14º mês, o Estado pagaria 15% dos ordenados em moeda nacional, que seria aceite pelos comerciantes que aderissem; estes usá-la-iam no comercio interno ou para pagamentos ao Estado e, eventualmente, para o pagamento de ordenados numa percentagem limitada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mas há outras medidas ainda mais imediatas. Por exemplo, os carros acima doutilitário deviam ser muito mais taxados do que são, à semelhança do que fazemos países sem indústria automóvel própria; os produtos alimentares importadosde países que não importam os nossos deviam ser sujeitos a rigorosas edispendiosas verificações; assim se aumentariam as receitas do estado sem criarrecessão, pelo contrário. Isto sem falar nas tais gorduras que continuamos àespera de ver serem cortadas... é que ainda não vi nada que afectasse osmilhares de boys para quem essas gorduras foram criadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Entretanto, como no dia 12 há uma manifestação de militares, talvez sejauma boa ideia juntarmo-nos todos à manifestação. Mas temos de fazer algooriginal, inesperado. Porque greves e manifestações já estão previstas, não vãoadiantar de nada. Nem a comunicação social lhe vai dar atenção, já não sãonotícia (qualquer assalto a ourivesaria tem mais tempo de antena).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Fica aqui o desafio: &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;que podemos fazer no dia 12 que t&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;raga as manifestações de volta às notícias?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Que&amp;nbsp;deixe o «eixofranco-alemão» de cara à banda? Uma marcha silenciosa, como o Ghandi fez na Índia? Todos vestidos deigual? Como? Dêem sugestões. É preciso uma poderosa manifestação de unidade.Mostrar que todos somos um.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Por último, um conselho da avózinha: quem nos quer mal, diz que nos quer bem, pois essa é a forma depoder fazer mal. Quem nos quer bem, critica-nos mas age por nós. Olhem osactos, não as palavras. Porque será que as medidas do Obama são diametralmenteopostas às que se tomam aqui?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-938419914937357454?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/938419914937357454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=938419914937357454' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/938419914937357454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/938419914937357454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/estamos-em-guerra.html' title='Estamos em guerra'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2670029172861603693</id><published>2011-10-20T12:41:00.002+01:00</published><updated>2011-10-20T12:41:16.455+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa (VII)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(&lt;i&gt;&lt;b&gt;os predadores&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;As civilizaçõesnascem quando as pessoas percebem que só juntando os seus esforços, submetendoo interesse individual ao colectivo, podem conseguir a sua sobrevivência. Ascivilizações são construídas com trabalho e cooperação.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;No fundo, algobem retratado no conhecimento antigo da 2ª civilização, na ideia da expulsão do paraíso e dacondenação dos humanos ao trabalho&lt;/span&gt;.” –intervêm o Wolfram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Exacto; porém,uma vez conseguida essa civilização, criada riqueza para além do indispensávelà sobrevivência, tudo se transforma; porque nós, humanos, não somos como asformigas ou as abelhas.&lt;/span&gt;” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Bem, em parteseremos, pois somos capazes de fazer grandes sociedades, como elas...&lt;/span&gt;”contestou, pensativo, o Wolfram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não, não somosnada como elas. A natureza usou duas soluções na programação dos animais.Algumas espécies estão programadas para comportamentos sociais extremos, comose fossem um corpo, um só ser. Algo semelhante ao que acontece com as célulasdo nosso corpo. Outras espécies estão programadas para a satisfação das suasnecessidades; a definição de quais são essas necessidades é que determina osdiferentes comportamentos das espécies e até dos indivíduos de cada espécie.Este é o nosso programa&lt;/span&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Mas se estamosprogramados para agir com um objectivo definido, onde está o nosso livrearbítrio?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;É isso o livrearbítrio, o decidirmos de acordo com o que pensamos ser a nossa conveniência;nós decidimos sempre de acordo com o que presumimos ser a nossa conveniência,mesmo quando coagidos – coacção é isso, tornar inconveniente para nós o quedoutra forma seria conveniente.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Bem, teria deamadurecer o assunto... adiante&lt;/span&gt;” – o Wolfram reticente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Como eu estava adizer, nós agimos em função do nosso interesse; uma civilização nasce porque noinício o interesse de cada pessoa é o da cooperação com os outros. Trabalho ecooperação é o que garante a sobrevivência de cada um. Porém, quando começa ahaver riqueza acumulada pela civilização, surge outra forma de garantir asobrevivência: a predação. A obtenção de benefícios sem ser em troco dacorrespondente contribuição para a sociedade. A exploração do Homem peloHomem.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Isso assim ditoaté parece que é uma coisa fatal e não é, com educação consegue-se que aspessoas tenham outro tipo de comportamento.&lt;/span&gt;” Parece-me que o Wolfram se sentiuatingido nas suas crenças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O ser humano, noprograma que define as suas necessidades, tem coisas complexas, como anecessidade de reconhecimento, ou de ser útil, ou de ser amado; a satisfaçãodestas necessidades impede a exploração do outro quando há uma identificaçãocom o outro; porém, quando essa identificação se perde, por exemplo, porque searranjou um argumento que convenientemente nos convence de que o outro édiferente, já ficam abertas as portas a essa exploração&lt;/span&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Diferente como?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Por mil e umarazões: porque é de outra classe social, porque é sócio de outra equipa defutebol, porque é doutra cultura, ou doutra raça, ou fala outra língua, ou tem uma opinião diferente, porque é de outro sexo, porque tem uma deficiênciafísica. Por exemplo, para nos lançarmos na 1ª grande guerra fomos convencidosque pertencíamos a uma raça superior, devendo os outros serem exterminados paraobtermos espaço vital para a nossa raça pura, não é verdade? O mesmo fizeram osjaponeses em relação aos chineses, os católicos e os muçulmanos, os ingleses emrelação aos africanos para tornar moral a escravatura; os homens em relação àsmulheres; ainda recentemente os americanos e ingleses fizeram isso parapermitir as centenas de milhares de mortes necessárias para evitar que ocontrolo do petróleo iraquiano passasse para nós e para os franceses. A razãopermite-nos facilmente ultrapassar essa limitação que a natureza pôs na nossacabeça.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Bem, nem todasas pessoas aderem a esses raciocínios...&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Pois não,depende da dimensão da consciência de cada um; aqueles cujos horizontes acabamno seu umbigo facilmente aderem; aqueles cuja consciência engloba o universointeiro, no espaço e no tempo, nunca aderem. Mas estes são ínfima excepção, mesmoaqueles que parecem batalhar por ideias universalistas normalmente fazem-noporque isso é a sua conveniência imediata. Apenas em situações de enormeadversidade se distinguem os que verdadeiramente têm uma consciência para alémdo umbigo.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Bem, mas se aspessoas são assim tão... umbilicais, então tornam-se predadores da suasociedade, esta acabaria por se destruir e colocar em risco a sobrevivênciaindividual&lt;/span&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Esse éexactamente o limite da predação – o ponto em que suficientes pessoas ficam coma sobrevivência em risco. E como esse ponto é diferente para a 2ª e para a 3ªcivilização, a evolução destas civilizações é diferente. Estamos agora emcondições de compreender porque que é as diferentes sociedades que existem naEuropa têm as características que têm, como é que elas vão evoluir e como é queos senhores podem influenciar essa mudança de forma a obterem os escravos quevos são necessários. Ou seja, repor a normalidade."&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2670029172861603693?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2670029172861603693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2670029172861603693' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2670029172861603693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2670029172861603693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-vii.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa (VII)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3088822915513447895</id><published>2011-10-19T02:53:00.000+01:00</published><updated>2011-10-19T02:53:09.036+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A Primeira medida para resolver a Crise!</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este governo nãopára de me surpreender pela positiva! Depois de tantos anos a ouvir ilustrescomentadores e economistas a dizer disparates em cima de disparates, é um prazer inesperado encontrar tanta e tão subtil inteligência. Dizem que nos momentos mais difíceis aparece sempre um salvador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como já referinum texto anterior, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;o Governo estragou completamente a estratégia predatória montada pelatroika&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. O objectivo dessa estratégia era a lenta degradação dos salários dostrabalhadores e a venda das empresas públicas aos alemães e franceses. Tinha deser LENTA! Porquê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porque quando ospaíses europeus abriram as fronteiras, naturalmente que deixaram de poderequilibrar as suas balanças de pagamentos – o pais mais forte, a Alemanha,ficou com uma balança positiva e os outros todos (ou quase) com uma balança deficitária.Isto significa que ao longo destes anos quase todos os países europeustêm estado a esvaziar os seus euros para a Alemanha. Como a Alemanha está anadar em euros, o BCE não imprime dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Para tapar oburaco da balança de pagamentos, os países tiveram de recorrer a empréstimos.Eu pedi um empréstimo a um banco português para comprar a casa, mas o bancoteve de pedir esse dinheiro a outro banco porque cá já não há euros; e nãointeressa se pediu aqui ou ali, os euros estão maioritariamente na Alemanha,logo, o que existe na Europa é uma cadeia de empréstimos que só termina naAlemanha. Se eu (entenda-se: os portugueses) deixar de pagar ao meu banco, a cadeia toda pode desabar comoum dominó – cai o banco português, o espanhol, o francês. E o alemão tambémfica em maus lençóis porque ninguém lhe paga o dinheiro que emprestou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ou seja, medidasde austeridade violentas demais nestes pequenos países podem originar umfenómeno em cascata que vai fazer com que os bancos alemães percam muito maisdinheiro do que as dívidas soberanas. E há muito dinheiroemprestado, a dívida soberana é apenas uma gota de água – só as empresaspúblicas em Portugal devem o dobro ou o triplo da dívida soberana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, quandoestes países resistem, como a Grécia, ou tomam medidas que vão levar as pessoasa não pagarem porque não têm dinheiro, como em Portugal, à Alemanha não restaráoutro caminho que não seja “perdoar” grande parte da dívida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Por isso, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;o nossoPM foi genial, arranjou uma maneira de estragar o plano dos alemães com opróprio veneno que eles estavam a usar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;Esta estratégia é melhor do que a Grega porque agora o PM tem mãos livres para finalmente atacar as «gorduras» do Estado, que são o terreno favorito da máfia portuguesa. Sem criar um «estado de sítio», isso seria impossível, não se desaloja a máfia facilmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas nóscontinuamos com outro problema: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;a balança de pagamentos continua deficitária&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;;como já não há euros para saírem, isso significa que a dívida tem de aumentar.Como já referi, não estamos a valorizar devidamente os recursos do país e estamos a ser vítimas de predação tanto pelas empresas estrangeiras, quedeclaram os seus lucros nos países de origem, como por muitas empresasnacionais, que puseram as suas sedes na Holanda, levando para lá os seus lucrose depois para offshores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já viram isto? &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;OsHolandeses ficam com o parte do dinheiro dos lucros que asempresas obtêm em Portugal!!! E os Irlandeses também fazem como a Holanda, osespertalhões&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Se quiserem arrepiar-se com os esquemas, &lt;a href="http://www.mynetpress.com/mailsystem/noticia.asp?ref4=4%23k&amp;amp;ID={5279B3DC-2B8B-497C-9C83-46E23D937813}"&gt;vejam aqui&lt;/a&gt;. E, já agora,o Jerónimo Martins, esse grande patriota e defensor da ética, é outro especialista em &lt;a href="http://economia.publico.pt/noticia/tribunal-da-razao-ao-fisco-e-considera-que-o-grupo-jeronimo-martins-tentou-fugir-ao-irc_1485039"&gt;esquemas de fuga aos impostos&lt;/a&gt; em Portugal (e um dos grandes responsáveis pelo desequilíbrio da balança de pagamentos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como resolvereste problema? &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;O Obama encontrou a solução: empresas que operem nos Eua e nãodeclarem lá os lucros levam como uma taxa em cima&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Ora toma!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Bom, mas comofazer isso aqui? Já se sabe que não se pode enfrentar os grandes gruposeconómicos de peito aberto – até se pode levar um tiro. &lt;b&gt;&lt;i&gt;Era preciso um golpe degénio. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E não é que estesurgiu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem: oGoverno anunciou que vai taxar as remessas para offshores em 30%! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Qual osignificado prático desta medida? Quase nenhum, as empresas têm a sede naHolanda para onde mandam o dinheiro e é da Holanda que o dinheiro vai paraoffshores. Portanto, ninguém vai protestar com esta medida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Não vão perceberque isto é um «cavalo de Tróia». &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A seguir,como a crise vai apertar, o Governo pode dizer: não há razão para taxar odinheiro que vai para offshores e não taxar o dinheiro que vai para outroslados, logo &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;todas as empresas que operem em Portugal e não paguem cá impostoslevam com a taxa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. A taxa Obama!!! A taxa Obama vai render milhares de milhões deeuros ao Estado e o nossos recursos vão passar a ser valorizados – por exemplo,os operadores turísticos e de hotelaria estrangeiros que exploram o nosso climavão passar a pagar impostos cá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É de génio ou nãoé? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;(&lt;i&gt;É claro que este segundo passo é algo maior que um passito de coelho, por isso espera certamente o Governo que nós criemos a situação que o torne inevitável. Deixemos aprovar o orçamento e depois toca a exigir que a taxa se aplique a todas as empresas que não paguem cá os seus impostos!&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3088822915513447895?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3088822915513447895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3088822915513447895' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3088822915513447895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3088822915513447895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/primeira-medida-para-resolver-crise.html' title='A Primeira medida para resolver a Crise!'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3465061372528964878</id><published>2011-10-14T21:31:00.003+01:00</published><updated>2011-10-14T21:34:36.346+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa (VI)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;(a terceiracivilização)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Ahh, vamos entãoà parte que nos interessa&lt;/span&gt;.” – o careca começa a ficar impaciente, estou aexceder o tempo combinado, tenho de me despachar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Ultrapassado oMediterrâneo e subindo em latitude, os recursos são progressivamente maisescassos e a agricultura mais limitada. As pessoas vão sendo empurradas paralatitudes mais altas à medida que as civilizações mais a Sul vão atingindo oslimites da sustentabilidade populacional, apesar das medidas de controlo depopulação que criaram; como o clima tem ciclos centenários, elas atrevem-semais a subir na parte quente do ciclo e depois ficam presas nessas latitudes naparte fria. Como assegurar a sobrevivência nas latitudes altas?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Com muitasprivações e muito trabalho, com certeza...&lt;/span&gt;” comentou o ruivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não foi isso queaconteceu, não havia conhecimentos que pudessem ultrapassar as dificuldades pormais trabalho que se aplicasse. A solução foi muitas vezes atacar ou pilhar ospaíses do Sul; depois, quando a navegação possibilitou o acesso por mar àslatitudes mais baixas, alguns procuraram criar possessões no hemisfério sulonde pudessem obter os recursos que lhes faltavam, como os holandeses e osingleses; a pirataria foi outra forma de obter recursos, pilhando os navios daspotências do Sul; mas a pouco e pouco duas formas pacíficas dos países do Norteobterem os recursos que faltavam nas suas latitudes foram encontradas: uma foia prestação de serviços, quer como intermediários no comércio de produtos entreregiões, quer como prestadores de serviços financeiros; a outra foi vendendoaos países do Sul produtos por si manufacturados. Duma e doutra forma obtinhamdinheiro que depois servia para comprar nos países do Sul os recursos,sobretudo alimentares, que lhes faltavam.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;E assim nasceu aterceira civilização, que é a primeira civilização que não se sustenta com osrecursos da mãe natureza...&lt;/span&gt;” comentou o Wolfram, os olhos fixos na distância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Isso mesmo. &lt;b&gt;Umacivilização cuja sobrevivência passa a depender essencialmente da suacapacidade de produzir bens e serviços&lt;/b&gt;. Esta necessidade impele os países doNorte para a industrialização, algo cuja necessidade era muito menos prementeno Sul. Esta terceira civilização tornou-se tecnologicamente muito maisavançada do que as civilizações do Sul, mas não só tecnologicamente: mais umavez, a atitude em relação à sociedade teve de evoluir, o sentido colectivo tevede ser mais pronunciado&lt;i&gt; &lt;/i&gt;– no sul, uma família pode garantir a sua sobrevivênciaa partir de um pedaço de terra, no norte a sobrevivência depende muito mais docolectivo; em consequência, o conceito de família perde outra vez força,nenhuma família pode ser auto-suficiente, há uma interdependência das pessoasmuito mais acentuada&lt;/span&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Sim, fazsentido, isso explica porque uma família nórdica é tão diferente de uma famíliaitaliana&lt;/span&gt;” – comenta o Wolfram de olhos agora brilhantes. O careca tamborila osdedos, continua impaciente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Bom, mas ahistória não termina com o nascimento da 3ª civilização; os bens produzidos anorte ou os produtos alimentares do Sul não têm valor relativo fixo, cada parteprocura valorizar os seus produtos e majorar as suas vantagens; e os países doSul têm vantagem nesta negociação porque os produtos deles são indispensáveisao Norte e o contrário não é verdade. Mas os países da 3º civilização têm umoutro tipo de vantagem que é decisiva. E é com essa vantagem que estamos adominar o Mundo e é através dela que vocês vão ter a mão-de-obra escrava quepretendem nos países do Sul da Europa.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mas que vantagem é essa?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;” – o careca claramente desconfiado da minhasanidade mental.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: 12pt;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3465061372528964878?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3465061372528964878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3465061372528964878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3465061372528964878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3465061372528964878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-vi.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa (VI)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3492226760538933896</id><published>2011-10-14T16:38:00.000+01:00</published><updated>2011-10-14T16:40:30.998+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Há uma Luz!</title><content type='html'>As medidas anunciadas pelo Passos Coelho fizeram-me cair os queixos de espanto; o rol de desgraças que se vão seguir foram-se amontoando na frente dos meus olhos - uma recessão de pelo menos 5% é garantida, os incumprimentos bancários a disparar em flecha, o aumento do desemprego (se o horário de trabalho aumenta 7%, os patrões vão despedir 7% dos trabalhadores, não é? Não se produz mais porque não há mercado, não é por falta de horas de trabalho). &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Mas depois comecei a ver o lado positivo da coisa. Bati com a mão na testa! Genial, sem dúvida&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Não sei se é consciente ou não, mas o certo é que o Passos Coelho aponta o caminho para sairmos deste sufoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de conduzir pessoas a uma situação que não lhes convém consiste em lhes dizer que se está a cuidar delas através da imposição de suaves medidas que as empurram para onde elas não querem - elas estão «doentes» e por isso precisam de «remédios»; as pessoas ficam cada vez pior e o que fazem é ir tomando mais «remédio», não é? o raciocínio das pessoas é simplório; este processo tem de ser lento para que as pessoas se vão adaptando e resignando à sua condição sucessivamente pior. Isto é muito bem conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troika estava a desenvolver um plano destes, um plano que quem seguir os textos do Dr. Jordan compreenderá; suavemente seriamos conduzidos a aceitar como boa uma situação em que ficaríamos todos reduzidos a uma miserável sobrevivência, mão-de-obra barata para as fábricas europeias. Combater este plano de peito aberto é impossível neste país atrasado - pode ser possível para os Gregos, que estão a conseguir sucessivos sucessos nessa batalha - mas não aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Primeiro Ministro encontrou uma solução: &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;se aumentarmos a dose do «remédio», vai-se tornar evidente que não cura mas mata! &amp;nbsp;E ele vai poder dizer à troika: Então? Fomos tão bons alunos! Fizemos tudo o disseram e até excedemos! Como é?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entretanto a solução B se começa a desenhar na Europa, o drama que aqui vai acontecer obrigará à sua rápida implementação. Em meses isto estará resolvido. Ou vai ou racha. Pode ser que rache, mas também pode ser que se resolva e se o Passos Coelho fosse de mansinho de certeza que rachava. Assim, ao menos há uma possibilidade. A ver vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3492226760538933896?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3492226760538933896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3492226760538933896' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3492226760538933896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3492226760538933896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/ha-uma-luz.html' title='Há uma Luz!'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-4650319115093771500</id><published>2011-10-12T18:26:00.002+01:00</published><updated>2011-10-12T18:32:16.121+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa (V)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(a segunda dascivilizações auto-suficientes)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cIUXU56PwPs/TpXK6nL7SjI/AAAAAAAAAXo/iQxXuFOXq3c/s1600/Earthmap720x360_grid.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-cIUXU56PwPs/TpXK6nL7SjI/AAAAAAAAAXo/iQxXuFOXq3c/s640/Earthmap720x360_grid.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A imensa extensão de terreno que o trópico da Capricórnio cruza em África e Ásia determinou o berço da segunda civilização (mapa da &lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1f/Earthmap720x360_grid.jpg"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O único caso em que uma população podia ser sedentária numa zona ondehá Inverno seria quando se estabelecesse nas margens inundáveis de um rio; apenas aí os solos suportavam a agricultura numa época anterior àdescoberta dos adubos porque é o próprio rio que repõe nos terrenos oscompostos de azoto."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Sim, claro, agora que produzimos os fertilizantes em fábricas já nem temos consciência de como a falta de azoto foi uma dificuldade terrível para a agricultura&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;"&lt;/span&gt;... comentou o Wolfram, sempre filosófico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;"Para surgir uma nova civilização seria necessáriauma larga extensão de margens inundáveis, capaz de suportar uma população de dimensãosuficiente. Em África, o Nilo surge como o local mais provável para issoacontecer e aí se desenvolveu o segundo tipo de civilização da Humanidade.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;... Que tambémapareceu noutros lados&lt;/span&gt;”, notou o ruivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sim, na Ásia,onde também existem rios nestas condições; já na América essas condições nãoexistem, pois a norte a zona equatorial prolonga-se pela língua de terreno daAmérica Central e a Sul os rios que saem da zona tropical não possuiriam asnecessárias extensões inundáveis&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Mas mesmo assim desenvolveram-se as civilizações Maia e Inca.&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Foi a resposta possível à pressão exercida pelo excesso de população numa zona de clima ainda tropical e onde a migração não era possível; dependiam de uma agricultura sem adubos,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;logo fraca e baseada em rotatividade de terrenos, e da pesca&lt;/span&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Com a população no limite e sem o escape da migração, o excesso de natalidade ou qualquer perturbação climática tinha de ser compensada com maciços sacrifícios humanos.&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Mas esse tipo decivilização das margens do Nilo ocorreu também em locais muito diferentes, comoCreta e em muitas zonas da costa norte do Mediterrâneo&lt;/span&gt;”, contestou ainda oruivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;“Decerto; uma vezinventada, esta civilização é capaz de se estabelecer em certas zonas que nãoseriam propícias ao seu nascimento. Para nascer, é que é preciso um número elevado de pessoas para que sucessivos pequenos avanços possamser somados; e são muitos esses avanços, tanto a nível de organização comotecnológicos como, e isso é talvez o importante, a nível da atitude perante asociedade, o entendimento de que o interesse individual se tem de subordinar aocolectivo, com reflexos no próprio conceito de família. No entanto, notem queuma civilização deste tipo não se pode estabelecer em qualquer parte, existeuma restrição importante.”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;E qual é?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Todas associedades humanas dos tempos antigos são auto-suficiente&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;s: a sua sobrevivênciadepende só dos recursos próprios da comunidade. A diferença entre elas residena capacidade de gerir recursos, mínima na sociedade equatorial e máxima nassociedades agrícolas&lt;/span&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;E depois essassociedades começaram a comerciar entre si, desenvolvendo a primeiraglobalização”&lt;/span&gt;, acrescentou o Wolfram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Exactamente;esse terceiro passo do desenvolvimento das civilizações foi tornado possívelpelo vasto território onde essas sociedades se puderam estabelecer, ou seja, abacia mediterrânica e a Ásia do Sul e Oriental, zonas com clima suficientementeameno e ricas em água doce. Notem mais uma vez a importância da geografia&lt;/span&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Pois, quase todo o clima temperado se situa no hemisfério norte..&lt;/span&gt;." condescendeu pensativo o Wolfram; talvez esteja a comparar esta possibilidade com outras... quem se sente superior costuma gostar de atribuir essa superioridade aos seus méritos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O comércio introduz algo de muito importante: oacesso pacífico a recursos doutras regiões, como materiais de construção, sal,especiarias, minérios, variedades agrícolas ou produtos manufacturados. Estascoisas não eram indispensáveis a estas sociedades, elas podiam subsistir semelas, mas permitiam-lhes atingir uma qualidade que não atingiriam sem ocomércio&lt;/span&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;A isso se resume a história dascivilizações?&lt;/span&gt;” O careca entre o desiludido e o intrigado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Não; &lt;b&gt;faltaprecisamente a parte que nos interessa&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-4650319115093771500?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/4650319115093771500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=4650319115093771500' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4650319115093771500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4650319115093771500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-v.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa (V)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cIUXU56PwPs/TpXK6nL7SjI/AAAAAAAAAXo/iQxXuFOXq3c/s72-c/Earthmap720x360_grid.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6264637392817262909</id><published>2011-10-10T12:42:00.000+01:00</published><updated>2011-10-10T12:43:13.496+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa (IV)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;(continuação - como o Inverno torna finito o Tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A variação dapercepção do tempo à medida que se sobe em latitude é um aspecto muitointeressante e mesmo um pouco surpreendente.&lt;/span&gt;” Leio interesse nos olhos dos meusinterlocutores, o tempo é algo fundamental nas suas vidas. Continuo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&amp;nbsp;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Como sabem, na zona equatorial os dias sãotodos iguais, apenas a Lua permite definir um período maior que o dia. A vidavive-se no presente e planeia-se ao dia; ao longo do dia há um conjunto detarefas a realizar, mas a escala do planeamento é apenas do dia. O tempo é tão infinito como o oceano. A vida é finita quando se planeia a prazo e quando se medeem anos, mas não quando se mede em dias, pois o número é grande demais para asnossas faculdades de percepção intuitiva.&lt;/span&gt;” Calo-me novamente, percebo que estãoa tentar imaginar a situação, a estimar quantos dias têm uma vida, quantos diasterão ainda as suas vidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Sim,compreendo&lt;/span&gt;”, diz de súbito o ruivo, "&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;é como estar de férias: um mês aqui passaa correr mas um mês de férias na praia ou no campo é tanto tempo que nemconsigo imaginar... duas semanas já me parece uma eternidade.&lt;/span&gt;” Os outros concordam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Bem, jápercebemos que a civilização que se gera numa zona equatorial tem uma dimensãoespacial não superior à centena de pessoas e uma dimensão temporal de um dia.Esta civilização, como qualquer outra, é muito estruturada, com regras bem definidas.&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Sim&lt;/span&gt;” –interrompe o Wolfram, algo impaciente – “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;mas essa civilização só pode ser assimenquanto não há sobrepopulação; ora a população humana cresce; e depois?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O que acontece éque as pessoas vão ocupando o território livre. Vamos pensar no caso de África; ocupada a faixa equatorial, as pessoas vão subindo emlatitude. E então vão encontrar algo novo: o Inverno. Um período de tempo emque a Natureza não garante a sobrevivência. Isto muda tudo.&lt;/span&gt;”&amp;nbsp; A impaciência deu lugar à expectativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Passando ostrópicos, é preciso encontrar forma de ter alimentos no Inverno e soluções para proteger do frio – uma temperatura inferior a 18 ºC émortal para um humano sem protecção. Isto obriga a viver com prazos, comcalendários, com objectivos. &lt;b&gt;&lt;i&gt;O Inverno introduz o conceito de Futuro na actividade diária&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;"&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Ou seja, o Inverno trouxe o stress, que é coisa que quem vive focado no presente não sabe o que seja...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;" &lt;/span&gt;comentou o careca, logo seguido por sinais de viva concordância dos outros.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt; "Sim, isso mesmo",&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e ri-me, sendo acompanhado por eles. Continuei:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&amp;nbsp;"As soluções mais simples para o problema do alimento, como a caça ou a pastorícia, geramsociedades pequenas e nómadas, com baixas densidades populacionais; mesmo asprimeiras soluções agrícolas não permitem a fixação prolongada de populações porque aagricultura esgota os frágeis solos das zonas acima dos trópicos, implicando a necessidade de mudança periódica de local, excepto numúnico caso; e é esse único caso que permitiu que se desenvolvessem civilizaçõescom crescentes escalas de espaço e de tempo.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Ou seja, sem o Inverno,a nossa civilização nunca teria acontecido... portanto, se o Homem tem surgidouns 100 milhões de anos antes, uma insignificância à escala da idade da Terra,no tempo dos Dinossáurios, esta nossa civilização não se poderia ter entãodesenvolvido porque nessa altura não havia Invernos... parece que o Homemsurgiu apenas quando o planeta já estava pronto para o desenvolvimento degrandes civilizações... o Homem surgiu quando tinha de surgir, nem antes, nemdepois... interessante...&lt;/span&gt;”. Esta cogitação do Wolfram gera um franzir desobrolho do careca. Interessante este Wolfram, que sabe que no tempo dos Dinossáurios não havia Inverno e capaz de pensamentosfilosóficos, de pensamentos que não têm directamente a ver com os seusinteresses pessoais. Começo a simpatizar com ele. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Nada de desvioscriativos&lt;/span&gt;” – repreende brandamente o careca – “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;oiçamos o dr. Jordan, quecertamente nos vai mostrar que as sucessivas civilizações são a solução idealpara cada situação climática e geográfica, tal como a tribo é a solução idealpara o clima equatorial; qual é então esse único caso geográfico-climático quenos trouxe até aqui?&lt;/span&gt;” Espertalhão o chefão. “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Boa pergunta!&lt;/span&gt;” pego-lhe napalavra, que traduz alguma impaciência, pelo que remato: “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Uma pergunta cujaresposta nos levará a perceber porque é que estamos aqui a ter esta conversa ecomo é que se resolve o vosso problema.&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6264637392817262909?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6264637392817262909/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6264637392817262909' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6264637392817262909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6264637392817262909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-iv.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa (IV)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2537877454993395375</id><published>2011-10-08T03:30:00.003+01:00</published><updated>2011-10-08T03:30:45.994+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Um Império Europeu à moda dos Incas</title><content type='html'>&lt;i&gt;Sabem como é queos Incas construíram o seu império?&lt;/i&gt; Foi muito fácil; limitaram-se a ir propondoa povos mais pequenos que aceitassem subordinar-se ao Império; se aceitassem,seriam bem tratados (pelo menos os seus líderes); se não aceitassem, levavamporrada. Bastou um ou dois levarem porrada para os outros aceitarem logo. Oresultado final era independente de aceitarem ou não: passavam todos a pagar otributo exigido pelos Incas. Assim construíram um império que se estendia pormilhares de kilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este maravilhosométodo parece ser o que os alemães estão a usar para construir o seu tãoambicionado Império Europeu: primeiro, fecham a torneira do BCE para deixar ospaíses com menos reservas de «água» a morrer de «sede»; depois propõem: “&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;damos«água» se prescindirem da vossa soberania, nos entregarem as empresas públicase reduzirem os ordenados para o nível de sobrevivência das pessoas&lt;/span&gt;, a fim deque as nossas empresas se possam instalar aí e ter mão-de-obra a custo mínimo&lt;/i&gt;.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(notem que esta«água» não custa nada aos alemães, é apenas dinheiro impresso pelo BCE, talcomo o Fed faz nos EUA) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os gregosdisseram “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Vão passear&lt;/span&gt;”. Porrada nos gregos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os líderes Tugasdisseram logo: “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Faça-se a vossa vontade&lt;/span&gt;.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;O plano para ostransportes públicos é flagrante&lt;/b&gt;; só há duas maneiras de gerir transportes públicos: ouem concorrência, abrindo o serviço aos privados, ou através de uma empresapública. Neste caso, o preço dos bilhetes é determinado por forma a que empresatenha prejuízo e tenha de depender do governo para acertar as contas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto tem de serassim porque estas são as duas únicas maneiras de evitar abusos de empresas queexploram algo a que as pessoas não podem fugir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Há uma coisa que&lt;b&gt;NUNCA&lt;/b&gt; se faz: &lt;b&gt;criar um monopólio e entregá-lo a privados&lt;/b&gt;. Óbvio. &lt;b&gt;NUNCA&lt;/b&gt;.Presumir que entidades reguladoras podem controlar os preços é uma utopia. Só aconcorrência pode controlar preços num mercado entregue a privados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;Ora o Governo&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1 – aumenta opreço dos bilhetes para que as empresas de transportes deixem de dar prejuízo;questão: se elas deixam de dar prejuízo, qual é a vantagem de as privatizar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2- o Governo vaifundir empresas criando monopólios; ora isto é contra todas as regras daEconomia desde ela existe&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3 – o Governo nãovai abrir concurso público internacional, vai entregar as empresas monopolistasdos transportes públicos directamente aos franceses; isto não é proibido pelasregras da União Europeia? Os deputados que foram fazer queixa do Sócrates porcausa do Magalhães não estão agora incomodados?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este absurdo sóse entende duma maneira: &lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;estamos a ser Incados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2537877454993395375?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2537877454993395375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2537877454993395375' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2537877454993395375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2537877454993395375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/um-imperio-europeu-moda-dos-incas.html' title='Um Império Europeu à moda dos Incas'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2211488442200499397</id><published>2011-10-07T02:24:00.001+01:00</published><updated>2011-10-07T02:24:44.674+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa (III) (as Civilizações)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(continuação)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Conseguir umasociedade onde uma parte minoritária da população seja escrava e isso seja bemaceite por essa minoria e por toda a sociedade é um problema muito fácil??&lt;/span&gt;”– oWolfram olha-me com ar incrédulo, e fica-se, boquiaberto, à espera de qualqueresclarecimento adicional; o careca contesta: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Não estou a verem parte alguma do mundo civilizado alguém a ter escravos voluntários naactualidade!&lt;/span&gt;”; o ruivo resolve falar também: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Bem, talvez osempregados das fábricas americanas no norte do México... ou os palestinianosque trabalham em Israel...&lt;/span&gt;”. O careca interrompe, impaciente, evidentemente nãogosta de ser corrigido: “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Sim sim, mas os palestianos vivem praticamente numcampo de concentração, não fazem parte da sociedade israelita, não passam demodernos prisioneiros civis de guerra, e o México é um caso de deslocalizaçãomuito especial; nós estamos a falar de escravos integrados na nossa sociedade,algo muito diferente&lt;/span&gt;.” O ruivo cala-se, arrependido de ter aberto a boca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A razão porquenão conhece escravos voluntários na actualidade, no mundo dito civilizado, éporque o facto de eles aceitarem a sua condição faz parecer que o não são; essaé a habilidade&lt;/span&gt;”. Faço uma pausa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“ &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Portanto, elesexistem à vista de toda a gente e ninguém vê... interessante, é isso mesmo quequeremos&lt;/span&gt;!” Um brilho surgiu no olhar do careca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Para percebermoscomo se consegue esse tipo de escravos temos de perceber algumas coisasessenciais da evolução das sociedades... vamos dedicar dez minutos a esseassunto?"&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os três homenstrocam olhares de assentimento. “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Estamos aqui para o ouvir, Dr. Jordan&lt;/span&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vou tentar nãoentrar em detalhes, limitar-me ao essencial, o que não é fácil porque depoisficam sempre coisas por explicar que acabam por gerar dúvidas. Inspiro. Ponho omeu ar professoral, o ar Dr. Jordan nº 1, e começo: - “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sabem porque é que nazona equatorial de África não surgiu nenhuma civilização relevante?&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Deixo a pergunta no ar e fico à espera dumaresposta. Hesitam, finalmente o Wolfram sugere: “&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;A África equatorial é habitadapor povos muito primitivos, uma civilização exige organização, planeamento,pensamento sofisticado&lt;/span&gt;”. Adoro quando oiço ideias simplórias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Pensemos umpouco; quem já esteve nessa zona sabe que para comer basta estender o braço ecolher uma fruta; pode também caçar ou pescar. Não há frio nunca, não é precisoter roupa, nem casa, basta um abrigo para dormir. Ou seja, a sobrevivência estágarantida desde que não se interfira com a Natureza, que tudo providencia. Comoas pessoas não têm objectos de cobiça, não precisam de desenvolver sofisticadascapacidades bélicas; nem sequer o território que ocupam pode ser considerado cobiçávelpois toda a zona é igual ou quase.&lt;/span&gt;” - Verifico pelas expressões que não dissenada que não soubessem já; continuo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A solução óptimapara a zona equatorial é uma organização em pequenos grupos, familiaresessencialmente. Qualquer grande sociedade iria interferir com a Natureza e pôrem risco a sobrevivência, seria uma grande estupidez. A organização familiar etribal é a organização ideal, perfeita, adequada, à zona tropical. Não é umaausência de civilização, é a civilização adequada. Mais do que isso, ela é a base de todas as organizações de maior escala, como veremos, pelo que vamos prestar alguma atenção às suas características.&lt;/span&gt;” - Calei-me, dei-lhes umtempo para interiorizarem. Continuo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Esta&amp;nbsp;organizaçãofamiliar é muito diferente da nossa; ela tem regras e organização, e perceber isso émuito importante. O conceito de família dessa civilização é profundamenteestruturado, tal como as nossas modernas organizações, com espírito de equipa,hierarquia e especialização de tarefas, avaliação, recompensa e punição. Paraalém disso, há uma clara distinção entre os membros da família ou tribo e arestante humanidade, ou seja, a família é uma nação nesta civilização, asoutras famílias são nações estrangeiras&lt;/span&gt;.” Falo lentamente, sei que eles têmpreconceitos a ultrapassar, é preciso dar-lhes algum tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O maisinteressante é que, no fundo, todos os conceitos que aplicamos na modernaorganização já estão presentes nas famílias da zona equatorial; as sucessivascivilizações foram aplicando esses conceitos a escalas cada vez maiores aomesmo tempo que os foram retirando do âmbito familiar e substituindo por outros, como o conceito de «amor». Vejam como o termo «família» é usado paraidentificar os membros de uma organização mafiosa ou os colaboradores de umaempresa – é a extensão do conceito primitivo a outras escalas. Por outro lado, conseguir aintegração da família numa sociedade maior implica não só alterar as regrasdentro da família como alterar a atitude da família com as outras pessoas, sendonecessário esbater essa fronteira para que o sentido colectivo possa emergir;este ponto é da maior importância.&lt;/span&gt;” Percebo pelos olhares virados para dentroque os três homens precisam de algum tempo para meditar sobre o assunto.Aguardo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“ &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Os ciganos,como não abdicam da sua cultura familiar, tornam-se incompatíveis com ascivilizações modernas...&lt;/span&gt;”, um pensamento em voz alta do Wolfram. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Exactamente, emparte pelas regras internas da família e em parte pela sua atitude em relaçãoàs outras pessoas; mas não só os ciganos; como compreenderemos daqui a pouco, a cada civilização corresponde um conceito de família e as duas coisas têm de estar em correspondência ou entram fatalmente em conflito&lt;/span&gt;.”Os olhares estão de novo voltados para mim, posso continuar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;“&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O queessencialmente caracteriza as diferentes civilizações é a escala espacial etemporal a que têm de actuar para garantir a sobrevivência; esta primeiracivilização existe à escala espacial da família e temporal do dia. Já vimos aescala espacial, e encontrámos coisas interessantes; vamos agora prestar atenção à escala temporal&lt;/span&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2211488442200499397?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2211488442200499397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2211488442200499397' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2211488442200499397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2211488442200499397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-iii-as.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa (III) (as Civilizações)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-4595531285779607201</id><published>2011-10-05T23:05:00.001+01:00</published><updated>2011-10-06T11:39:07.112+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Que fazer quando tudo arde</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ana Sá Lopes fez &lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/fazer-quando-tudo-arde"&gt;este editorial&lt;/a&gt; fabuloso no I. Aconselho a leitura, é curto e&amp;nbsp;é um prazer lê-lo (ai, que inveja, não saber escrever assim...). Nele, a autora faz o retrato nu e cru da actual situação. Termina com um aviso muito claro: "&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;qualquer governo que se limite a ser um bom e passivo aluno está a condenar-se e a condenar-nos à forca."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; line-height: 20px;"&gt;Eu acrescento: nós estamos a condenar-nos à forca se nos limitarmos a ser passivos cidadãos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;Sabe-se muito bem qual é a causa e o remédio para a crise; o remédio - suportar as dívidas públicas em obrigações pagas com dinheiro novo (eurobonds) - não está a ser usado de propósito para manter a crise. E isso tem uma finalidade que as medidas pretendidas, nomeadamente a diminuição da TSU, dos ordenados e a entrega das empresas publicas em forma de monopólio a alemães e franceses, aponta com clareza; por outro lado, as únicas medidas que contribuiriam para resolver o problema do nosso lado, ou seja, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;aquelas medidas que diminuiriam o déficit da balança de pagamentos, ou seja, a relação entre o dinheiro que entra e que sai do país, são completamente ignoradas; &lt;i&gt;&lt;b&gt;isto não pode ser por acaso nem por ignorância, só pode ser de propósito.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 20px;"&gt;Há várias coisas que podemos fazer para contrariar um plano que se afigura verdadeiramente tenebroso. E podemos começar já por uma delas: não dar nem um euro a alemães e franceses. Automoveis? Ou Fiat ou de fora da europa - mesmo os SEAT são 100% alemães.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; line-height: 20px;"&gt;Pode parecer-vos insignificante, mas façam lá um esforçozinho e aguardem o resultado... enquanto esperamos pelo Dr. Jordan. Lembrem-se: nem 1 euro para franceses e alemães. Vejam quais são as empresas que estão aí e que são propriedade deles - devem estar nas cervejas, águas, comunicações, turismo e outras coisas. Nem um euro para elas. Pela alminha dos vossos filhos. Vão perceber porquê em breve.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-4595531285779607201?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/4595531285779607201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=4595531285779607201' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4595531285779607201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/4595531285779607201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/que-fazer-quando-tudo-arde.html' title='Que fazer quando tudo arde'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-768595727766562639</id><published>2011-10-03T19:38:00.002+01:00</published><updated>2011-10-03T19:38:42.158+01:00</updated><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa de classes (II)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span style="color: #351c75;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;O que é que nós queremos?&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- O Wolfram repetiu a minha perguntaenquanto consultava os outros com um olhar que interrogava: digo? não digo?Voltou-se então para mim e começou a falar martelando as palavras: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Queremos o mesmoque os nossos concorrentes têm legalmente e que mesmo na Alemanha existe emalgumas áreas: mão-de-obra com custos totais inferiores a 3€ por hora; ou seja,queremos dispor dos chamados escravos modernos mas num contexto legal, estável.Algumas actividades na Alemanha, como a indústria de carnes, pagam 2€ por horaa imigrantes, oriundos doutros países europeus, mas isso é conseguido atravésde processos de tráfico humano e levanta contestação dos sectores ditosprogressistas, não é solução para as nossas empresas de alta tecnologia, queprecisam de trabalhadores satisfeitos com o seu salário de 2 € e num quadrosocialmente aceite, legal e estável.&lt;/span&gt; – declarou o Wolfram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Os senhores querem basicamente que o trabalho escravo seja não só legalcomo socialmente aceite, uma sociedade em que os operários ganhem apenas oindispensável à sua sobrevivência e isso seja considerado normal, correcto&lt;/span&gt; –tentei resumir os objectivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O Wolfram sentiu uma crítica velada na minha frase e apressou-se aesclarecer: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Temos concorrentes que pagam isso e se pagarmos mais os lucros daactividade deixam de compensar, mais vale dedicarmo-nos a negócios de usura.Neste mundo globalizado, nas nossas indústrias de grande mercado, conseguirisso representa para nós a sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Estão bem cientes do seu interesse imediato mas preciso agora de esclarecerse têm um entendimento global do problema. Ocorrem-me duas questões. Lanço aprimeira: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Vocês querem que na Alemanha continue a não existir salário mínimomas a experiência dos outros países europeus mostra as suas vantagens; naInglaterra registou-se uma subida de emprego com a sua introdução. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Isso não é assim tão simples&lt;/span&gt; – discordou veementemente o Wolfram – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;a introdução doordenado mínimo alimenta a economia paralela; as actividades que exigem menoshabilitações passam a ser desempenhadas por imigrantes à margem da lei, aganhar menos do que ganhavam antes os empregados dessas actividades, o quepotencia os seus lucros e abre espaço a novos empregos. O efeito é paradoxal: aintrodução do ordenado mínimo, no fundo, potencia o tráfico humano e é isso quefaz crescer a economia. Para os cidadãos desse país as coisas ficam melhoresporque passam a dispor de escravos. Mas já se sabe que o recurso a imigrantespara trabalho escravo, quer legais como dantes ou ilegais como agora, originagraves problemas sociais a prazo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pois, não são parvos não, estes tipos. Vamos à segunda questão:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sabem que o sonho dos empregadores, da dona de casa ao grande industrial,sempre foi ter pessoas a trabalhar pela sobrevivência, mas depois há um graveinconveniente para os industriais: essas pessoas não alimentam o mercado, nãofazem compras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 3.0pt;"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O Wolfram abana a cabeça em sinal de discordância; esclarece: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;nós sóprecisamos de uma pequena percentagem da população como escravos. Queremos umasociedade com uma pequena base de escravos e uma larga classe média paracomprar os nossos produtos. Ora os políticos andam progressivamente aintroduzir um salário mínimo na Alemanha e estão a avançar com um projectoeuropeu, a prometer uma europa social, com salários mínimos crescentes erendimentos mínimos. Isso é o oposto do que queremos, o custo do operário deveser sempre o custo de sobrevivência e nada de apoios a quem não trabalha porqueessas pessoas nem produzem nem têm o suficiente para serem consumidores. Quemnão produz nem faz compras não tem lugar na economia, pode desaparecer.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Pois, os nossospolíticos andam sempre com ideias utópicas, ignorando as duras realidades dodia-a-dia&lt;/span&gt; – sentenciei banalmente, estimulando-a a continuar, quero ver o fundodo seu pensamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Na América elessempre souberam controlar estas ideias utópicas, é por isso que dominam a listados 100 mais ricos &lt;/span&gt;– alguma inveja na voz do Wolfram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sim, um tiroresolve estes problemas quando a utopia nasce na cabeça de um político isolado;estou a lembrar-me do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Huey_Long"&gt;Huey Long&lt;/a&gt;, com um programa, o &lt;a href="http://www.hueylong.com/programs/share-our-wealth.php"&gt;Share Our Wealth&lt;/a&gt;, aindamais avançado do que o dos líderes europeus actuais. Foi há quase um século&lt;/span&gt;. –O Wolfram fez um sinal de concordância com a cabeça e desabafa: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #741b47;"&gt;Essas ideiasdaninhas têm de ser exterminadas à nascença; o americanos souberam matar ohomem e as suas ideias, nunca mais se ouviu falar delas. Na Europa não podemosusar esse tipo de solução porque seriam necessários muitos tiros, não bastariaabater um político. Persiste o exemplo nefasto dos nórdicos, enquanto eles nãosoçobrarem o seu exemplo irá alimentar essas utopias. Temos urgentemente deencontrar uma solução porque se um tal sistema social se impõe aqui, pode haverum efeito de contágio aos EUA e depois não haverá forma de inverter as coisas &lt;/span&gt;–a testa franzida exprime a intensidade da sua preocupação. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Acho que já ouvitudo o que necessitava. Estes tipos são espertos, é a velha luta de classes mascom uma diferença subtil: estes não querem esmagar a maioria da população, queé o erro que a direita está a fazer nos EUA, um erro fatal numa democraciaesclarecida. Querem uma sociedade de 3 classes: uma classe de escravosminoritária, uma classe média com poder de compra qb e que suporte o sistema, ea sua classe privilegiada, com rendimentos estratosféricos. Eles não perceberamainda mas é isso mesmo que vai acontecer em consequência do tão temido projectoeuropeu que afinal lhes serve às mil maravilhas. Apenas tenho de os aconselhara fazerem aquilo que de qualquer maneira irá ser feito porque é isso o que osjogos de interesses e forças determinam. Ser Filósofo tem esta vantagem: sercapaz de conhecer o Futuro para depois indicar os caminhos para ele, como sesobre ele tivesse poder. É chegada a altura de começar a minha performance:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Na verdade, nãoprecisam de medidas extremas, o vosso problema é muito fácil de resolver, bastaaplicar um método com séculos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-768595727766562639?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/768595727766562639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=768595727766562639' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/768595727766562639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/768595727766562639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/10/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-de-classes.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa de classes (II)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7741139900978440619</id><published>2011-09-29T18:24:00.003+01:00</published><updated>2011-09-29T18:31:26.960+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dr. Jordan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Dr. Jordan e o caso da Europa de classes (I)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;(as aventuras dodr. Jordan são pura ficção, desenhada sobre problemas da actualidade)&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ali estava aesplanada; qual seria a mesa... ahh, aquele tipo acena-me, é ali.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Boas tardes;doutor Wolfram, presumo&lt;/span&gt; – disse, enquanto aceitava a mão estendida daquele tipoalto e magro, procurando reconhecer-lhes as feições. Rosto anguloso, cabelospintados como é típico nos executivos de meia idade, olhos pouco expressivos emuito observadores. Pessoa habituada a mandar, alto quadro certamente. Não, nãoreconheço esta cara, nem a dele nem as dos seus dois companheiros, ambosbastante fortes, um careca, o outro arruivado. Nenhum sinal de simpatia, como éhabitual nos que querem passar a mensagem de que grandes responsabilidades pesamsobre os seus ombros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Boa tarde Dr.Jordan, muito obrigado por ter aceitado encontrar-se connosco. Sente-se porfavor&lt;/span&gt; – disse cortesmente o Wolfram, indicando a cadeira que à sua frente meesperava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sentei-mecalmamente, disfarçando a curiosidade em saber que mistério me tinha calhadodesta vez. É curioso como 93% dos meus clientes pretendem operaçõesinconfessáveis – seria bem melhor que fosse ao contrário mas infelizmenteparece que apenas os que prosseguem escuros interesses são suficientemente inteligentespara me consultarem. C’ est la vie!&amp;nbsp;Esperava que o Wolfram me apresentasse os outros mas nada. Costumocomeçar logo a falar, assumir o controlo da conversa, mas desta vez optei pormanter a matraca fechada e aguardei. O Wolfram chegou-se à frente e falou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Numa conversasobre as dificuldades que atravessamos, alguém referiu que conhecia uma pessoaque poderia ajudar-nos, um filósofo, o Dr. Jordan. Uma espécie de Poirot, com adiferença de que usaria os seus talentos para encontrar soluções para osproblemas e não para desvendar mistérios, o que no fundo é a mesma coisa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sim, é verdade, équase a mesma coisa, há um ponto de partida e um ponto de chegada e queremossaber como se vai de um para o outro&lt;/span&gt; – assenti, reduzindo a este aspecto ascomparações com Poirot. Ainda pensei dizer que os méritos que me atribuemresultam simplesmente da metodologia de conhecimento da Filosofia, quaseignorada desde o advento da metodologia científica. Mas optei por avançar noassunto: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Mas qual é,afinal, o problema?&lt;/span&gt;&amp;nbsp; – displicente mas arebentar de curiosidade, no ar estava a promessa de um desafio à altura dosmeus talentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Como o dr. sabe,o esforço para unir as duas Alemanhas tem sido um pesadelo cuja luz ainda nãosurgiu ao fundo do túnel. Ainda não saímos deste pântano e um novo pesadelo sedesenha já no horizonte: a união europeia! A nossa experiência dolorosa com aAlemanha do Leste vai ser multiplicada cem vezes, vamos ficar atolados emproblemas durante décadas, enquanto o resto do Mundo avança a passos largos.Com certeza que a união europeia será bom para os outros países europeus, maspara a Alemanha é que não é nada bom. Por outro lado, também não podemoscontinuar isolados, não temos dimensão para competir com os EUA, a China, ou asnovas potências da Ásia e da América do Sul. O marco não tem dimensão paracompetir com o dólar, pura e simplesmente&lt;/span&gt;.&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Estou a perceber&lt;/span&gt;– peguei na palavra, a deixa de silêncio isso exigia – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;precisam de uma uniãoeuropeia para terem dimensão mas não querem que essa união se faça à custa dodesenvolvimento da Alemanha. Querem portanto uma solução diferente da que temsido usada com o Leste&lt;/span&gt;... calei-me, o careca parecia querer dizer que não erabem isso, se calhar era ele o chefe do grupo, pôs a mão sobre o braço doWolfram que lhe fez discretamente um sinal de assentimento. O carecarecostou-se, sossegado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Repare dr. Jordan&lt;/span&gt;– recomeçou o Wolfram, com ar de quem vai contar um segredo – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;a Alemanhadesenvolveu um forte estado social, onde toda a gente tem muitos direitos eregalias. Sabia que o custo médio da nossa mão-de-obra é quase o dobro dos EUA?Mas pior que o custo médio é o custo mínimo, o custo dos operários, pois os EUAsão campeões da desigualdade, só ultrapassados pelos países onde ainda hápessoas que nem sabem o que seja o dinheiro. Na reunificação com a Alemanha doLeste estamos a estender este estado social para lá. Agora pense: se vamosfazer o mesmo em relação ao resto da Europa, já viu que a nossa competitividadenas grandes indústrias vai desaparecer? Por agora ainda podemos recorrer àmão-de-obra barata dos países do Sul, mas depois? Uma união europeia bemsucedida acabará com essa mão-de-obra barata. Conhece as disponibilidades demão-de-obra barata que os nossos competidores têm?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Sim, tenho umaideia; os chineses têm ainda uma imensa população rural para tirar da miséria esobretudo sabem como gerir a taxa de câmbio, os países do sudeste asiático e aÍndia tem uma natalidade incontrolável que é um fornecedor ilimitado deescravos, ou seja, de pessoas que trabalham por uma sopa, o Brasil está umpouco como a China, os EUA têm em uma enorme população de pobres que não têmhipóteses de deixar de o ser&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;E não só&lt;/span&gt; –interrompeu-me exaltado o ruivo – &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;os EUA ocuparam o norte do México ondebeneficiam da natalidade descontrolada da população mexicana mas onde podemimpor a organização americana. Como é que vamos poder competir com isto?!&lt;/span&gt;Desabafou, mais ruivas as faces que a barbicha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Então e adeslocalização para fora da Europa? Sugeri, embora já suspeitasse qual seria aresposta; mas há que não deixar pontas soltas.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Fora da Europa?Onde? As nossas fábricas precisam de trabalhadores com alguma especialização emuitas condições, não são criações de frango para instalar em África; e ospaíses onde estes trabalhadores e estas condições existem há muito que abriramos olhos, instalarmo-nos lá é estarmos a cavar a nossa sepultura; veja o casoda China, mais de metade dos lucros das nossas empresas fica lá e estamos aprazo, daqui a uns anos temos os chineses a fazerem-nos concorrência usando onosso know-how, as instalações que lá vamos deixar e a força económica que oslucros das nossas empresas lhes estão a dar.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Ou seja, semmão-de-obra barata a vossa competitividade só pode ser conseguida à custa dasvossas margens de lucro e não por esmagamento dos salários, é isso?&lt;/span&gt; A perguntateria um quê de acintoso para outras pessoas mas eles nem repararam, «esmagaros salários» é a sua preocupação quotidiana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #351c75;"&gt;Claro! Isto assimnão se aguenta, veja que nos 100 mais ricos do mundo não há nem meia dúzia dealemães!&lt;/span&gt; Indignadíssimo o ruivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Bom, mas então oque desejam de mim? Afinal não querem um projecto europeu, também não queremficar isolados... que querem afinal?&lt;/span&gt;&amp;nbsp;Perguntei, não por desconhecer o que elespretendem, que é evidente, e certamente que o vão conseguir; mas percebo queeles precisam de um ouvinte que os ajude a concretizar o plano que já estádesenhado nas suas cabeças; e eu nunca nego ajuda aos poderosos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7741139900978440619?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7741139900978440619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7741139900978440619' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7741139900978440619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7741139900978440619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/dr-jordan-e-o-caso-da-europa-de-classes.html' title='Dr. Jordan e o caso da Europa de classes (I)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6604294928624668845</id><published>2011-09-27T01:23:00.003+01:00</published><updated>2011-09-27T01:52:20.175+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (8)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;A causa técnicada crise&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A presente criseda dívida soberana de alguns países europeus não é como o aparecimento de umtufão, ou uma praga de gafanhotos, fenómenos naturais cujo controlo ultrapassaa nossa capacidade. Nada disso. &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Este é um fenómeno com uma causa bem definida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; everifico que há várias razões para isso, uma boa, as outras más.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Vamos esquecer asrazões e vamos agora ver qual é a causa técnica desta situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um empréstimo éum negócio e como tal as condições acordadas reflectem a capacidade denegociação das duas partes, na ausência de constrangimentos legais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Sabem como é agolpada do cartão de crédito? Ela pode ser realizada de diversas maneiras mas oprocesso consiste em levar o cliente a ficar com uma dívida que não podeamortizar significativamente; a partir desse momento, pode-se subir a taxa dejuro porque o cliente deixou de ter capacidade de negociação; e quanto maisencravado ele estiver, mais se sobe a taxa de juro. Existe um limite legal jáde si exorbitante, mas se não existisse as taxas seriam muito mais altas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Note-se umaspecto importante: da parte do banco não há qualquer interesse em que a pessoapague a dívida, o que o banco quer é manter o cliente eternamente a pagarjuros. Pagar a dívida seria acabar com os ovos de ouro da galinha, ou seja, como pagamento dos juros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No caso dasdívidas soberanas, todos os países a têm e nenhum a pode amortizarsignificativamente com os recursos existentes. Estão em condições semelhantesàs dos clientes dos cartões de crédito que contraem uma dívida que não podemamortizar. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;Então, porque é que apenas alguns países estão a sofrer um ataque àdívida do Estado?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A resposta é que&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;todos os países excepto os europeus podem imprimir moeda; sendo assim, se osjuros subirem, eles têm uma solução: imprimir moeda!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Portanto, eles não estãode facto nas condições dos clientes dos cartões de crédito, porque eles podemimprimir moeda!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Dirão: masimprimir moeda não tem consequências desastrosas, como a desvalorização damoeda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O recente exemplodos EUA é a prova de que não, não é verdade? &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Quantidades astronómicas dedólares têm sido impressas e o dólar parece estar a ... valorizar-se!! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é assimporque o valor da moeda não depende só da sua quantidade, depende da força daeconomia do país. Como as economias crescem, é mesmo preciso imprimir moedapara manter os racios moeda/crédito e para evitar sobrevalorizações da moeda –que desgraçam a competitividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Contrariamente aoque costuma dizer-se, a desvalorização da moeda não é necessariamente má – umamoeda sobrevalorizada significa que as empresas terão de obter ganhos decompetitividade à custa dos ordenados, logo implica redução de ordenados. O euro está sobrevalorizado por razões que só interessam à Alemanha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;oassalto às dívidas soberanas dos países europeus vai continuar enquanto não existirem eurobonds suportados por dinheiro novo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Por mais medidas que se tomem para reduzir a taxa de crescimento dadívida, nada se alterará, porque a dívida, maior ou menor, permanecerá. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Em 2013, em Portugal,faça este governo o que fizer, o problema dos juros da dívida estaráexactamente na mesma se o BCE não fizer como os EUA.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas o BCE não vaifazer por várias razões, a primeira sendo que a actual situação convém àAlemanha: a Alemanha tem um alto saldo da balança de pagamentos com os outrospaíses europeus, tem sempre euros a entrar, é como se estivesse a imprimireuros; mas se por acaso o problema chegar à Alemanha, nesse dia teremos o BCE aimprimir euros e os eurobonds a circular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os gregos jáperceberam isto muito bem; cá, temos um governo que não quer eurobonds, o únicomecanismo que poderia resolver o problema; portanto em 2013 a situação seráapenas muito pior do que agora porque estaremos todos a ganhar muito menos, commuito menos direitos, e a pagar muito mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Não acreditam emmim? Então vejam &lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/09/12/opinion/an-impeccable-disaster.html?_r=4&amp;amp;scp=2&amp;amp;sq=krugman&amp;amp;st=cse"&gt;aqui&lt;/a&gt; a opinião de um conceituado economista americano, publicada no NewYork Times.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6604294928624668845?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6604294928624668845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6604294928624668845' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6604294928624668845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6604294928624668845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-8.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (8)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6820742076890830617</id><published>2011-09-22T23:43:00.000+01:00</published><updated>2011-09-22T23:43:28.223+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A Piscina</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Os telejornais dehoje tinham uma notícia que fez as alegrias dos media: imaginem que o AlbertoJoão gastou parece que 2 milhões de euros numa piscina no Curral das Freirasque raramente funciona!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Haverá melhorexemplo da má gestão da Madeira? Pode o dinheiro ser mais mal gasto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Eis aqui um ótimoexemplo da nossa ignorância do Jogo da Economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Ora reparem; aComunidade Europeia comparticipa este tipo de obras em qualquer coisa como 75%(não sei ao certo como foi neste caso, mas deve ter sido algo como isso), ouseja, 1,5 milhões de euros. Portanto, o Alberto João investiu 0,5 milhões deeuros, que não foi um gasto porque serviu para pagar o trabalho de madeirenses,foi só uma circulação de dinheiro, e recebeu 1,5 milhões vindos do estrangeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Comocompreenderão, isto equivale a investir 0,5 milhões de euros a fabricar umproduto que se exportou por 2 milhões – uma rentabilidade de 400%&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O orçamento daMadeira gastou 0,5 milhões e recebeu 1,5 milhões, logo ganhou 1 milhão de euros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Na verdade,ganhou mais, porque quem fez o trabalho pagou impostos e se não tivesse tido otrabalho talvez tivesse recebido subsídios de desemprego.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;A piscina nãofunciona? Ótimo, assim não tem custos de manutenção. Claro que se for possívelencontrar utilidade para piscina, melhor, mas se não for não faz mal – apiscina foi um excelente negócio para a Madeira e para o país. Agora, até podeser demolida, é como se tivesse sido exportada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Sei que isto podefazer confusão. Vivemos numa era de abundância, as regras deste jogo económicojá não são as dos tempos de carência, não visam aumentar a produção, visamdisputar a abundância; quem não souber jogar este jogo fica sem nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6820742076890830617?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6820742076890830617/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6820742076890830617' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6820742076890830617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6820742076890830617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/piscina.html' title='A Piscina'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6770251735988317988</id><published>2011-09-19T17:23:00.002+01:00</published><updated>2011-09-19T17:24:00.601+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (7)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;strong&gt;Nos países soberanos não há empresas com sede no estrangeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;A China atraíu o investimento estrangeiro mediante a oferta de custosmuito baixos, conseguidos através duma inteligente utilização do câmbio e demão-de-obra barata; mas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;as empresas estrangeiras que quiseram operar na Chinativeram de constituir empresas em que pelo menos metade do capital é chinês eaceitar um prazo para a sua actividade na China&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Exemplifiquemos com a Volkswagen; para se instalar na China, teve defazer empresas com os chineses em que pelo menos metade do capital é chinês –vamos assumir que é exactamente metade, por simplicidade. Para a China,conseguir essa metade do capital não foi problema: &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;elesimprimem o seu dinheiro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;, não é verdade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;As fábricas da Volkswagen na China geram gandes lucros; uma parte vaipara impostos, suponhamos 20%; do restante, metade fica na China, corresponde àsua comparticição na empresa, e a outra metade vai para a Alemanha. Portanto, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;aChina fica com 60% dos lucros – enriquece&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Em consequência deste enriquecimento, os ordenados sobem e o nível devida dos chineses sobe. Os trabalhadores chineses, que começaram com saláriosde escravo, isto é, salários que só davam para a sua alimentação, foram subindode nível de vida e hoje já se recusam a trabalhar pelo ordenado que actualmenteganha um trabalhador português. A Autoeuropa vai produzir Sharons para exportarpara a China porque &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;já dá mais lucro à Volkswagen produzir em Portugal paraexportar para a China do que produzir na China&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Imaginemos agora que o governo chinês não exigia a metade do capital;este seria todo dos alemães e, em consequência, os lucros da Volkswagen iriaminteiros para a Alemanha, onde está a sede da empresa. A China não enriquecerianada com a Volkswagen, apenas receberia os ordenados de escravo dos empregadosda Volkswagen; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;os ordenados de «escravo» perpetuar-se-iam&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Como estamos a perceber, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;possuir ou não parte do capital duma fábricaestrangeira faz toda a diferença.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Por outro lado,&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt; as empresas estrangeiras instaladas num país, impedem odesenvolvimento do país na área onde actuam devido à concorrência desigual queestabelecem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Temos um exemplo claro e recente no nosso país: enquanto as empresasestrangeiras de calçado cá andaram, a nossa indústria do calçado não saíu dacepa torta; assim que elas se foram embora, a nossa indústria cresceuexponencialmente, apesar de continuar a ter condições de mercado interno muitomais adversas do que as suas concorrentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;É por isso as empresas que se queiram instalar na China têm apenas umalicença a prazo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: a Volkswagen só pode ficar na China até 2030. Depois de 2030,a China terá já todo o know-how necessário ao fabrico de automóveis e ainda asfábricas, organização e infraestruturas deixadas pelos alemães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;Este esquema não é uma invenção da China – é assim em toda aparte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. No Brasil ou em Angola também não entra nenhuma empresa que não sejaparticipada por brasileiros e angolanos. Nos EUA, acontece o mesmo. AVolkswagem quis ter lá uma fábrica dela; teve de a fechar e desde então pareceque nem 1 volkswagen se vende nos EUA porque a forma de correr com a Volkswagenfoi convencer os americanos de que os seus carros não prestam – é para isso queservem as ASAE em todos os países do mundo excepto Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Nos países soberanos, muito ou pouco desenvolvidos, não se instalamempresas com sede no estrangeiro, porque tais empresas delapidam o país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;No post anterior desta série eu disse que já não há multinacionais;agora parece que estou a dizer que há; como é afinal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;A resposta é que já não há multinacionais na Europa! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Nos países soberanos não há empresa que não seja participada por essepaís; e a razão é clara, empresas estrangeiras delapidam o país e impedem oseu&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;desenvolvimento a prazo; mas nospaíses periféricos europeus, nos PIGS, isso acontece!!! &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;As empresas alemãs efrancesas instalam-se nos PIGS sem quaisquer contrapartidas – pelo contrário,ainda recebem benefícios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;A consequência está à vista: os PIGS estão cada vez mais pobres, o quetem sido mascarado com o endividamento crescente. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O dinheiro que tem sidoemprestado aos PIGS é o dinheiro que a estes foi retirado pela Alemanha etambém França, como veremos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Agora, esta dívida é-lhes cobrada com usura e osPIGS vão ficar sem anéis e sem dedos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Sabem porque é que a Madeira que tem tanto turismo não é económicamenterentável? Porque as cadeias de hoteís que lá operam, bem como as agências deviagem, são quase todas não-madeirenses e os lucros da actividade turística daMadeira vão beneficiar outros. &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;O nosso Sol é o nosso petróleo e deixamos asempresas estrangeiras virem cá explorá-lo pagando apenas os ordenados dos trabalhadores!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Não precisava de ser assim, nos outros países isto não acontece, &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;há soluções&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;,como veremos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6770251735988317988?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6770251735988317988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6770251735988317988' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6770251735988317988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6770251735988317988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-7.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (7)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3892254338598408069</id><published>2011-09-15T17:13:00.000+01:00</published><updated>2011-09-15T17:15:52.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O árbitro Obama apitou</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Franceses e alemães apressavam-se a pressionar os gregos – &lt;em&gt;ou lhesentregam as suas empresas públicas ou saem da Europa&lt;/em&gt;. A saída da Europa é sópara assustar, é claro, tomar conta das empresas públicas da Grécia e Portugalurge, isso é indispensável ao “esquema de cantina” que se pretende aplicar. Eurge no caso de Portugal porque, como os economistas americanos, aqueles que hámais de uma década vêm expondo todas estes acontecimentos e que estão pordetrás de Obama, já tinham avisado, Portugal tem uma escapatória através doBrasil e de Angola. O Brasil e Angola já entraram na privatização do BPN, oLula já foi a Portugal, o BRIC já se vai reunir, há que andar depressa, não deixar o Brasil e Angola pôrem a mão nas empresas públicas portuguesas ou o «esquema de cantina»vai por água abaixo. Quanto à Grécia, com o seu PIB que é 1,7 vezes oPortuguês, são precisos pelo menos 3 anos de profunda recessão para&amp;nbsp;a colocarao nível adequado à aplicação do esquema, e isso exige pôr a Grécia a ferro afogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;(pensam que os 7% de recessão na Grécia são um “acidente”, um resultadoindesejável? Se assim fosse, a troika estaria muito preocupada e a propormedidas de correcção, não é? Eles não estão em constante fiscalização, a proporconstantemente novas medidas “para garantir que estes países conseguem pagar assuas dívididas”?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como poderiam ficarindiferentes a tamanha recessão? Serão burros? Claro que não, sabem muito bem oque fazem. A a recessão grega não é um acidente, é um objectivo; e para o anovai ser pior porque o PIB grego tem de cair pelo menos 30% antes de se poder«comer» a Grécia…)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #0b5394;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Merkel e Sarkozy marcam um comunicado conjunto para o dia 13; umcomunicado de importância fundamental, o aviso solene e final à Grécia,anunciado com o devido espavento; mas o &lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article750725.ece"&gt;Obama entra em cena&lt;/a&gt; e declara: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;ospaíses europeus com excedentes comerciais têm de resolver rapidamente a criseeuropeia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; O tão anunciado comunicado conjunto franco-alemão evapora-se. &lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Obama éo árbitro do jogo e apitou, marcou falta à Alemanha e à França. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;No dia 14 a Merkel já vem mansinha dizer que nem pensar em a Grécia sair daEuropa; o spread do empréstimo a Portugal (mais de 2%! Quem pode ter dúvidas deque esta «ajuda» é maquiavélica??) desaparece; Durão Barroso diz que a Comissãovai avançar com propostas para os eurobonds. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Franceses e alemães vão ter de fazer novos planos. Para nós, das duasuma: ou este governo está a fazer o jogo franco-alemão, e nesse caso iráacelerar as «privatizações» para mãos francesas e alemãs, ou não está, e irácomeçar a protelar esse tipo de medidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-style: italic;"&gt;Um detalhe: os irlandeses não pagavam este spread; sabem porquê? Porquesão «brancos» e aos brancos não se aplica o «esquema de cantina»; o problemairlandês é para resolver mesmo, o nosso e o grego não são para resolver, sãopara agravar até que ficarmos no limiar de sobrevivência e completamentedependentes de franceses e alemães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3892254338598408069?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3892254338598408069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3892254338598408069' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3892254338598408069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3892254338598408069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-arbitro-obama-apitou.html' title='O árbitro Obama apitou'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3172386032688434487</id><published>2011-09-13T03:26:00.000+01:00</published><updated>2011-09-13T03:26:08.220+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (6)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;Já não há multinacionais&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O grande inconveniente do sistema capitalista é que quem é mais ricotem mais capacidade de enriquecer; diversas medidas foram tomadas para obviar aeste problema. Uma das brilhantessoluções introduzidas foi a criação das sociedades anónimas, empresas cujocapital podia estar distribuído; toda a gente poderia ser sócia duma grandeempresa e beneficiar da capacidade de enriquecimento que a dimensão dá atravésda distribuição de dividendos e da valorização da empresa, traduzida na suacotação em bolsa; a possibilidade de pessoas de qualquer país poderem ter acçõesde qualquer empresa tornaria a economia global, acabaria com as lutas entrepaíses porque os interesses das pessoas seriam transversais à sociedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta ideia cedo começou a ser desvirtuada; &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;o ser humano tende semprepara o seu interesse particular imediato, que não é o objectivo do jogo daeconomia nem de qualquer jogo; os jogos têm sempre um objectivo colectivo - é por isso que são inventados, são uma forma de sobrepôr o interesse colectivo ao individual, indispensável ao progresso da sociedade humana - &amp;nbsp;mas oshumanos fazem «batota» sempre que podem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Os humanos usam, tanto quanto podem, ojogo da Economia, concebido para fazer evoluir a sociedade humana, para o seuobjectivo individual de enriquecimento, poder, protagonismo. Qualquer jogojogado por humanos carece de constante fiscalização, de árbitros, polícia ejustiça, que o mantenham a correr de acordo com as regras e objectivos, comoacontece com o futebol; porém, no que se refere à economia, isso tem sido malconseguido e os «batoteiros» dominam o jogo – tanto os «batoteiros» individuaiscomo os «batoteiros» a outras escalas – por exemplo, à escala dos países.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os grandes accionistas das empresas cedo descobriram queaumentavam os seus ganhos pessoais usando o dinheiro dos lucros não para pagardividendos mas na na forma de brutais ordenados pagos a si próprios, atravésdos lugares que a sua posição de accionista lhes permitia ter. As acções, porseu lado, em vez de valerem em função dos dividendos, passaram a ser bilhetespara o casino da bolsa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com a globalização, os países entraram em competição entre si;naturalmente, as políticas anti-monopólio anteriormente usadas para manter asociedade num desenvolvimento equilibrado perderam o sentido – com aglobalização a aposta dos Estados passou a ser ter empresas tão grandes quantopossível para conquistarem o mercado mundial. Os campeões das políticas“anti-trust”, os EUA, declararam o fim destas políticas. Os países entraramverdadeiramente em guerra, agora uma guerra económica, e por isso querem que as suas empresas sejam o mais forte possível&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nesta guerra entre países, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;as grandes empresas deixaram de ser«multinacionais»; passaram a ter um dono, uma pátria, para onde os seus lucrossão desviados. A Volkswagen não é do senhor A ou B, é dos alemães, a Fiat éitaliana, a Telefónica é espanhola, etc, etc&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Podem existir participações de umpaís em empresas doutro país apenas enquanto existir perpectiva de isso servirpara adquirir essa empresa – os italianos na Galp, por exemplo – ou entãoquando dois países decidem cruzar as suas participações em duas grandesempresas, numa política de alianças que de algum modo corresponde ao casamentoentre princípes da Idade Média.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O fim da ideia domultinacionalismo empresarial corresponde na verdade ao fim de uma ideia deglobalização da economia a à passagem para o seu oposto, para uma guerra económica global; asempresas deixaram de ser «globais» em relação a quem delas beneficia mas, aocontrário, passaram a beneficiar especificamente este ou aquele país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um caso interessante é o BIC; é Português? Angolano? Brasileiro? Temcapital das 3 origens e a sua pátria é… a língua portuguesa. O que tem deinteressante, para mim, é que aponta uma possível saída para a nossa situação,antes a pátria da língua do que pátria nenhuma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O facto de a bolsa estar a cair não é nenhuma surpresa; por um lado,aplicar os capitais nas dívidas soberanos é o negócio do momento, já não é abolsa; mas por outro lado a bolsa cai porque os «países» vendem as acções quetêm nas empresas onde não há perspectivas de posse para aplicar o dinheiro ondeisso é possível, nomeadamente através do recente processo de «privatizações»das empresas públicas dos PIGS.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;As ditas «privatizações» mais não são do que aquisições de empresas deserviço público de um país por outro país. A «privatização» da EDP é apenas anacionalização da EDP pela Alemanha. Ou seja, a EDP vai deixar de serportuguesa e vai passar a ser alemã.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Da mesma maneira, a «privatização» dos transportes públicos em Portugalmais não vai ser do que a sua nacionalização pela França.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem agora no seguinte: os transportes publicos davam prejuizoporque o Estado impunha tarifas baixas; se o Estado permite tarifas altas,passam a dar lucro; enquanto forem empresas publicas, a diferença entre umacoisa e outra é que no primeiro caso os custos dos transportes públicos sãosuportados também por pessoas que os não utilizam e no segundo recaemexclusivamente sobre os utilizadores, mas em qq caso, o seu saldo ou déficit éintrínseco às contas do Estado Português, ou seja, os portugueses pagam pelostransportes públicos exactamente o que eles custam. Agora, se vão ser entreguesaos franceses, com tarifas altas para dar lucro, os portugueses vão andar apagar os transportes publicos para dar lucro aos franceses!!!! Os transportespúblicos vão sair mais caros aos portugueses; isto não é completamenteestúpido???? Não é «hipotecar o futuro dos nossos filhos»? Pior: vão fundir as empresas de transportes publicos numa única, criando um monopólio para ser entregue aos franceses!!! As pessoas ou pagam o que eles quiserem ou trazem o carro e pagam parque o dia todo!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este não é certamente o caminho que nos interessa; somos tão capazes degerir redes de transportes publicos como os franceses, não há razão nenhumapara lhes entregarmos os nossos transportes publicos. Mais vale fazermos uma«vaquinha» com brasileiros, angolanos, moçambicanos, cruzarmos participações,eles participam nos nossos transportes e nós nos deles. Mais vale seguirmos oexemplo do BIC. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, compreendamos: &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;o que está em causa com o dito processo deprivatizações em curso não tem nada a ver com privatizações, tem a ver com anacionalização das nossas empresas públicas pela França e Alemanha. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto não sucede por acaso, não é ditado por simples razões económicas,&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;há uma razão profunda para esta ânsia que os franceses e alemães exibem paranacionalizarem as empresas públicas dos PIGS&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;; não é óbvio que esta insistêncianas «privatizações» das empresas de serviço público tem «água no bico»? &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O que éque eles querem realmente com estas «pseudo-privatizações» que não passam denacionalizações mascaradas?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(ainda não foi agora que revelei o plano desses artistas que querem pôra nossa bandeira a &lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/economia/article750725.ece"&gt;meia –haste&lt;/a&gt;, convencidos que estão que já somos só“meio-país”, a outra metade já é deles; um pouco mais de paciência, é que temosde compreender muito bem a tramóia toda)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3172386032688434487?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3172386032688434487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3172386032688434487' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3172386032688434487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3172386032688434487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-6.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (6)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6395517595609637976</id><published>2011-09-02T12:51:00.000+01:00</published><updated>2011-09-02T12:51:36.649+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (5)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O que até as porteiras em França sabem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Imaginem um casal de agricultores; têm uma pequena quinta, árvores defruta, hortícolas, cabras. Todo o ano trabalham na quinta. Têm algunsutensílios e uma carrinha que compraram a crédito. Consomem parte do queproduzem, outra parte vendem. Compram adubos, medicamentos para eles e para osanimais, produtos alimentares que não produzem, roupa, têm despesas com acarrinha, pagam electricidade e água, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O resultado do seu trabalho, de todo o seu trabalho, incluindo asreparações na casa, a valorização que pode ter ocorrido da quinta, correspondegrosso modo ao conceito de PIB; a diferença entre o que venderam e o quepagaram corresponde grosso modo ao saldo da sua balança de pagamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Suponhamos agora que eles precisam de comprar um pequeno tractor e vãoao banco pedir um empréstimo; em que é que se baseia o banco para conceder ourecusar o empréstimo? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No valor do seu PIB?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na dívida que eles ainda têm para pagar dos empréstimos anteriores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A primeira coisa que interessa ao banco &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;é o saldo da sua balança depagamentos mais a valorização da sua propriedade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;; se a soma das duas coisas énegativa, ou seja, se a propriedade se desvalorizou e o saldo é positivo masmenor que a degradação da propriedade, ou se a propriedade se valorizou mas osaldo é mais negativo do que a valorização, ou se ambas as coisas sãonegativas, sem perspectivas de se tornar positiva nem mesmo com o novo tractor,a resposta é negativa, qualquer que seja o montante do PIB e por mais insignificanteque seja a dívida anterior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto é exactamente o que se passa com a economia dos países. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;O montante da dívida pública é irrelevante em si mesmo; o que conta é acapacidade do país em produzir riqueza que chegue para pagar os seus juros; ouseja, o que conta é, grosso modo, o saldo da balança de pagamentos adicionado àvariação do PIB&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se um país tem um saldo da balança de pagamentos negativo e um PIB quenão cresce, evidentemente que está a empobrecer, logo não vai conseguir pagaras suas dívidas. Não interessa se as dívidas são muitas ou poucas, ele não vaiconseguir pagar os juros da dívida que tem, pelo contrário, vai precisar depedir mais dinheiro emprestado para tapar o seu saldo negativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora Portugal tem um saldo da balança de pagamentos altamente negativo eum PIB que não cresce; evidentemente que não vai poder pagar as suas dívidas,nem a pública nem a privada. Não interessa para nada se a dívida é grande oupequena, a única coisa que interessa é saber se a economia tem um desempenhopositivo ou negativo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Daqui é fácil concluir que é completamente indiferente que a dívidapública cresça 5 % ou 1% ou diminua; &lt;b&gt;enquanto o desempenho da economia fornegativo, não há mais empréstimos!&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Suponhamos agora que se descobre petróleo na costa portuguesa e queisso perspectiva que a balança de pagamentos se torne altamente positiva; comoé evidente, não faltará quem queira emprestar dinheiro ao estado, não interessaqual seja o valor da dívida pública. Como vêm, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #134f5c;"&gt;o montante da dívida pública, porsi só, é irrelevante.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Suponhamos que passamos dois anos a apertar o cinto, que o Estado vendeas empresas públicas todas, despede os boys todos, fecha os centros de saúdetodos, vende a Madeira aos espanhóis e os Açores aos americanos, e com issotudo consegue o feito impensável de reduzir a dívida pública a metade; comoreagirão os mercados? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Aumentando os juros porque o resultado disso é que a economia do paísficou pior, o país desvalorizou e o saldo da balança de pagamentos só seagravou pela certa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, a única coisa que vai fazer diferença daqui a dois anos não ése o governo cumpriu ou não as metas do déficit público; o que vai fazer adiferença é se o país se valorizou (aumentou o PIB) e se o saldo da balança depagamentos está positivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora nada disso vai acontecer com as actuais medidas. E isto qualquerporteira em França sabe. Em França e em qualquer parte do mundo. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;Toda a gentesabe que o que conta é se se produz mais do que se gasta ou não&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. É por isso queos franceses, ou os alemães, ou os ingleses, querem saldo positivo nas contasda sua região, é por isso que são altamente regionalistas e tomam as medidas queforem necessárias para o conseguir. &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;E desprezam aqueles, como os Portugueses,que o não fazem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas, dirão vocês, se o Estado cortar as suas despesas e aumentar assuas receitas, fica em condições de pagar a dívida pública; então porque hão-deos juros continuar a subir? Qual é o problema?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Reparem no seguinte: se a balança de pagamentos é deficitária, a dívidado país tem de aumentar; mas quem vai emprestar dinheiro à banca de um paísdeficitário? A banca vai ter grandes dificuldades de crédito, como está a ter;então, vai dar menos crédito; ora se a balança de pagamentos está negativa éporque pessoas e empresas estão a viver do crédito e, reduzindo-se este, vãofalir. Então, o desemprego vai aumentar, estoirando com as contas da segurançasocial, e as pessoas vão deixar de pagar os empréstimos que contraíram, o quesignifica que a banca vai falir; de repente todos os empréstimos às empresas,para compra de habitação, para compra do carro, etc, vão passar a «activostóxicos», vão dizer que a culpa é da ganância dos banqueiros e com isso vãojustificar a falência generalizada da banca nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com o saldo da balança de pagamentos negativo, o país inteiro vaifalir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas se assim fosse, perguntam vocês desconfiados, então porque é queestão a tomar estas medidas? São todos ignorantes? Não sabem o que andam afazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Claro que sabem! Sabem desde que a União Europeia foi criada, &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;i&gt;estedesígnio estava traçado desde o primeiro momento, como os economistas fora daEuropa se têm fartado de dizer&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O que agora estão a fazer é apenas a executar afase final do maquiavélico plano&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #134f5c;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; que compreenderemos claramente no próximopost.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-6395517595609637976?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/6395517595609637976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=6395517595609637976' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6395517595609637976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/6395517595609637976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-5.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (5)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2504800982699299138</id><published>2011-09-01T14:03:00.000+01:00</published><updated>2011-09-01T14:49:58.086+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (4)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;A escravatura moderna&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nos postanteriores fomos dando pinceladas no quadro da escravatura; vejamos agora comoficou a nossa pintura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Definimos&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;i&gt;“escravo” como a pessoa que trabalha a troco da sobrevivência&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, expurgando adefinição de conceitos acessórios como o uso da violência, meros instrumentospara atingir para atingir esse objectivo económico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nas latitudesmédias, a sobrevivência sempre foi algo que exigiu bastante esforço devido àscondições climáticas; por isso não admira que nas grandes civilizações dopassado não tenho sido necessário grande violência para fazer as pessoastrabalharem pela sobrevivência – apenas em vez de trabalharem para elespróprios, trabalhavam para outrem. A época dos caçadores-recolectores já tinhaterminado, a sobrevivência exigia a agricultura. De certa forma, os humanos daeuropa já estavam «domesticados», usando uma ideia do &lt;a href="http://em2711.blogs.sapo.pt/1497764.html"&gt;Manuel Gouveia&lt;/a&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Já com osafricanos ou com os índios a questão foi diferente: a sua sobrevivência nãoresultava do trabalho agrícola, e ser escravoimplicava fazer uma coisa – trabalhar - que não pertencia à sua cultura nem eraconsiderada digna. O uso e abuso da força foi a solução para domar esseshumanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Com a proibiçãodo uso da violência, a solução para obter escravos foi procurar pessoas abaixodo limiar de sobrevivência e oferecer-lhe esta a troco de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, ométodo ideal para obter escravos é recorrer a pessoas sem recursos parasobreviverem, pois estas agradecem a possibilidade de serem escravos, nosentido acima definido. &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Naturalmente que o pagamento nunca pode passar do nívelde sobrevivência, pois se isso acontecer as pessoas começam a ter poderreivindicativo e a exigir melhor pagamento; nos processos de escravatura há uma estratégia definida para garantir que isso não acontece.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O desenvolvimentoindustrial criou uma nova dificuldade: as pessoas tinham de ter recursos paracomprar os bens produzidos, logo não podiam ser escravos, tinham de ganhar maisdo que o necessário à sobrevivência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A solução foi irbuscar pessoas a locais onde a sobrevivência não estava garantida. Nascia aImigração promovida pelos governos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A necessidade de pressionar o desenvolvimento das sociedades levou àtomada de medidas igualitárias, como o estabelecimento do ordenado mínimo; estetinha de acompanhar o enriquecimento da sociedade, não era o ordenado doescravo. Os imigrantes deixaram de poder ser escravos. Acabou a imigraçãolegal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se já não era possível ter escravos no próprio país, a solução teria deser a deslocalização das fábricas – que teriam de ir para as zonas ondeexistiam pessoas sem condições de sobrevivência e aí aplicar estratégias quenão dessem outra alternativa às pessoas que não fosse trabalhar pela merasobrevivência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta é uma solução fácil para pequenas empresas e tem sido amplamenteutilizada nos países em vias de desenvolvimento; por exemplo, no Brasil, cercade &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_moderna"&gt;20 000 pessoas foram retiradas pelas autoridades&lt;/a&gt;, na última década e meia,de esquemas destes; em todo o mundo existem dezenas de milhões de pessoas em trabalho escravo, a grande maioria sendo a consequência directa e necessária duma natalidade descontrolada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, as grandes fábricas são grandes investimentos e que carecem deuma logística complexa; nas zonas tão atrasadas que não conseguem garantir asobrevivência da sua população, essas condições não existem normalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Surgiu então uma oportunidade única: mercê de um engenhoso, genial,corajoso sistema económico, com dupla moeda e câmbio gerido internamente, umsistema que o ocidente não parece ter compreendido (ou finge não compreender) e que exporei se tiveroportunidade, a China conseguiu reduzir os custos de produção em moedaocidental para muito menos de 1/10 – uma redução “artificial” porque decorrentedo processo cambial, não representativa do nível de vida que foi assegurado aoschineses. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A China foi um el-dorado para as fábricas; mas um el-dorado a prazo. Oprojecto da China visa o desenvolvimento da China, os chineses fazem as regrasque lhes convêm, (tal como os americanos, os alemães e os ingleses), não andama reboque dos interesses dos outros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, por exemplo, a Volkswagen, que tem um enorme investimento naChina, &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;teve de formar empresas em que a maioria do capital é chinês e queterminam em 2030&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Doutra forma não punha o pé na China.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Esta gestão inteligente dos interesses chineses produziu um enormedesenvolvimento da China que tornou esse sistema de duplo câmbio obsoleto; osordenados estão a subir rapidamente e os gestores da Volkswagen espremem asmeninges à procura de uma maneira de encontrar mão-de-obra ao preço dasobrevivência. Não é fácil, porque todos os países com organização suficientepara suportar uma indústria automóvel visam o seu desenvolvimento, o quesignifica que os ordenados crescem, e rapidamente se afastam do mínimo desobrevivência; é o que acontece no Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os EUA resolveram este tipo de problema instalando as suas fábricas nonorte do México; devido à falta de controlo da natalidade, o México parece seruma fonte de mão-de-obra ao custo da sobrevivência que tão depressa não seesgotará; ao instalar as suas fábricas junto à fronteira americana, os EUA comoque criaram aí uma zona que funciona segundo a sua organização mas dispondodessa mão-de-obra barata oriunda doutras zonas do México.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Notem que os EUA não estão a explorar os mexicanos; se existemmexicanos dispostos a ser escravos, a responsabilidade é dos própriosmexicanos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Europa não tem hipóteses de uma solução deste tipo, pelo menosenquanto as pessoas dos países vizinhos tiverem uma cultura diferente; entãocomo podem as empresas alemãs conseguir mão-de-obra ao preço da sobrevivência,isto é, escravos para as suas fábricas, numa solução em que a situação deescravatura se prolongue no tempo, de forma estável, como acontece com asolução americana?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Agora temos quase todos os elementos para compreendermos a estratégia franco-alemã; só falta uma coisa, aquilo que até as porteiras em França sabem; é issoque veremos no próximo post.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2504800982699299138?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2504800982699299138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2504800982699299138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2504800982699299138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2504800982699299138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/09/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-4.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (4)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-1706079460348509890</id><published>2011-08-30T17:10:00.000+01:00</published><updated>2011-08-30T17:10:21.084+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (3)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-I0ZdHyVQQtY/Tl0C7NsNVrI/AAAAAAAAAXk/hPWJtCf8gXY/s1600/445px-Jean-L%25C3%25A9on_G%25C3%25A9r%25C3%25B4me_001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-I0ZdHyVQQtY/Tl0C7NsNVrI/AAAAAAAAAXk/hPWJtCf8gXY/s320/445px-Jean-L%25C3%25A9on_G%25C3%25A9r%25C3%25B4me_001.jpg" width="237" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #f9f9f9; font-family: sans-serif; font-size: 11px; line-height: 15px;"&gt;Mercadores de escravos analisando os&amp;nbsp;dentes&amp;nbsp;da escrava, por&amp;nbsp;Jean-Léon Gérôme (da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;O que é um ESCRAVO?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;Qual é o mínimo custo de um trabalhador?&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É o seu custo de sobrevivência – ou seja, alimentação. No fundo, o custo da energia que ele consome. Nas zonas onde a fome grassa devido à sobrepopulação, nomeadamente onde não se pratica controlo de natalidade, as pessoas trabalham por esse valor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Desde que a sociedade humana existe que uns humanos usaram outros humanos para a realização de trabalho a troco de lhes assegurarem a sobrevivência. Nas sociedades sofisticadas do Egipto, da Grécia ou de Roma, estas pessoas, os «escravos», muitas vezes capturas de guerra mas nem sempre, distinguiam-se dos «cidadãos» por não terem direito de voto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Note-se que até muito recentemente as mulheres não tinham direito ao voto, que não era considerado um direito fundamental dos humanos mas uma obrigação dos humanos que intervinham directamente na economia da sociedade. Não é pois a questão dos direitos que caracteriza o escravo pois os direitos das mulheres não eram muito diferentes dos deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na antiguidade, em geral, os escravos eram bem tratados pelos seus senhores, pois por um lado não eram tidos como inferiores e por outro considerava-se que um escravo mal alimentado e mal cuidado não seria eficiente no trabalho. A qualidade do tratamento dispensado ao escravo foi sendo cada vez pior, adquirindo características de violência extrema sobretudo a partir do sec. XV, com a utilização maciça dos escravos africanos. &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Para justificar moralmente esta prática, foi então desenvolvido e "cientifizado" o conceito de «racismo»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como é evidente, a utilização de escravos dava uma grande vantagem económica aos que a ela tinham acesso, o que levou os outros a desenvolveram uma luta feroz contra esta prática; por outro lado, era também fonte de degradação social por conduzir à ociosidade dos senhores, tendo esta sido a base para a proibição da entrada de escravos em Portugal pelo Marquês de Pombal; por último, as práticas esclavagistas tinham-se tornado moralmente inaceitáveis. Tudo isto conduziu ao fim do comércio legal de escravos e da possibilidade de umas pessoas serem legalmente donas de outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O fim desse tipo de escravatura não significou o fim do objectivo económico, isto é, do objectivo de dispor de pessoas que trabalham a troco da sobrevivência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Notemos agora que o conceito de escravo reside apenas numa única coisa: &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-weight: bold;"&gt;escravo é a pessoa que trabalha a troco da sobrevivência, &lt;/span&gt;ou seja, pelo custo da energia que precisa de gastar para sobreviver.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A privação de direitos ou imposição de força foram apenas algumas das técnicas para obter trabalhadores pelo custo mínimo no passado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mesmo no tempo da escravatura dos negros de África,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.arlindo-correia.com/200507.html"&gt;alguns dos escravos eram voluntários&lt;/a&gt;&amp;nbsp;– sem controlo de natalidade, era a fome que limitava a população e alguns ofereciam-se para escravos para sobreviverem mais uns anitos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O fim da «escravatura» apenas marca o fim do uso legal da força bruta sobre o indivíduo para obter esse desiderato. Outras técnicas foram desde então encontradas para conseguir o mesmo objectivo. A mais directa substituição da forma anterior de escravatura consistiu no sistema de cantina, em que os trabalhadores eram pagos em vales ou equivalente que eram descontados numa cantina do empregador; desta forma as pessoas ficavam a trabalhar a troco da sobrevivência, que os vales para mais não davam. Esta foi a forma usada no Brasil na era da Borracha, magistralmente retratada em A Selva de Ferreira de Castro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas há outras formas; por exemplo, ainda há pouco mais de meio século, senhoras em Portugal iam à província buscar raparigas novas para trabalharem como suas empregadas domésticas a troco de alimentação e dormida. Isto mostra que as pessoas podem aceitar de boa vontade a condição de escravo desde que antes sejam colocadas numa situação em que a sobrevivência esteja em risco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Conseguir escravos voluntários é o sonho de qualquer gestor de pessoal. E isso foi conseguido no começo da era industrial mantendo os cidadãos do país em situação de miséria - os escravos negros foram de novo substituídos pelo "povo" enquanto as elites concentravam a riqueza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A economia dos países mais industrializados, porém, exigia que cada cidadão fosse um consumidor de bens, dos bens produzidos pelas fábricas; ora isso implicava que os trabalhadores teriam de ganhar mais que o indispensável à sua sobrevivência para poderem comprar esses bens. A escravização da própria população impedia isso, era preciso transformar os cidadãos em consumidores. &lt;i&gt;Passaram então as fábricas a pagar mais, acabando com a condição de escravo?&lt;/i&gt; Claro que não, o problema consistia em encontrar novos escravos, não em prescindir deles. A solução então encontrada para obter novos escravos foi a utilização de imigrantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nos países não industrializados os cidadãos lutavam diariamente pela sobrevivência. Há menos de um século, em Portugal, ainda uma sardinha era um jantar para uma família e ainda muitos sobreviviam com sopa de erva. Muitos portugueses tiveram então a oportunidade de emigrar para os países industrializados, que lhes asseguravam a sobrevivência a troco do seu trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A melhor compreensão das leis da economia foi tornando claro que o crescimento económico seria tanto maior quanto mais iguais fossem as oportunidades dos cidadãos, quanto menor fosse a desigualdade; a desigualdade passou a ser um factor controlado pelos governos, dada a sua importância no crescimento económico e na paz social. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portugal e a Dinamarca são dois exemplos em extremos opostos de como desigualdade e riqueza têm uma relação inversa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, as medidas de controlo da desigualdade, como o ordenado mínimo, aplicam-se a toda a população, incluindo imigrantes; então também os imigrantes passaram a ganhar mais do que o indispensável à sua sobrevivência, ou seja, deixaram de ter a condição de «escravos» (deixando assim de ter um papel útil, pelo que passaram a ser indesejados e perseguidos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O problema de obter trabalhadores pelo preço mínimo coloca-se de novo. No próximo post vamos ver as soluções encontradas para substituir os imigrantes no papel de escravos &lt;b&gt;&lt;i&gt;e vamos descobrir que fazemos parte de uma delas.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-1706079460348509890?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/1706079460348509890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=1706079460348509890' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/1706079460348509890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/1706079460348509890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-3.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (3)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-I0ZdHyVQQtY/Tl0C7NsNVrI/AAAAAAAAAXk/hPWJtCf8gXY/s72-c/445px-Jean-L%25C3%25A9on_G%25C3%25A9r%25C3%25B4me_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3363447731086443819</id><published>2011-08-29T19:19:00.000+01:00</published><updated>2011-08-29T19:19:50.171+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (2)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;As condições do trabalho resultam, directa ou indirectamente, do Jogo da Economia. Exclusivamente&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Qualquer actividade industrial tem objectivos em diferentes frentes; a que nos interessa aqui é a minimização do custo de produção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Pensemos numa fábrica de automóveis, algo que é razoavelmente conhecido da generalidade das pessoas. Há muitos aspectos a considerar na minimização dos custos e todos eles têm merecido a melhor atenção. Por exemplo, há toda uma complexa teoria sobre o fornecimento de componentes, que passa por tornar os fornecedores parceiros do processo de produção. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A produção faz-se com máquinas e pessoas; logo, maximizar a relação trabalho/custo das pessoas é outra das preocupações críticas, aquela que nos interessa agora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A produção de um trabalhador tem um máximo, que depende das características humanas, das circunstâncias, do tipo de trabalho. Por exemplo, com o aumento das horas de trabalho aumenta a taxa de erros e os erros têm um custo; logo, o nº de horas de trabalho não pode ser qualquer, há um valor óptimo. Por outro lado, o metabolismo do ser humano é variável; utilizar o metabolismo no máximo diminui a vida útil do trabalhador; há assim um ponto óptimo para o metabolismo exigido e a vida útil desejada do trabalhador. No tempo da escravatura negra, a esperança média de vida do escravo era da ordem dos 7 anos; hoje, há actividades em que a vida útil média é de apenas 2 anos, ao fim dos quais as pessoas sofrem de problemas incapacitantes vários, como esgotamento, burnout e tendinites, consoante a actividade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um exemplo de como quaisquer considerações não económicas são irrelevantes é o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A segurança nas empreitadas tem um custo; os acidentes de trabalho também têm um custo; então faz-se uma «análise de risco» que consiste em encontrar o valor a gastar nas medidas de segurança de tal maneira que o custo final das medidas de segurança e dos prejuízos dos acidentes seja mínimo. Ou seja, quando se começa uma grande obra de construção civil &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;já se sabe que vão morrer N pessoas nessa obra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; porque isso é o que optimiza o investimento a fazer em segurança – &lt;b&gt;podiam morrer menos&lt;/b&gt;, mas isso não seria economicamente vantajoso. Mesmo a decisão de fazer ou não determinadas obras se baseia no mesmo tipo de análise – por exemplo, passagens elevadas para peões. Notem que isto não é assim em todas as sociedades, mas é na nossa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Optimizar o custo do trabalho é pois encontrar o ponto óptimo da relação produção/custo, &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;independentemente de quaisquer outras considerações, nomeadamente as de natureza moral&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. Quem gere actividades que visam o lucro considera exclusivamente os aspectos económicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando uma fábrica consome a capacidade produtiva de uma pessoa e a larga, incapacitada, na sociedade, essa pessoa vai ter um custo para a sociedade que tem de ser reflectido nas contas da empresa, por exemplo com a TSU e impostos, multas por acidentes de trabalho, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Assim, uma grande estrutura de produção, como uma fábrica de automóveis, considera estes factores todos na sua optimização da mão-de-obra. &lt;i&gt;Ela não entra em conta com coisas como a felicidade ou a dignidade das pessoas a não ser na medida em que isso se pode reflectir economicamente&lt;/i&gt;. Por isso, as pessoas devem saber como fazer reflectir economicamente as coisas que verdadeiramente lhe interessam. Tentar conseguir isso por via dos «direitos» tem-se revelado ineficiente, estes nunca são estabelecidos ou mantidos se não tiverem uma vantagem económica. Como já disse, os Jogos que estão em cima da mesa são o Jogo da Economia e o Jogo do Poder; princípios, moral, felicidade, dignidade, etc, não fazem parte destes Jogos. Não estou a dizer que não existam, estou a dizer que &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;para os aplicar é preciso ser capaz de os traduzir em consequências económicas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. Quem são for capaz de fazer isso está condenado a não ter felicidade nem dignidade. Está condenado a ser escravo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No próximo post vamos ver o que é ser &lt;b&gt;escravo.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(Note-se que me estou a referir ao nosso tipo de sociedade capitalista; nem todas as sociedades actuais se reduzem à economia desta maneira e podem existir outros modelos de sociedade a ser inventados ou aplicados. Mas a nossa realidade presente é esta.)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3363447731086443819?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3363447731086443819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3363447731086443819' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3363447731086443819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3363447731086443819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-2.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (2)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-5223772578898572127</id><published>2011-08-27T18:55:00.000+01:00</published><updated>2011-08-27T18:55:50.258+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O maquiavélico plano Franco-Alemão (1)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nota prévia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Antes de apresentar este maquiavélico plano, importa frisar que os «maus» não são os franceses ou os alemães, somos nós. Um país que tem uma taxa de abandono escolar da ordem dos 40% não é um país, é um saco de gatos; e isso é tanto mais evidente pelo facto de não levantar uma onda de indignação; mesmo a questão da desigualdade, em também somos campeões, só surge nos media por acção de alguns padres e outras pessoas que se preocupam com os casos de pobreza extrema – mas é só esta que comove as pessoas, o desigualdade em si não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Isto reflecte uma cultura errada; em todos os países bem sucedidos, a prioridade das pessoas alinha-se assim:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;1º - País&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;2º - Região&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;3º - Família&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;4º - Indivíduo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Ora em Portugal domina a ordem inversa; pode haver algumas alterações mas uma coisa é certa: o País vem sempre, ou quase, no fim desta escala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A culpa não é só das pessoas, é dos governantes que nunca souberam mostrar a importância da ordem acima indicada; mas também é das pessoas porque uma das razões porque reagem tanto aos governantes é para poderem continuar a seguir a ordem inversa – grande parte da reacção ao governo de Sócrates foi movida por pessoas na defesa dos seus «esquemas» e em total desrespeito pelos interesses colectivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Denegrir os governantes tem sido a estratégia colectiva para justificar colocar os interesses do País, por eles representados, no fim da escala de prioridades; e o resultado disso tem sido afastar da governação as pessoas que pugnariam pelos interesses do País, embora um ou outro teimoso insista em tentar fazer alguma coisa pelo país no governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Quando, num organismo vivo, algumas células deixam de agir em função do interesse do organismo e passam a agir em função do seu interesse imediato, surge um cancro; o resultado é que todas as células do organismo morrem. De certa forma, nós temos um comportamento do tipo canceroso, um comportamento que não hesita em prejudicar o colectivo para benefício do individual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um país com 40% de abandono escolar é inviável no mundo moderno, quer pelas suas consequências directas quer pelo que isso significa em relação ao funcionamento desse país. Portugal é um país inviável. &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;Os alemães e franceses vão fazer dos portugueses escravos e essa acaba por ser a esperança de sobrevivência para os portugueses que não emigrem.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, no que se segue, não adianta pensar que erguer a voz contra alemães e franceses vai servir de alguma coisa; a&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;única coisa que serve é&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394; font-weight: bold;"&gt; pormos o País em primeira prioridade&lt;/span&gt;. E não é dizer isso da boca para fora, é meter isso na cabeça de uma vez por todas.&lt;span&gt;&amp;nbsp;Ao dizer isto não estou a dar novidade nenhuma aos leitores deste blogue, mas estou a dar um exemplo: há que afirmar isto com clareza e em todo o lado, e há que tomar iniciativas, como o fizeram os promotores do movimento «560». Para que quem não coloca o País em primeiro lugar não possa alegar ignorância das consequências.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-5223772578898572127?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/5223772578898572127/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=5223772578898572127' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5223772578898572127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5223772578898572127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/o-maquiavelico-plano-franco-alemao-1.html' title='O maquiavélico plano Franco-Alemão (1)'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3928399784269934227</id><published>2011-08-26T02:00:00.000+01:00</published><updated>2011-08-26T02:00:27.498+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Deixar o adversário decidir as nossas jogadas??</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nos jogos muito simples, como a bisca, lambida ou não, ou mesmo a sueca, até mesmo o King, pode acontecer que um jogador principiante ganhe um joguito; isso é tão raro que até tem um nome: &lt;i&gt;sorte de principiante&lt;/i&gt;! Um acontecimento contra as probabilidades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;E contra as probabilidades porquê? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porque em qualquer jogo, mesmo nos mais elementares, a vitória sorri com mais probabilidade ao jogador que tem a estratégia mais apurada, conhece melhor as diferentes situações do jogo, tem a melhor solução para cada situação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Muitas vezes o mau jogador não reconhece a sua ignorância e então queixa-se da falta de sorte ou acusa os outros de fazerem batota.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O futebol é um exemplo disso, as equipas que perdem acusam o árbitro; e os seus adeptos fazem coro com as acusações, o facto de a sua equipa jogar pior do que a equipa que ganha é tornado irrelevante. Isso não quer dizer que não possam existir alguns «esquemas» no futebol; um exemplo recente foi o caso do «túnel da luz».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Economia obedece a um conjunto de regras; é um Jogo, que se joga a diferentes níveis: entre pessoas, entre empresas e entre países. Com estratégias, tácticas e «esquemas».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Neste país há uma quase total ignorância de como se joga este jogo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Nos anos 50, um engenheiro inglês de poucas palavras colocado nas Minas da Panasqueira teve um dia forte desabafo, testemunhado por uma pessoa da minha família: “ &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;os portugueses discutem mais futebol do que política&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;!!!&lt;/b&gt;” O homem não cabia em si de espanto. O resultado está à vista: &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;somos muito bons em futebol&lt;/b&gt;!&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Já imaginaram o país que poderíamos ser se discutíssemos política e economia como discutimos futebol?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Um conhecido francês, que já não me lembro quem foi, disse: “&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;uma porteira em França sabe mais de economia do que as elites portuguesas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;”. Exagero, pensarão vocês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas parece que alguma razão terá, a nossa situação actual é o resultado do nosso mau jogo. E então que estamos a fazer para melhorar o nosso jogo? &lt;b&gt;Estamos a deixar que os nossos adversários neste jogo decidam por nós!!!!!&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os resultados estão bem à vista na Grécia, um país que tem um PIB que é 1,7 vezes o nosso (não se iludam, o caso da Grécia não é pior que o nosso, é muito melhor, quer porque tem uma economia mais forte quer porque tem uma população mais esclarecida). Claro que a Grécia está cada vez pior, é isso que convém aos jogadores em cujas mãos se entregou. E, seguindo o mesmo caminho da Grécia, muito pior ficaremos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Merkel já informou o Passos Coelho que a EDP é para os alemães e já disse que o direito de voto dos grandes accionistas deixa de ter o limite de 5% e passa para 20%. &lt;i&gt;&lt;b&gt;Os brasileiros e angolanos escusam de estar com ideias, esta e os outras privatizações já têm vencedores definidos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;&lt;b&gt;E será que é para defender os interesses de Portugal que a Merkel decidiu que a EDP deixa de ser controlada pelos portugueses e passa para as germânicas mãos?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;(bem, cabe também perguntar se a EDP tem andado a defender os interesses de Portugal ou apenas a aproveitar-se do seu monopólio... mas essa é outra questão)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Se isto é um Jogo entre países, não são os jogadores dos outros países que nos vão ajudar a ganhá-lo, não é evidente? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Os órgãos da UE deviam ser independentes deste Jogo; mas acontece que neste jogo, como no futebol, há «esquemas».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;No futebol os clubes procuram, e já algumas vezes conseguiram, colocar as suas «peças» nos órgãos decisores emparelhados com pessoas incapazes de as contrariar e que se destinam a dar uma imagem de «isenção» do órgão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na UE, a França e a Alemanha colocaram em órgãos decisores críticos as suas «peças», emparelhados com pessoas incapazes de as contrariar, nomeadamente o Durão Barroso e o Constâncio. Grande jogada!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este mesmo esquema, agora mais descarado, está a ser seguido em relação à Grécia e Portugal, com governos avalizados pelo voto mas ao serviço dos germânicos interesses. Em Itália, vão ter de fazer cair o Berlusconi para o conseguirem. Por certo arranjarão maneira, uma acusação de violação é muito fácil de conseguir em certos países onde as mulheres podem fazer essa queixa impunemente, é só o Berlusconi se descuidar e cair na asneira de ir à Suécia ou aos EUA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O Mundo, a Vida, a Política, a Economia, está tudo organizado como um Jogo e esta seria, apesar de tudo, a melhor forma de organizarmos as coisas se não fossem os «esquemas».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Metamos isto na cabeça: estamos num Jogo; &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;a Europa não é uma cooperação, é um Jogo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; e um jogo onde todos os jogadores recorrem a «esquemas». Há uma razão, penso eu, para não poder ser uma cooperação, que apresentarei no próximo post.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este Jogo não vai ser fácil, não temos físico para estes adversários, mas todos os problemas têm solução; e desde quando os alemães são melhores do que nós em «esquemas»? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este Jogo é jogado também por cada um de nós, é por isso que os franceses cuidaram de que até as suas porteiras saibam o que têm a fazer. Vou expor o que elas sabem mas só depois de apresentar, no próximo post, &lt;i&gt;&lt;b&gt;o maquiavélico esquema Franco-Alemão para Portugal.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3928399784269934227?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3928399784269934227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3928399784269934227' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3928399784269934227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3928399784269934227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/deixar-o-adversario-decidir-as-nossas.html' title='Deixar o adversário decidir as nossas jogadas??'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8096969972038241963</id><published>2011-08-22T19:00:00.000+01:00</published><updated>2011-08-22T19:00:25.539+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Parem de mimar os super-ricos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Como digo no post anterior, o Jogo da Economia terminaria num estoiro; isso só não acontece em duas situações: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ou porque existe algo (supostamente o Estado) que controla o crescimento da desigualdade e a mantém a oscilar em torno do valor ótimo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36.0pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-indent: -18.0pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span lang="PT"&gt;-&lt;span style="font: 7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span lang="PT"&gt;ou porque entra em acção o Jogo do Poder e acaba com o Jogo da Economia, estabelecendo uma sociedade de Senhores e Escravos, uma sociedade estagnada neste formato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mostra-nos a História que, cedo ou tarde, o segundo cenário se impõe, originando um período negro na história da humanidade que pode durar séculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Não presumamos que os conceitos de igualdade, liberdade, fraternidade são conquistas da sociedade moderna, estabelecidos de uma vez por todas; nada disso, são conceitos antiquíssimos, dos primórdios da humanidade, repetidas vezes assumidos por brilhantes civilizações que depois sucumbiram; conceitos que foram redescobertos uma e outra vez após longos períodos de escravidão e negritude. Até a escrita já foi perdida, na Grécia e na Índia, entre o 2º e o 1º milénios A.C., tendo tido de ser reinventada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;É por isso que os grandes jogadores do Jogo da Economia, que não estão interessados no Jogo do Poder, se sentem assustados com a actual situação; &lt;b&gt;&lt;i&gt;eles sabem que se não forem tomadas medidas vigorosas de controlo da desigualdade, a economia vai começar a colapsar e os jogadores do Jogo do Poder vão assumir o controlo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #0b5394;"&gt;Eles, os do Jogo do Poder, estão à espreita, esfregam já as mãos de satisfação, falam já com voz grossa, mesmo que em corpo de mulher&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;É por isso que o Warren E. Buffet, a terceira pessoa mais rica do mundo, desceu à arena e publicou um &lt;a href="http://economia.publico.pt/Noticia/warren-e-buffett-parem-de-mimar-os-superricos_1507727"&gt;artigo de opinião&lt;/a&gt; a pedir para aumentarem os impostos sobre os mais ricos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8096969972038241963?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8096969972038241963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8096969972038241963' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8096969972038241963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8096969972038241963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/parem-de-mimar-os-super-ricos.html' title='Parem de mimar os super-ricos'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-5471724053066359035</id><published>2011-08-20T02:58:00.000+01:00</published><updated>2011-08-20T02:58:00.203+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prever Futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Portugal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O Jogo</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(inicío aqui a postagem, que pretendo diária, de uma dúzia de textos na busca do entendimento do que se passa a nível económico e duma solução para Portugal; são reflexões pessoais)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A Economia é, em parte, como um jogo; os próprios agentes económicos são designados por “players”. Um conjunto de regras define a economia, como acontece em qualquer jogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Num jogo, há uma finalidade, um resultado que se atinge fatalmente, um estado final: um vencedor! Um único vencedor, os outros jogadores são derrotados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Transposto para a Economia, isso significaria que o resultado da actividade económica seria haver uma pessoa ou uma organização que ficaria com a riqueza toda, e todas as outras pessoas seriam reduzidas à pobreza, à miséria, à escravatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na verdade, na vida real, se um «jogador» ficar com a riqueza toda, ele não fica rico, pelo contrário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Isto é assim porque o valor das coisas é o valor que os potenciais compradores oferecem por elas; se não há compradores, as coisas não valem nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A famosa depressão bolsista americana mostrou bem isto – as fábricas produziam para armazém porque os trabalhadores eram tão miseravelmente pagos que não podiam comprar nada, logo os bens produzidos deixaram de ter valor e os ricos ficaram pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;O jogo da Economia tem umas características especiais, que interessa compreender. Uma é esta, a de, ao contrário dos jogos tradicionais, a vitória não pode ser absoluta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Outra característica deste jogo é que quem é mais rico enriquece mais facilmente. É um jogo em que a desigualdade é sempre crescente, um jogo que, uma vez estabelecida uma clara desigualdade, tende rapidamente para um vencedor. Se se lembram do Monopólio, após um lento começo, a partir do momento em que algum jogador fica mais rico que os restantes o jogo termina rapidamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Portanto, entregue si mesmo, partindo de um estado de absoluta igualdade, o jogo da Economia tem um começo lento até que se define uma desigualdade entre os jogadores, em seguida avança rapidamente para a concentração da riqueza (e depois estoira porque a riqueza acumulada nada vale porque deixa de haver compradores).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A depressão americana foi uma importante lição que mostrou aos mais ricos que o excesso de desigualdade faz a sua riqueza perder valor; ou seja, existe um ponto ótimo para a desigualdade que maximiza a riqueza dos mais ricos; a partir desse ponto, essa riqueza só cresce por crescimento do PIB.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, como controlar a desigualdade? Os ricos não podem autolimitar o seu enriquecimento, se um o fizer ficará mais pobre que os outros ricos que o não façam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Este é um problema quase tão antigo como a humanidade; num texto inscrito em urnas de madeira há 4000 anos, o deus egípcio Amun-Re diz que criou todos os homens iguais, enviou ventos para todos os homens poderem respirar do mesmo modo ... mas a prática do mal produziu desigualdades que são apenas da responsabilidade do homem. *&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Só o Estado, árbitro do Jogo, pode controlar o crescimento da desigualdade. Foram criadas leis anti-monopólio (por esta e outras razões) e muitas medidas foram tomadas para controlar o crescimento da desigualdade. A possibilidade de ocorrência de uma nova depressão parecia assim eliminada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Mas há outro problema: o crescimento do PIB. Ora, num sistema capitalista,&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt; &lt;i&gt;&lt;b&gt;o PIB cresce tanto mais quanto menor for a desigualdade (grosso modo)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;; a desigualdade ótima em cada instante para os ricos implica um crescimento do PIB demasiado pequeno ou estagnado. Isso não é um problema para os mais ricos, eles não precisam de ser mais ricos, o seu objectivo nessa altura é manter a situação, garantir que ela se perpetua, que os seus filhos serão os ricos de amanhã e que os filhos dos outros serão os seus empregados. Os ricos lutam pelo aumento da desigualdade, agora não uma consequência do jogo económico mas um objectivo em si mesmo, necessário à manutenção dos seus privilégios. &lt;b&gt;Os ricos passam a jogar outro jogo, o jogo do Poder.&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Note-se que esta é uma descrição simplificada, a sociedade não se divide entre ricos e pobres, é um contínuo, cada classe defendendo os seus privilégios; e não há «maus» nem «bons», somos todos iguais, jogamos de acordo com as nossas conveniências.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As medidas que visavam combater o crescimento da desigualdade, fomentar a igualdade de oportunidades, vão sendo adulteradas para servir o novo objectivo; por exemplo, o ensino público, e o pré-primário, instrumentos essenciais da igualdade de oportunidades &lt;b&gt;apenas se forem de excelência&lt;/b&gt;, passam a ensino para os pobres, sendo o ensino de excelência exclusivo dos ricos, assegurando a desigualdade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Numa Democracia, os governos vão a votos; se a maioria dos cidadãos vê que as coisas não estão a melhorar, faz cair o governo. Os governos têm de arranjar maneira de fazer crescer o PIB mais do que cresce a desigualdade. A Globalização surge como a solução.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Algo mais do que a economia suporta a Globalização; desde sempre a sociedade mais forte seguiu a ideia de governar o mundo todo; “se o Céu é um reino, então a Terra tem de ser um império” disse Gengiscão **. A Globalização no momento em que os EUA ainda são a economia mais forte dá-lhes uma vantagem importante. Os EUA tinham de avançar para a Globalização antes que as economias de regiões com mais gente se tornassem maiores que a sua; depois seria tarde.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;As regras do jogo mudam com a Globalização; os EUA deixam cair as políticas anti-monopólio – agora, o que eles querem é que as suas empresas sejam o mais fortes possível para que conquistem o Mundo. A desigualdade dispara nos EUA e o candidato que promete «distribuir a riqueza» ganha as eleições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Na Europa, a Alemanha e a França sabem que num jogo global serão derrotadas pelos EUA; os jogadores agora são os países, e os países com menor PIB serão cilindrados pelos que tiverem PIB maior, tal é a característica fatal do jogo económico para os países que entrarem nele. Aqui não há um Estado que imponha limites ao crescimento da desigualdade entre países, a guerra económica entre países será sem piedade. Solução: criar um bloco com dimensão comparável aos EUA. O bloco europeu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Porém, a ideia de criar um verdadeiro bloco, onde todos têm igualdade de oportunidades, é impensável para a França e Alemanha; de modo algum eles aceitam prescindir da sua vantagem sobre os outros países, como ontem afirmou a Merkel como argumento para rejeitar os eurobonds. O projecto europeu é um projecto de BIGS e PIGS, uma Europa estruturada, de ricos e pobres, onde os países pobres fornecerão a mão-de-obra barata que não pode ser conseguida nos países ricos. A criação e perpetuação de países pobres é essencial &amp;nbsp;a este projecto europeu. Países onde o preço da mão-de-obra seja competitivo com o seu preço em qualquer parte do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* do livro “Ideias que mudaram o Mundo” de Felipe Fernandez-Armesto, pg. 90&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;** idem, pg. 85&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-5471724053066359035?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/5471724053066359035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=5471724053066359035' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5471724053066359035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5471724053066359035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/o-jogo.html' title='O Jogo'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8659074003437341809</id><published>2011-08-17T12:21:00.000+01:00</published><updated>2011-08-17T12:21:42.618+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prever Futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Viagem ao Futuro de Portugal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P58zvH-BQ2k/TkuiX0p8HSI/AAAAAAAAAXg/HzErJy5nnME/s1600/noiteoraculo.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-P58zvH-BQ2k/TkuiX0p8HSI/AAAAAAAAAXg/HzErJy5nnME/s320/noiteoraculo.jpeg" width="207" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Viajar ao Futuro não é tão extraordinário como parece; umas vezes o Futuro vem ter connosco, basta estarmos atentos (&lt;a href="http://outramargem-alf.blogspot.com/2007/06/os-5-sentidos.html"&gt;quantos sentidos temos?&lt;/a&gt;), outras vezes basta pensarmos um pouco, pois o Futuro está escrito no Presente, apenas temos de limpar a vista da bruma das ilusões para o vermos. Intriga-me até a dificuldade que tantas pessoas parecem ter para ver o Futuro; por exemplo, como os Judeus se deixaram tão facilmente conduzir para um destino tão claramente definido; que cegueira é essa que nos amansa no caminho do matadouro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;Paul Auster no seu romance “ &lt;a href="http://paulauster.blogs.sapo.pt/52080.html"&gt;A Noite do Oráculo&lt;/a&gt;” põe um misterioso chinês (pg. 11) a dizer &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;«&lt;i&gt;Mas não mais. Não mais Portugal. História muito triste.&lt;/i&gt;»&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Não sei se é ao país que o chinês se refere, se aos "&lt;i&gt;cadernos portugueses&lt;/i&gt;" (esses ainda existem e existirão, a Emílio Braga vai continuar a fabricá-los em Cabo Verde). Mas essas são as suas proféticas palavras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O mais triste, para mim, é que a história do fim de Portugal foi escrita pelos próprios portugueses. Pelo menos por alguns. De forma deliberada por uns quantos, a que se associaram muitos por cupidez e outros por razões bem mesquinhas, como vingança. Compreendo isso agora porque agora, certos que o fim de Portugal já está escrito, alguns mostram já as faces sorridentes e gabam-se do feito. Estupidez minha que até agora presumira que os sucessivos «erros» se deviam à ignorância destas personagens, à sua incapacidade/recusa em compreender com que linhas se escreve a História do Mundo!!!&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;A generalidade dos portugueses, no entanto, foi conduzida a esta situação ao engano, e continuam enganados; nos próximos posts vou dar a minha contribuição para limparmos a vista de ilusões e podermos conhecer o Futuro de Portugal. Ou os Futuros possíveis, para ganharmos o direito de escolha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8659074003437341809?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8659074003437341809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8659074003437341809' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8659074003437341809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8659074003437341809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/08/viagem-ao-futuro-de-portugal.html' title='Viagem ao Futuro de Portugal'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-P58zvH-BQ2k/TkuiX0p8HSI/AAAAAAAAAXg/HzErJy5nnME/s72-c/noiteoraculo.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-7615208517097621532</id><published>2011-07-28T12:06:00.000+01:00</published><updated>2011-07-28T12:06:11.138+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Carta aberta ao Francisco Louçã</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Este humilde cidadão que de finanças nada percebe, preguiçoso demais para estudar o assunto mas ansioso por compreender as leis fundamentais do nosso sistema económico, debate-se com uma série de questões para as quais não encontra resposta e vem solicitar-lhe ajuda, a si, porque é economista, político, livre-pensador e, tanto quanto presumo, patriota (mesmo sem andar a cantar o hino) e atento ao cidadão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O meu raciocínio é o seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Tanto quanto julgo perceber, numa economia existe uma certa quantidade de dinheiro real (que vou designar por moeda) e uma certa quantidade de dinheiro em forma de crédito. Esta situação surge porque as economias crescem, necessitando de mais massa monetária. O crédito vai crescendo mas se o rácio moeda/crédito descer demais pode trazer problemas; então, os estados dos países financeiramente autónomos produzem moeda que introduzem na economia pagando com ele as suas contas; desta forma, os créditos são amortizados e o rácio mantém-se em níveis de segurança. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Se um governo produzir moeda a mais, esta desvaloriza em relação a outras, aumentando a competitividade da sua economia, e aumentando a inflação, entre outras consequências; a não produção de moeda, valoriza a moeda e diminui a competitividade, asfixia o crédito às empresas e pessoas e faz aumentar das taxas de juro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Isto será a situação dos EUA, ou do Brasil, ou da China.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Agora vejamos o caso europeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Os países europeus não são autónomos financeiramente, não produzem moeda; quem produz é Banco Central Europeu, por decisão própria, segundo julgo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Aqui surge-me a primeira questão: se é assim, a produção de moeda deixa de estar ao serviço da economia mas serve as conveniências do BCE; quais são estas? Valorização do euro e aumento das taxas de juro, naturalmente; logo, o BCE vai produzir menos moeda do que a que corresponderia ao crescimento da economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;E como é que a moeda produzida pelo BCE é introduzida na economia? Resposta: não é! Tanto quanto percebo, ela é emprestada aos bancos; entra na economia mas com ela entra também uma dívida, logo o rácio moeda/crédito não se altera! Esta é uma diferença fundamental em relação aos países com autonomia económica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Aqui tenho outra dúvida; um Estado pode produzir moeda porque o Estado é de todos os cidadãos, é a sociedade que produz a moeda, mas no caso europeu, quem produz é o BCE, e o BCE não me parece representar a sociedade europeia nem a moeda produzida serve para alterar o rácio moeda/crédito; quem enriquece com a moeda produzida na Europa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Olhemos agora para as balanças comerciais dos países europeus; o que salta à vista é que a França e a Alemanha têm um alto saldo comercial nas suas relações com os PIGS e os PIGS um alto deficit.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Então, a França e a Alemanha não têm falta de moeda, ela entra através das suas exportações para os PIGS; têm, pois, um mecanismo alternativo de obter a moeda necessária aos seus rácios, à sua economia. O alto valor do euro reduz-lhes a competitividade para fora da Europa mas traz-lhes uma grande vantagem: reduz o custo da importação de petróleo, com preços em dólares. Estes países têm um alto saldo comercial à custa dos PIGS, exportam pouco para fora da Europa (relativamente) e beneficiam do euro alto para reduzir a factura energética.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Os PIGS, ao contrário, fruto do deficit da sua balança comercial, vêm a sua quantidade de moeda diminuir, logo os rácios moeda/crédito a degradar-se. As «ajudas» do BCE são empréstimos, trazem dívida associada, não contribuem para subir os rácios. Note-se que mesmo que as suas balanças comerciais fossem equilibrados, os rácios degradar-se-iam devido ao crescimento da economia, logo, crescimento do crédito. Ou seja, o sistema tal como o entendo, favorece descaradamente os países mais fortes à custa dos mais fracos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Ao ficarem com rácios baixos, estes países entram em vulnerabilidade; basta agora ao BCE exigir o aumento dos rácios, o que não pode ser feito internamente porque não há moeda, logo só pode ser conseguido vendendo os bancos e as empresas ao estrangeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Desta forma, contarão franceses e alemães comprar os bancos e as empresas dos PIGS. No fundo, vão comprar estes países, acabando com os respectivos Estados, pois um Estado que já não tem nenhuma ferramenta de controlo da economia não tem poder, não existe; nem terá receitas pois será um Estado de um País que se reduziu a fornecedor de mão-de-obra barata aos empresários europeus, cujas empresas têm sede e lucros na França e na Alemanha, portanto um estado de pobres e os pobres não pagam impostos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Estas considerações parecem estar de acordo com &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=498353"&gt;esta notícia&lt;/a&gt; do jornal de negócios, onde um responsável alemão defende que os países que pedem ajuda devem perder soberania e com &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=497987"&gt;mais esta&lt;/a&gt; do mesmo jornal, em que se mostra como a banca nacional vai perder dinheiro, vai ser vendida ao estrangeiro, e como o Banco de Portugal, agente local do Banco Central Europeu, tomou conta do Ministério das Finanças e da Caixa Geral de Depósitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Claro que isto só podem ser raciocínios de ignorante; infelizmente gastamos mais tempo a discutir futebol do que política económica, mas alguém tem de começar a fazer luz nas nossas cabeças, pelo que lhe deixo aqui, amigo Louçã, este desafio: explique-nos como funcionam estas coisas, mostre-nos que este esquema suicidário que expus é disparate de ignorante, acenda-nos a luz por favor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-7615208517097621532?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/7615208517097621532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=7615208517097621532' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7615208517097621532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/7615208517097621532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/carta-aberta-ao-francisco-louca.html' title='Carta aberta ao Francisco Louçã'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8390772325317254196</id><published>2011-07-21T16:15:00.000+01:00</published><updated>2011-07-21T16:15:21.752+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Na Europa não há Paraíso</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Como sabem, existem pessoas, dessas que ganham 500 euros por mês e menos, que acham que também têm direito a ter automóvel, ou net, por exemplo. Alguns até têm mesmo aquecedores para usar no inverno! E vão de férias imaginem! Para parques de campismo, é certo, mas vão «descansar» quando podiam estar a trabalhar para ganhar mais algum. Depois, é bom de ver, têm dívidas no cartão de crédito, sobre as quais pagam uns 30% de juros é claro, e estão com a corda na garganta, pois então! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O que é que essas pessoas podem fazer para melhorar a sua vida? Ora, toda a gente sabe. &lt;i&gt;Carro? São loucos, acabem com ele. Andem de transportes públicos; e a net não é para quem não tem dinheiro. Arranjem um segundo emprego, há falta de pessoas para lavar escadas nos prédios.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;i&gt;Não queiram é ir ao nosso dinheirinho para resolver os seus problemas. Subsídios de reinserção? Insolvência? Credo, isso poria em causa os nossos depósitos a prazo e taxas de juro. Trabalhem mas é! Calões. Gordos.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O que não saberão é que isto é exactamente o que os europeus pensam de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Crise na Europa? Onde?? A Alemanha e a França estão na maior. Crise é só para os pobretanas dos gregos, portugueses e irlandeses. &lt;i&gt;Têm a mania das grandezas. Não produzem carros mas querem todos andar de cuzinho tremido. Saúde de qualidade e sem pagar? Ensino de qualidade gratuito? À custa dos contribuintes europeus, é claro, que estão fartos de para lá mandar dinheiro.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Portugueses gregos e irlandeses são o quê? Menos de 10% dos europeus? Um nada. Alguém aqui quer saber dos 10% de portugueses mais pobres? Que passa fome e sobrevive em condições verdadeiramente miseráveis e inaceitáveis nesta era de abundância? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Não, não queremos saber disso para nada, só queremos é que não nos vão aos bolsos para resolver os problemas deles. Se têm esses problemas, a culpa é deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Isto é exactamente o que os europeus pensam de nós, os pobres da europa. &lt;i&gt;E não podemos reclamar, pois nós ainda somos piores em relação aos nossos pobres. &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Uma humanidade estúpida e egoísta não pode construir um paraíso na Terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8390772325317254196?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8390772325317254196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8390772325317254196' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8390772325317254196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8390772325317254196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/na-europa-nao-ha-paraiso.html' title='Na Europa não há Paraíso'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-5545803772994667674</id><published>2011-07-16T22:46:00.000+01:00</published><updated>2011-07-16T22:46:59.724+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Os malandros da Moody's!!!</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Os malandros da Moody’s voltaram a fazer das suas! A nossa banca no lixo! Que patifes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Espera lá... os rácios bancários estão entre 5% e 7%?? &lt;i&gt;Eu sempre ouvi dizer que deviam ser acima de 9%&lt;/i&gt;... que se passa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Hummm.. não percebo nada disto... deixa ver... qual é a quantidade de moeda que deve existir? Se a economia cresce, é preciso mais moeda, é evidente... deve ser proporcional à economia... como avaliar?.. talvez pelo crédito... isso, toda a actividade económica se baseia no crédito... então, a emissão da moeda deve acompanhar o aumento do crédito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Pois, é isso que os EUA estarão a fazer... têm fabricado muitas centenas de milhares de milhões de dólares que injectam directamente na economia, o Estado paga as suas contas com eles; este dinheiro vai parar à banca, mantendo os rácios entre crédito e dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;E na Europa?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Portugal não produz moeda... o BCE é que produz, mas não injecta na economia, empresta à banca... ahh, mas assim, na banca entra dinheiro mas entra também a dívida, não melhora o rácio... Pois, já estou a ver, neste quadro não há forma de a banca nacional manter os rácios... por isso ouvi dizer que a europa baixou os rácios... mas, é claro, a Moody’s é que não pode estar a embarcar nestas perigosas derivas europeias...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;... com este esquema, o crescimento interno da economia portuguesa não é acompanhado com o crescimento da moeda, uma vez que esta é emprestada, não é produzida como nos EUA... a única coisa que pode crescer é o crédito, logo os rácios dos bancos só podem diminuir... mas que tolice de esquema!!! É lá possível? O que é que eu não estou a perceber nisto????&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Bem, mas há ainda outra questão: o que é que se alterou para a Moody’s vir agora com esta classificação? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mas espera lá... grande parte do crédito bancário é para compra de habitação... já começa a haver grandes taxas de incumprimento... as pessoas com maiores dificuldades serão as que ganham menos de 1200 euros... com o corte no subsídio de Natal o incumprimento vai aumentar e os depósitos também vão diminuir porque as pessoas vão ter menos dinheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Então está certo... o Governo retira dinheiro da nossa economia, ao contrário do que faz o governo americano, logo os bancos vão ficar em dificuldades... com rácios tão baixos... e que vão diminuir, não há alternativa... são lixo é claro! As coisas são como são... claro, um Estado que aliena tudo o que lhe dá capacidade de intervenção na economia, um Estado que não produz moeda, é um Estado inexistente. &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Estão fartos de nos dizer que se o Estado é lixo, tudo o resto o é também, nós é que não queremos ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Portanto, o Governo decreta privatizações suicidárias, e a Moody’s classifica o Estado como «lixo»; o Governo retira dinheiro da economia e a Moody’s prevê um futuro negro para a banca... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;E a&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Moody’s é que está errada???&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-5545803772994667674?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/5545803772994667674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=5545803772994667674' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5545803772994667674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/5545803772994667674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/os-malandros-da-moodys.html' title='Os malandros da Moody&apos;s!!!'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8704995516579933526</id><published>2011-07-12T21:51:00.000+01:00</published><updated>2011-07-12T21:51:01.260+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Evento'/><title type='text'>A Rainha Sol prepara o parto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-2bf238cd06545136" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v5.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2bf238cd06545136%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331315826%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D636EB647BF8F9391FE8C67C79E2001B796AE0FE1.4ADDA8B848868A7476F90900ACDFCDC2F6528C22%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2bf238cd06545136%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DtHBMNaLRzf2CrKrX1pOEYh52xpk&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v5.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D2bf238cd06545136%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331315826%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D636EB647BF8F9391FE8C67C79E2001B796AE0FE1.4ADDA8B848868A7476F90900ACDFCDC2F6528C22%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D2bf238cd06545136%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DtHBMNaLRzf2CrKrX1pOEYh52xpk&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Neste &lt;a href="http://outramargem-alf.blogspot.com/2007/05/todo-o-sul-de-frana-se-encontra-agora.html"&gt;post&lt;/a&gt; velhinho os dois astrónomos falam dos sinais que eles só tarde demais tinham compreendido, tarde demais para evitar as consequências do Evento; pois &lt;a href="http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2011/11jul_darkfireworks/"&gt;aqui&lt;/a&gt; está a primeira detecção desses sinais pela NASA (video acima).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: EN-GB; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Os cientistas da NASA não sabem o que são as manchas negras no fogo de artíficio mas eu digo-vos: é o pó, o barro, de que somos feitos. A Raínha Sol prepara o parto. Felizmente, ainda não é tarde demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8704995516579933526?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8704995516579933526/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8704995516579933526' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8704995516579933526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8704995516579933526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/rainha-sol-prepara-o-parto.html' title='A Rainha Sol prepara o parto'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-2671094189457822839</id><published>2011-07-07T22:46:00.000+01:00</published><updated>2011-07-07T22:46:32.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A Islândia e o Tabaco</title><content type='html'>Segundo acabei de ver nos noticiários, a Islândia pondera passar a vender tabaco apenas nas farmácias e com receita médica, sendo proibido fumar em toda a parte menos na casa de banho de lá de casa e com a porta fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista parece-nos um fundamentalismo absurdo. Nem estranhamos muito, afinal, este é um mundo que parece destinado a ser quase sempre comandado por loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho por hábito procurar sempre a razão económica por detrás de tudo o que acontece - este é um mundo de interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Islândia não produz tabaco; logo, todo o tabaco que consuma tem de ser importado. Para importar é preciso dinheiro e, como se sabe, o dinheiro está muito caro para os países pequeninos. Entre tanta coisa que os Islandeses têm mesmo de importar, certamente que numa altura de crise não há espaço para importar tabaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cá, continua-se a falar de aumentar as exportações. Porreiro. Isso é fácil de dizer, não depende de nós, não é? Toda a gente sabe que as exportações não podem aumentar - aumentar com empresas a pagar o dinheiro caríssimo, a energia caríssima, num país burocrático, impostos que desincentivam o investimento, falta de formação das pessoas e falta de cultura empresarial, uma justiça que não existe? As nossas empresas vão é bazar daqui, vão para Angola, vão para o Brasil, vão para a China - fazem como as pessoas, emigram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nós podemos fazer é diminuir as importações e comprar produto nacional. Se comprarmos nacional já as empresas não precisarão de emigrar. Essa é a nossa responsabilidade. Claro que o Governo devia fazer como todos os outros governos, nomeadamente o Islandês, não nos dar alternativa. Mas não. O Governo prefere cortar o subsídio de Natal e vender as empresas publicas que ninguém vende em país nenhum da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estamos como os drogados, que tudo vendem mas não deixam de consumir droga. E vamos acabar como eles. No lixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-2671094189457822839?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/2671094189457822839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=2671094189457822839' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2671094189457822839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/2671094189457822839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/islandia-e-o-tabaco.html' title='A Islândia e o Tabaco'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-8534994895284523981</id><published>2011-07-06T19:06:00.000+01:00</published><updated>2011-07-06T19:06:09.933+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Golden share, privatizações e... rating!</title><content type='html'>O Governo anunciou que acabava com as golden shares e que ia privatizar todas as suas empresas-chave - até vai vender 51% da REN! Ou seja, o governo anunciou que vai prescindir de todos os mecanismos que lhe garantem capacidade de intervenção na economia. Ou seja, o Governo anunciou que vai deixar de existir na economia. Qual é o rating de um Estado destes? &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;Lixo, naturalmente, que mais pode ser????&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu era pequenino, o meu Pai citava um provérbio chinês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As coisas são como são; se tu entendes as coisas, as coisas são como são; se tu não entendes as coisas, as coisas são como são.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as coisas correm mal e as pessoas não entendem porquê, a reacção é: procurar o culpado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem estar certos: &lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: blue;"&gt;quando alguém aponta o dedo a um «culpado», o culpado é quem aponta o dedo...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos a ser vítimas dos nossos erros e enquanto arranjarmos «culpados» só vamos ficar piores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são como são, não obedecem às bonitas teorias dos académicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-8534994895284523981?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/8534994895284523981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=8534994895284523981' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8534994895284523981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/8534994895284523981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/07/golden-share-privatizacoes-e-rating.html' title='Golden share, privatizações e... rating!'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3068791555892728033</id><published>2011-06-23T01:33:00.000+01:00</published><updated>2011-06-23T01:33:33.805+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prever Futuro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>João Ferreira do Amaral</title><content type='html'>Acabo de assistir ao programa da SIC Notícias "Negócios da Semana", onde o José Gomes Ferreira entrevistou João Ferreira do Amaral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, em duas décadas, vejo alguém a defender as mesmas ideias que tenho defendido, num orgão da comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pense que somos os únicos; simplesmente, neste mundo de verdades simplórias, o pensamento subtil é imediatamente rejeitado pelo "mainstream".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se apanharem a repetição do programa, ou o video, não percam. Para se perceber o que está a acontecer e o que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava a preparar uma série de posts para analisar a solução do sarilho em que estamos, mas estava confrontado com uma dificuldade: como apresentar uma solução para um problema que as pessoas não vêem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como o problema do Galileu: como explicar a rotação da Terra se ninguém acredita nela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o João Ferreira do Amaral expõs o problema; e até disse, como eu, que os culpados desta situação não são os políticos, são os economistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...os economistas " mainstream" acrescentaria eu, mais os comentadores de TV... Mas isso não interessa nada agora, o que interessa é começarmos a sair do buraco em vez de continuarmos a cavar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém encontrar o video dessa entrevista, agradeço que me diga, para pôr aqui o link&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3068791555892728033?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3068791555892728033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3068791555892728033' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3068791555892728033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3068791555892728033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/06/joao-ferreira-do-amaral.html' title='João Ferreira do Amaral'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3721906075048390226</id><published>2011-06-22T02:38:00.000+01:00</published><updated>2011-06-22T02:38:20.695+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Uma questão a que não sei responder</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Pessoa das minhas relações que me merece a máxima consideração colocou-me a seguinte questão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;i&gt;Se o Paulo Macedo exigiu, para ir para as Finanças, receber o mesmo que recebia no BCP, o que terá ele exigido agora para ir para Ministro da Saúde?&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Compreende-se a pergunta; agora que ele tem um alto lugar na área da saúde no banco, onde ganhará muito mais do que ganhava no tempo em que foi para as Finanças, certamente que, em coerência com o que aconteceu anteriormente, não se disponibilizou a ir para ministro perdendo volumosas verbas; nem lhe fica mal sabermos que exigiu continuar a receber o mesmo pois ninguém faz nada em seu prejuízo, quem se disponibiliza para perder dinheiro no imediato é porque está a prever vantagens futuras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Essas vantagens até podem ser legítimas, por exemplo, um acréscimo de prestígio que aumente a sua cotação profissional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Não parece, porém, que aqui possa ser o caso, pois parece que não lhe falta prestígio, por um lado, e por outro os lugares de ministro frequentemente só geram quebra de prestígio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Portanto, fiquei sem saber que resposta dar. Não me surpreende que a questão seja difícil, a pessoa que ma colocou não o faria se a resposta foi fácil. Continuei por isso a raciocinar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O desgaste dum ministro do PSD é muito menor que um do PS porque o PSD domina a quase totalidade da comunicação social e especialmente domina agora a totalidade da televisão (e certamente que ninguém vai deixar a MMG chegar-se aos microfones...); mesmo assim a busca de prestígio não parece uma razão suficiente para justificar tão brutal perda de rendimento entre um lugar de topo no BCP e o ordenado de ministro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Então lembrei-me duma coisa: quais são os grandes negócios da banca, agora que a bolsa já não rende? São os empréstimos ao consumo / cartões de crédito, a especulação sobre as dívidas soberanas e a saúde! Ou seja, Usura e Saúde, as grandes áreas da banca actual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Então, um alto responsável pelo negócio da Saúde do BCP, um dos dois pilares da actividade bancária actual, que permite pagar juros nos depósitos a prazo muito acima dos 2 ou 3% que a economia europeia pode crescer, vai para ministro da Saúde... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Surge uma lógica para esta escolha: não podia haver ninguém mais empenhado em reduzir o SNS à expressão mínima... e uma razão para o Paulo Macedo aceitar: a sua comparticipação nos lucros do ramo Saúde pode subir em flecha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Há porém, um óbice: isto é tão reles e primário que não pode ser verdade, há razões mais profundas, subtis. Percebê-las ajudará a perceber o complexo esquema de funcionamento da nossa sociedade. Foi então que me lembrei de pedir ajuda aos leitores deste blogue!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12.0pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;Algum dos ilustres leitores é capaz de avançar uma explicação não interesseira para o facto de uma pessoa altamente interessada no negócio da saúde na banca ir para ministro da saúde para depois voltar outra vez à banca?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3721906075048390226?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3721906075048390226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3721906075048390226' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3721906075048390226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3721906075048390226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/06/uma-questao-que-nao-sei-responder.html' title='Uma questão a que não sei responder'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-3439061644404610606</id><published>2011-06-15T02:28:00.000+01:00</published><updated>2011-06-15T02:28:43.792+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Ainda a E. Coli</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;A história da E. Coli continua muito mal contada, como é evidente, porque nada se diz sobre a origem da bactéria – ela não surge nos rebentos de soja ou nas alfaces por geração espontânea, ela veio de algum lado; localizar onde ela foi gerada é que é o cerne da questão, mas sobre isso nada se diz. Como é evidente, &lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;uma bactéria que surge subitamente resistente a 8 antibióticos não é um produto “natural”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, algo que possa ocorrer na natureza em condições normais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Uma explicação que surge imediatamente é a de que foi gerada em laboratório. Essa é a tese &lt;a href="http://www.anovaordemmundial.com/2011/06/e-coli-na-europa-evidencias-geneticas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; exposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Uma notícia que recebi há dias, porém parece-me reforçar uma outra explicação, que há muito previa isto; é a seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Todo o gado que se cria na Europa (e noutros lados), bem como os frangos, os patos, os porcos, recebem como parte integrante da sua dieta cocktails de antibióticos. Desde que nascem até ao abate. Não só para evitar doenças mas também porque promovem o crescimento dos animais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Isto é um negócio tremendo para as farmacêuticas, que produzem mais antibióticos para os animais do que para as pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Ora natureza é Inteligente, já aqui falamos disso. A natureza sempre arranjou soluções para as ameaças, por isso é que a Vida ainda existe. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Para as bactérias, resolver uma ameaça como a posta pelos antibióticos é uma brincadeira de crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Enquanto os antibióticos tinham uma aplicação esporádica, eventual e controlada, o número de oportunidades para as bactérias testarem soluções era baixo. Como vimos, o processo básico de Inteligência depende do número de acasos ou hipóteses testados. Pontualmente, poderia surgir uma bactéria resistente a um antibiótico, que poderia ser combatida por outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Isto é bem sabido, há muito que na medicina se procura as melhores práticas para limitar este problema, o que mesmo assim não impediu que diversas bactérias multirresistentes tenham já surgido. Uma bactéria que parece especialmente capaz de desenvolver resistência aos antibióticos é a S. aureus, causa primeira das infecções graves constraídas em hospitais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;É fácil por isso prever que o uso maciço de cocktails de antibióticos na criação animal terá de originar uma panóplia de bactérias multirresistentes. A curto prazo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Quais as consequências?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #073763;"&gt;Piores que as da peste negra.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; Porque se fosse apenas uma bactéria, o organismo humano poderia encontrar solução, ou a própria bactéria poderia perder a sua virulência; mas sendo a perspectiva a de aparecerem diferentes bactérias, se houver solução para uma, não haverá para outra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;A notícia que referi acima informa que:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyText"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;A novel form of deadly drug-resistant bacteria that hides from a standard test has turned up in Europe&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;O resto da notícia, da conceituada Science, podem encontrar &lt;a href="http://the-scientist.com/2011/06/07/a-new-cow-borne-superbug/"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://news.sciencemag.org/sciencenow/2011/06/new-superbug-found-in-cows-and-p.html?ref=hp"&gt;aqui&lt;/a&gt; (curiosamente, não me recordo de a comunicação social referir este importante acontecimento)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Mas não há perigo, dizem, – a pasteurização do leite acaba com o bicharoco... a não ser que a bactéria, uma S. aureus, seja transmitida por fora, pelas pessoas que trabalham com os animais...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Não sei porque razão, os cientistas sugerem que a batéria pode ter sido gerada numa pessoa tratada com muitos antibióticos e depois misteriosamente ter ido parar ao gado; ignorarão que o gado é criado com antibióticos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Eu temo que isto venha a ficar fora de controlo; que a solução ainda venha a ser o abate de todo o gado. Mas há uma coisa que podemos começar já a fazer, que é não continuar a insistir no erro. Ou seja, a produção de animais tem de passar a ser feita sem antibióticos. Antibióticos só para seres humanos. No mínimo, tem de existir um leque suficientemente vasto de antibióticos que nunca seja utilizado no gado. Arranje-se outra solução para os animais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Portugal tem um lugar privilegiado para a criação de gado nestas condições: os Açores. Pela abundância de pasto e pelo isolamento. As doenças podem ser transmitidas pelas rações, que são mais ou menos lixo reciclado, mas os Açores têm condições para produzir gado (e leite) sem rações e sem antibióticos. Não é o que fazem agora - agora recorrem a rações e enchem os animais de antibióticos como os outros, mas é o que podem fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;É claro que isto pode ser feito em qualquer parte, mas os Açores têm condições únicas para evitar contaminações e para garantir a qualidade do produto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Utopia? Nada disso; &lt;b&gt;&lt;i&gt;o Brasil já limita severamente o uso de antibióticos na criação de animais desde 1998&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;. Ver &lt;a href="http://www.oecocidades.com/2011/01/05/80-dos-antibioticos-vendidos-nos-eua-sao-destinados-a-animais/"&gt;aqui &lt;/a&gt;um curto texto que expõe muito bem o problema. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Criação ecológica de animais já. Quanto mais não seja, este é um nicho de mercado que nos interessa porque, num mercado aberto, não há hipótese nenhuma de poder competir com gado criado noutras partes do mundo. A nós só interessa produzir produtos “de luxo”, de qualidade e preços máximos. Será que somos capazes de fazer o mesmo que o Brasil? Ou, como o responsável de uma importante fábrica alemã em Portugal afirmou com orgulho há uns anos: "&lt;i&gt;nós aqui não pensamos, quem pensa são os alemães!&lt;/i&gt;"?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25948907-3439061644404610606?l=outramargem-alf.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/feeds/3439061644404610606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25948907&amp;postID=3439061644404610606' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3439061644404610606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25948907/posts/default/3439061644404610606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://outramargem-alf.blogspot.com/2011/06/ainda-e-coli.html' title='Ainda a E. Coli'/><author><name>alf</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07001836938009552719</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25948907.post-6689785161086246767</id><published>2011-06-08T13:13:00.000+01:00</published><updated>2011-06-08T13:13:57.192+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Porque há pobreza?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;No passado, a pobreza e a miséria tinham uma simples explicação: falta de recursos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;Não havia controlo populacional e as capacidades de produção eram muito limitadas, por isso a população esteve sempre no limite sustentável durante muitos milénios; parte das pessoas que nasciam tinha de morrer, pela fome ou pela violência, pois a população não podia aumentar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;É por isso que havia tanta violência e é por isso que uns tinham de comer insectos, outros tripas; a sopinha de erva ainda era um recurso em Portugal há menos de um século.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT;"&gt;A pobreza e a miséria continuam a existir hoje no mundo ocidental, em &lt;a href="http://contrapobreza.blogspot.com/"&gt;Portugal&lt;/a&gt; mais do que noutros lados, e as pessoas contin
